quinta-feira, 14 de outubro de 2010

UNE e Ubes garantem apoio do movimento estudantil a Dilma




As duas principais entidades do movimento estudantil brasileiro decidiram, no começo desta semana, declarar apoio a Dilma Rousseff no segundo turno da eleição presidencial.

Tanto a UNE (União Nacional de Estudantes) quanto a Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) entendem que a missão maior do movimento é impedir a volta da “direita privatista” ao poder. 

“A diretoria plena da UNE, em reunião histórica, acaba de decidir indicar o voto para Dilma Rousseff Presidente da Republica”, escreveu no Twitter o presidente da UNE, Augusto Chagas. O debate, segundo ele, reuniu mais de 200 lideranças do movimento estudantil.  “A UNE não se pauta nos interesses de nenhum partido, governo ou pessoa. Nosso compromisso é com a historia d Brasil. Isto está em jogo no 2º turno”, agregou Chagas.

Já a Ubes, em nota, declarou que “mais uma vez colocará os caras-pintadas nas ruas para impedir a volta da direita ao poder”. De acordo com a entidade, “somente a candidatura de Dilma Rousseff reúne as condições para avançar ainda mais na construção de um País, justo, democrático e soberano, onde os movimentos sociais possam apresentar suas demandas e disputar os rumos desse novo Brasil que está nascendo”.

Manifesto de filósofos

Um grupo de professores e pesquisadores de Filosofia, de várias universidades do Brasil, lançou manifesto em apoio à candidatura de Dilma Rousseff para Presidência da República. "Cremos que sua chegada à Presidência representará a continuidade, aprofundamento e aperfeiçoamento do combate à pobreza e à desigualdade que marcou os últimos oito anos", diz o texto. Os profissionais da área também manifestam preocupação com o discurso religioso que dominou a campanha.

Para eles, “Dilma Rousseff tem sido alvo de campanha difamatória baseada em ilações sobre suas convicções espirituais e na deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto e a liberdade de manifestação religiosa.” E manifestam confiança de que “um eventual governo Dilma Rousseff preservará o caráter laico do Estado brasileiro e conduzirá adequadamente a discussão de temas que, embora sensíveis a religiosidades particulares, são de notório interesse público.”

E recomendando o voto na candidata petista, o documento afirma que “Dilma Rousseff, se eleita, saberá proteger as liberdades públicas.” E enumera como liberdades pública o Estado laico e o respeito à diversidade de orientações espirituais, contra a instrumentalização política do discurso religioso.

Ao mesmo tempo, os profissionais de Filosofia denunciam que “há razões para duvidar que um eventual governo José Serra ofereça os mesmos prospectos”, lembrando “o desprezo com que os programas sociais do atual governo - em particular o Bolsa Família - foram inicialmente recebidos pelos atores da coligação que sustenta o candidato. Frente ao sucesso de tais programas, José Serra vem agora verbalizar sua adesão a eles, quando não arroga para si sua primeira concepção.”

E dizem ainda que as promessas feitas por Serra estão “em franco contraste com sua gestão como governador de São Paulo - sem esclarecer como concretizá-las. O caráter errático de sua campanha justifica ceticismo quanto à consistência de seus compromissos. Seu discurso pautado por conveniências eleitorais indica aversão à responsabilidade que se espera de nossos representantes. Ironicamente, os intelectuais associados ao seu projeto político costumam tachar o governo Lula e a candidatura Dilma de populistas.”

Serviço:
Professores (as) e pesquisadores (as) de Filosofia interessados em assinar o manifesto, devem enviar email com nome completo, vínculo institucional e demais informações que acharem relevantes para o endereço: manifestoprodilma@gmail.com Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Devido a vários pedidos de pessoas sem vínculo institucional na área da filosofia, a equipe que elaborou o manifesto decidiu criar uma petição "universal", com o objetivo de permitir que qualquer indivíduo apoie o manifesto original.

Leia o manifesto na íntegra em:

Fonte: Portal Vermelho 

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Direção Nacional da UJS se reúne para vencer com Dilma as eleições!


Em reunião durante os dias 11 e 12 de outubro, a União da Juventude Socialista avalia as eleições no primeiro turno e reagrupa a tropa para a batalha do segundo turno. A tarefa imediata é dar continuidade ao ciclo das mudanças iniciado por Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Temos que superar o debate despolitizado do primeiro turno e debater com amplos setores da sociedade as necessidades do nosso país, modelos de desenvolvimento e quais as perspectivas para o futuro. Existe o risco real do Brasil voltar a ser governado pelo projeto neo-liberal de Serra e do PSDB, que visa privatizar nossas riquezas e deixar novamente nosso país de joelhos, submissos aos interesses internacionais. Não podemos regredir nenhum milímetro. Temos que reafirmar a cada instante qual Brasil que queremos. Disputar voto a voto para Seguir Mudando. Estamos firmes na LUTA!

