sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pré-credenciamento de propostas do OP - Juventude Esporte e Lazer


Como já é tradicional no Orçamento Participativo de Olinda, a UJS invadiu a plenária de Juventude, Esporte e Lazer para garantir avanços nas Políticas Públicas para a Juventude (PPJ). Numa tarde bonita, vários dirigentes de grêmios estudantis e militantes da UJS foram até o clube atlântico reforçar as propostas que já tinham sido eleitas no ultimo ciclo do OP. Reafirmar nossa participação e cobrar do governo municipal as prioridades do segmento juvenil. 

Cobramos a eleição imediata do Conselho Municipal de Juventude (CMJ), para encaminhar as PPJ's e avançar em projetos que visem a inclusão da juventude na escola e no mercado de trabalho, garantindo esporte, cultura e lazer.

Especificamente, elegemos uma prioridade que também é imediata. A construção de Mini-áreas de lazer nos bairros, além de quadras poli esportivas nas escolas e praças públicas. Nossa juventude precisa de ambientes públicos para o esporte, a cultura e o lazer.

Agora é só esperar as medidas do governo e cobrar para que essas duas simples propostas se concretizem. Estamos na pressão por uma política inclusiva para todos os jovens olindenses.


Firme na Luta!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Conferência do IPEA debate desenvolvimento do Brasil


Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) promove, entre os dias 24 e 26 de novembro, em Brasília, a 1ª Conferência do Desenvolvimento (Code), um encontro destinado a discutir planejamento e estratégias de desenvolvimento para o Brasil 


Será uma conferência diferente das tradicionais lembrando um pouco o formato do Fórum Social Mundial. Um espaço de 10 mil metros quadrados foi construído no canteiro central da Esplanada dos Ministérios (em frente à Catedral de Brasília) para a Code. 


Para o Presidente da UNE, Augusto Chagas, a Conferência "é um espaço privilegiado para construirmos o país que queremos", declarou, citando que "a sociedade poderá tratar de temas fundamentais, ligando o crescimento econômico, justiça social, democracia, entre outros".
Durante os três dias, serão nove painéis temáticos sobre o desenvolvimento, 88 oficinas, 50 lançamentos de livros, vídeos, exposições e shows artísticos e culturais. São esperados mais de 200 palestrantes e debatedores, entre conselheiros, diretores e técnicos de planejamento e pesquisa do instituto e acadêmicos de autoridades de todas as regiões do país. Até sexta-feira, já havia cerca de 4 mil inscritos para o encontro.

Possivelmente, será um dos maiores eventos sobre o tema já realizados no Brasil, diz Marcio Pochmann, presidente do IPEA. A Code se assemelha às grandes conferências temáticas realizadas no governo Lula, explica Pochmann, com a diferença de que não tratará de apenas um tema. Ao tratar da questão do desenvolvimento, estaremos discutindo estratégias e políticas sobre saúde, educação, ciência e tecnologia, entre outras áreas.

O objetivo do encontro é criar um espaço nacional de debates no coração do Brasil, no momento em que o país volta a discutir planejamento e estratégias de desenvolvimento. Esses debates estarão organizados em torno de sete grandes eixos temáticos do desenvolvimento definidos pelo IPEA: inserção internacional soberana; macroeconomia para o desenvolvimento; fortalecimento do Estado, das instituições e da democracia; estrutura tecnoprodutiva integrada e regionalmente articulada; infraestrutura econômica, social e urbana; proteção social, garantia de direitos e geração de oportunidades; e sustentabilidade ambiental.

“Para nós do IPEA”, diz Pochmann, “é uma mudança institucional de grande porte”. “Até aqui, historicamente, os nossos debates sempre foram mais internos. Agora, estamos nos abrindo ao público e convidando representantes da sociedade a debater o presente e o futuro do país”. Essa novidade apareceu já na organização do evento, que conta com o apoio de 45 instituições da sociedade civil, entre sindicatos de trabalhadores e de empresários, entidades de classe, instituições de pesquisa e outras organizações.

O debate de fundo sobre o desenvolvimento do Brasil, observa o presidente do IPEA, ficou congelado durante cerca de 25 anos, a partir das crises que o país enfrentou nas décadas de 80 e de 90. Entre 1930 e 1980, assinala, o Brasil teve um grande salto de crescimento que não foi capaz, contudo, de enfrentar o problema da desigualdade social. A crise da dívida, a partir da década de 80, acabou por desfazer uma maioria política que até então governava o país. Nesse período, a economia brasileira que chegou a ser a oitava do mundo caiu para o 14° lugar. “A desigualdade, que já era grande, ficou congelada”, assinala Pochmann. E acrescenta:

“Agora, na primeira década do século 21, tivemos uma reorganização de uma maioria política em torno dos dois mandatos do presidente Lula. Com ela, abriu-se a possibilidade de um novo padrão de desenvolvimento capaz de combinar crescimento econômico, redução da desigualdade social e sustentabilidade ambiental”.