Dia 31 é DILMA 13!  

sábado, 9 de outubro de 2010

No 2º turno, é preciso radicalizar debate programático - Renato Rabelo

O enfrentamento de duas forças políticas antagônicas no segundo turno evidencia, de maneira ainda mais clara do que no primeiro turno, a necessidade de se debater os programas de governo de Dilma Rousseff e José Serra e de ressaltar as diferenças que marcaram os mandatos de Lula e FHC. Esta foi uma das principais indicações feitas por Renato Rabelo, presidente do PCdoB, na abertura da reunião da Comissão Política Nacional do partido nesta sexta-feira (8) em São Paulo


Membros da CPN debatem segundo turno
Renato Rabelo também reafirmou a vantagem de Dilma, que chegou a quase 47% dos votos válidos. “A oposição quer fazer crer que saiu vitoriosa do primeiro turno e nós, derrotados, como havia feito em 2006. Mas a verdade é que Dilma saiu na frente no primeiro turno e é a favorita. Podemos avançar no debate programático porque temos propostas e temos fatos concretos – as vitórias do governo Lula – que embasam essas propostas. E Dilma foi peça-chave nesse processo de mudanças pelo qual o Brasil vem passando”.

Para se contrapor à ação da direita – que vem buscando desgastar Dilma especialmente nos últimos meses de campanha – o dirigente enfatizou a necessidade de “reunir todas as forças políticas e sociais que for possível e promover amplos comitês de apoio para aumentar ainda mais a campanha de Dilma”.

Um dos focos será fortalecer essa movimentação em São Paulo, Minas Gerais e Paraná, estados que estão entre os maiores colégios eleitorais do Brasil e que são hoje os principais redutos tucanos. E a linha geral que deve nortear esse trabalho é a defesa das propostas que já vêm sendo trabalhadas pelo governo e que dizem respeito, entre outras questões, ao desenvolvimento com distribuição de renda, à geração de emprego, à soberania nacional, à integração latino-americana e à sustentabilidade. “Devemos mostrar para a população que estas não são bandeiras abstratas, mas conquistas reais que já estão sendo implementadas”.
Outro ponto que salientou é a busca pelos eleitores de Marina Silva. “Para isso, precisamos mobilizar lideranças de diversos setores e falar diretamente com esses votantes”.

Análise do primeiro turno
Renato e a vice-presidente, Luciana Santos
Durante sua intervenção na reunião da Comissão Política Nacional, Renato Rabelo também analisou alguns pontos do primeiro turno, lembrando as conquistas obtidas pelo campo de apoio de Dilma no Congresso Nacional. “Conquistamos praticamente 70% da Câmara e do Senado. Desde a eleição de Lula em 2002 não se conseguia isso. É uma mudança qualitativa muito importante que muda a correlação de forças na política brasileira”.

Além disso, Rabelo descreveu as fases que marcaram o embate que resultou no segundo turno. “Inicialmente, a campanha foi marcada pelo grande apoio de Lula, com a caracterização de Dilma como a segunda pessoa mais importante do governo e com capacidade para continuar e avançar no projeto implantado pelo presidente. Apesar da ação da mídia hegemônica, a transferência de voto teve efeito”.

A segunda fase seria marcada justamente pelo êxito que teve a campanha de atrair para Dilma os eleitores de Lula, o que fez com que a candidata subisse consideravelmente nas pesquisas. “Neste momento, a oposição ficou desnorteada; Serra se perde entre a crítica a Lula e a tentativa de se aproximar dele. Esse sistema de oposição – formado pelos partidos conservadores, a mídia e setores elitistas da sociedade – começa, então, o vale-tudo, a guerra suja de ataques e mentiras”, ressaltou Renato. Fazem parte dessa tática a tentativa de colar em Dilma a responsabilidade pela quebra de sigilo na Receita Federal e as denúncias envolvendo o filho da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. “Tudo isso teve impacto na candidatura de Dilma e, na reta final da campanha, vieram os ataques ligados à exploração de questões religiosas e do aborto”.

Na avaliação de Rabelo, nesse processo o “Comando de Campanha de Dilma subestimou o alcance dessa estratégia rasteira. Faltou também nitidez programática, os grandes temas ficaram de fora e isso abriu caminho para aumentar o impacto dessa campanha caluniosa. Serra permaneceu no mesmo percentual de intenção de voto, e o Comando de Campanha de Dilma não se deu conta de que com isso Marina crescia”.

Vitórias comunistas
A parte final da apresentação de Renato Rabelo concentrou-se nos resultados obtidos pelo PCdoB. Ele reafirmou a avaliação feita logo após a conclusão da apuração do primeiro turno: “alcançamos resultados positivos”. Analisando a partir de 2002, quando o partido passou a investir mais nas candidaturas ao Senado, Câmara, prefeituras e agora governo estadual, Rabelo constatou que o PCdoB “vem conseguindo manter, desde então, um processo progressivo de crescimento com maior projeção de lideranças comunistas em estados importantes”.

Para exemplificar esse processo, o dirigente lembrou que em 2002, o partido não tinha nenhum senador e hoje tem dois; que em 2006, teve a quinta maior votação para o Senado e hoje ocupa a quarta posição e que o partido conseguiu chegar a 15 deputados federais, sendo que na última eleição eles eram 13, o que significa um crescimento de 15,40% em relação ao número de eleitos e de 25% em relação à bancada atual.

No que diz respeito às assembleias legislativas – em que o partido saiu de 15 para 19 deputados estaduais – Rabelo disse: “aceleramos o crescimento e conseguimos um bom desempenho com chapas próprias na maioria dos estados”. Vale lembrar que tais resultados podem ainda sofrer alterações devido a situações pendentes junto à justiça eleitoral em alguns estados.

Renato ainda ressaltou o “brilhantismo da campanha de Flávio Dino ao governo do Maranhão”, que deixou de ir ao segundo turno com Roseana Sarney (PMDB) por apenas 0,04% dos votos. “E conseguimos isso sem apoio de nenhum grande partido. É um resultado excepcional e uma grande vitória política porque Flávio consolidou-se como uma verdadeira alternativa de renovação da política local”. Ele ressaltou ainda o sucesso obtido em diversos estados em todos os níveis da disputa.

Segundo Renato, a evolução do PCdoB deve ser vista dentro do contexto nacional e internacional. “Não estamos num período de viradas revolucionárias e no sistema atual, em que ainda é forte a presença de forças conservadoras e neoliberais, são limitadas as condições de crescimento dos partidos comunistas. Além disso, o sistema eleitoral brasileiro é desigual e o que tem força é o poder econômico, as classes dominantes e o uso das máquinas, o que emperra o crescimento mais robusto do PCdoB, um partido que tem uma natureza diferenciada”.

De São Paulo,
Priscila Lobregatte



Fonte: www.vermelho.org.br

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Festa altamente religiosa e solidária para homenagear São Cosme e Damião ocorrida em Recife-PE.



No dia 27 de setembro comemoramos o dia dos santos mais solidários do calendário católico, são Cosme e Damião. Na verdade fica uma grande dúvida: será que somente Cosme é santo? E Damião? Seria apenas um mero coadjuvante? Como na dupla Sandy e Junior? Pois bem vamos mudar um pouco a história aqui, fazer uma justa homenagem e voltar para o que interessa. Nesta festa, de São Cosme e São Damião, costuma-se distribuir doces para alegrar a vida das criancinhas carentes. As comunidades costumam fazer grandes festas que reúne todas as crianças e vários jovens. Como não poderia deixar de ser, o fraterno bairro de Torrões, em Recife-PE, também tem sua festa solidária. Só que com um aspecto cultural a mais presente, a Roda Punk*. Aproveitem a festa, levem pra casa muitos doces e hematomas!

* vale a pena salientar que nosso estado é o único que promove a Roda Punk, legado do movimento punk que tomou conta de Pernambuco nos anos 80 e 90.


Vale a pena ver e rever o vídeo, sempre da pra ver um voadora, cotovelada e empurrão a mais..


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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Segundo turno, luta de sentido histórico

A eleição presidencial será decidida no segundo turno no dia 31 de outubro. Com alto índice de participação popular, foram computados mais de 111 milhões de votos válidos. Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, obteve 46,91% , José Serra, do PSDB, 32,61% e Marina Silva, do PV, 19,33%. Outros candidatos somados pontuaram pouco mais de 1%.

O resultado não surpreende, porquanto nos últimos dias da campanha foram detectados sinais de leve erosão nas intenções de voto em Dilma e de crescimento de Serra e Marina, sobretudo desta última. E não foge ao padrão das duas eleições anteriores, em que Lula teve que passar pela prova do segundo turno para eleger-se (2002) e reeleger-se (2006). 

Obviamente, o resultado contraria as expectativas das forças democráticas e populares, cuja palavra de ordem era vencer já no primeiro turno.

A superioridade de Dilma Rousseff, de mais de 14 pontos percentuais sobre seu adversário, corresponde à ampla base de apoio popular de sua candidatura e é uma clara expressão da existência de uma maioria em favor da continuidade das mudanças iniciadas no Brasil a partir de 2003. Tem plenas condições de no segundo se transformar em maioria absoluta e conferir ao novo governo o necessário apoio à realização de seu programa democrático e patriótico.

As forças progressistas e do movimento popular engajadas na campanha de Dilma vão enfrentar o segundo turno, como disse a candidata, com garra e energia.

Nas próximas semanas será necessário intensificar o debate político e a mobilização popular. Não se ganha eleição antecipadamente, apenas através do monitoramento das pesquisas e do bom manejo das técnicas de “marketing político”. Uma batalha política da envergadura de uma eleição presidencial só pode ser vitoriosa com uma postura política ofensiva. A vitória nas urnas tem que partir das ruas, do corpo a corpo com o eleitor, da discussão franca, simples, direta e profunda com o povo, tocando fundo sua mente e seu coração.

Mais do que nunca é preciso ter a consciência aguda do que está em disputa. Dois projetos diametralmente opostos estão em jogo e é em torno destes que se decidirá o futuro do país. De um lado, está a possibilidade de o Brasil continuar trilhando o caminho do fortalecimento da democracia, da soberania nacional e da afirmação dos direitos do povo. Esta bandeira está nas mãos de Dilma Rousseff e das forças que a apoiam, que podem e devem alargar-se ainda mais no segundo turno. Do outro está a submissão do país ao imperialismo, a restrição da democracia, o ataque aos direitos do povo, a criminalização dos movimentos populares e a degradação das condições de vida de milhões de brasileiros.

É um embate político em campo aberto, uma luta de sentido histórico a que a imensa legião de militantes das forças progressistas e de esquerda não se irá furtar.


Editorial do site: www.vermelho.org.br 
Publicado no dia 4 de outubro de 2010.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eduardo Campos é, de fato, o campeão

E se o velho Arraes fosse vivo, daria uma gargalhada daquelas


Três de outubro de 2010: Eduardo Campos (PSB) é reeleito governador de Pernambuco com a votação mais expressiva do país, 3,4 milhões de votos, ou seja 82,8% das intenções de voto. A vitória não seria, no entanto, tão esmagadora se o principal adversário fosse um desconhecido, mas tratava-se de uma disputa com o ex-governador e atual senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), conhecido por todos, mas que nestas eleições conseguiu apenas 14% da vontade popular de que voltasse ao comando de estado.

Há quem diga que o resultado obtido das urnas pelo socialista é apenas “mais um reflexo da popularidade do presidente Lula”, que o apoiou, mas não é só isso. Se assim fosse, o presidente elegeria todos aqueles a quem apoiasse. A vitória de Eduardo é um reflexo de um governo bem avaliado, que fez parcerias, no primeiro mandato, com o governo federal promovendo um crescimento em Pernambuco maior do que a média nacional. O sucesso de hoje é o resultado de uma campanha que chamou a atenção pela base de apoio conquistada, pela mobilização e rotina incansável de atividades mesmo quando a diferença entre ele e Jarbas apontava mais de 50%.

À noite, no Marco Zero, na “festa da vitória”, os 15 partidos que compuseram a coligação “interminável”, como disse o presidente Lula, da Frente Popular de Pernambuco comemoraram a vitória. E, com os olhos verdes herdados do avô, Eduardo Campos deve oferecer a Miguel Arraes esta vitória sob Jarbas Vasconcelos, como uma resposta muito mais contundente do que a que foi dada por Jarbas ao derrotar Arraes em 1998.

Eduardo Campos, em sua primeira gestão foi o governador mais bem avaliado do Brasil, é o governador que conseguiu reunir em sua base de apoio o maior número de prefeitos da história do estado, conseguiu eleger dois senadores, Amando Monteiro Neto (PTB) e Humberto Costa (PT) e é o governador com a maior votação do país. A tradicional música “Madeira que cupim não rói”, que se tornou hino da campanha do socialista em 2006, deve ser, por mais quatro anos, cantada pela a coligação Frente Popular de Pernambuco; “queiram ou não queiram os juízes o nosso bloco é de fato o campeão!"
Conheça a trajetória política do governador aqui.

Por Ana Luiza Machado, do Diario de Pernambuco