Os desafios e oportunidades colocados por esse novo padrão de desenvolvimento serão o tema central do encontro de três dias em Brasília. “Estaremos discutindo temas que representam gargalos e entraves ao nosso desenvolvimento. Alguns carregamos do passado, outros são temas do futuro”, resume Pochmann. Entre os temas do passado, destaca-se, por exemplo, o perfil da economia brasileira, ainda preso à produção e exportação de bens primários. “Já sabemos que esse modelo não é capaz de gerar empregos de qualidade, educação de qualidade e melhores salários. O Brasil precisa mudar sua relação com o mundo e isso passa, entre outras coisas, pela integração regional, por investimentos pesados em educação, epelo aprimoramento da nossa estrutura de Defesa que hoje não tem condições de defender todas as nossas fronteiras e recursos naturais”.

Em relação aos temas do futuro, Pochmann destaca a necessidade da refundação do Estado brasileiro, especialmente no que diz respeito ao seu funcionamento. Neste debate, a Reforma Tributária ocupa um lugar central. O Brasil precisa mudar o atual padrão regressivo de tributação, onde quem tem menos acaba pagando mais. Essa mudança é condição básica também para a implementação de investimentos massivos em educação, sem os quais o país não desatará os nós que ainda o amarram a um passado de desigualdades econômicas, sociais e regionais.

O presidente do IPEA também chama a atenção para a mudança do perfil demográfico brasileiro, registrada na última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e que deve ser confirmada no Censo que está sendo realizado este ano. A partir de 2030, o Brasil deve ter regressão populacional, ou seja, o número de pessoas que vão nascer deve ser menor do que o número de pessoas que vão morrer. Essa tendência, destaca Pochmann, é diferente das previsões que eram feitas para o Brasil. “O cenário que temos pela frente é de redução da população jovem e de alteração radical da estrutura familiar. Em pouco tempo, teremos que discutir políticas de estímulo à natalidade”.

Outro ponto fundamental neste debate, destaca ainda Pochmann, é o da transição do trabalho material para o trabalho imaterial. “O conhecimento passa a ser cada vez mais estratégico, exigindo uma educação continuada, uma educação para toda a vida. As grandes empresas já perceberam isso e passaram a investir pesadamente em universidades corporativas”. O debate sobre a melhoria do sistema educacional brasileiro deverá enfrentar esse tema que hoje não está elaborado. Pochmann resume assim um dos principais problemas relacionados a esse tema:

Hoje, no Brasil, os filhos dos pobres estão condenados ao ingresso no mercado de trabalho muito cedo, o que implica, muitas vezes, o abandono da escola, quando não a combinação de brutais jornadas de atividades de 16 horas por dia (8 horas de trabalho, 2 a 4 horas de deslocamentos e 4 horas de freqüência escolar). A aprendizagem de qualidade torna-se muito distante nessas condições. Os filhos dos ricos, por sua vez, permanecem mais tempo na escola, ingressam mais tardiamente no mercado de trabalho e acabam ocupando os principais postos, com maior remuneração e status social, enquanto os filhos dos pobres seguem disputando a base da pirâmide do mercado de trabalho, transformado num mecanismo de reprodução das desigualdades no país.

Esse é um dos principais entraves para que o novo modelo de desenvolvimento que se quer implementar no Brasil alie crescimento econômico com justiça social. E esse será também um dos pontos centrais da conferência que ocorrerá esta semana em Brasília.

Maiores informações sobre a conferência, como a programação completa do encontro, podem ser acessadas no site do evento. As principais conferências serão transmitidas ao vivo pela internet.

Carta Maior



Fonte: www.une.org.br

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Aconteceu em: 20 de novembro de 1695 - Zumbi é morto em PE

Zumbi dos Palmares foi delatado por Antônio Soares e surpreendido pelo Capitão Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a serra dois irmãos). Zumbi foi apunhalado, resistiu bravamente, mas foi morto com mais 20 guerreiros. Teve a cabeça cortada, salgada e levada, com o pênis dentro da boca, ao governador Melo e Castro.

No 3º centenário de sua morte, emergiu como grande herói da luta pela liberdade no Brasil. A data hoje comemora o Dia Nacional da Consciência Negra.

Fonte: wwww.vermelho.org.br



Neste ano, o Dia Nacional da Consciência Negra surge no meio de uma onda de intolerância racial, sexual e regional. Agressões a homossexuais em São Paulo. Declarações preconceituosas contra os nordestinos após as eleições. E o já clássico pre-conceito racial, que impera a séculos no nosso país. O dia 20 de novembro toma uma conotação de luta ampla contra a intolerância e contra toda forma de opressão e pré-conceito. Precisamos debater amplamente na sociedade o papel que cada raça e cultura teve na formação do povo brasileiro. Que hoje é UNO e com uma cultura diversa e com a cara de todos que a formaram. Temos que nos orgulhar dos negros, brancos, indígenas e mestiços que formaram esse país vasto em território e em cultura. O povo brasileiro é um só e temos que lutar para garantir espaço a todas as "minorias", formando um país sem intolerância ao divergente ou diferente!


Parabéns a todos que lutaram e lutam por um Brasil democrático e soberano. Com ampla liberdade e sem pré-conceitos. Vamos continuar lutando para desenvolver o país com ampla liberdade para todos!

Zumbi, guerreiro, do povo brasileiro!

Sempre estaremos firmes, lutando pela liberdade!

Errata: na postagem inicial a informação estava incorreta, não foi em 1965, e sim em 1695.
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Aconteceu em: 18 de novembro de 1918 - Dia do levante anarquista

Ilustração do jornal anarquiata A Plebe
Ensaio insurrecional anarquista conectado à greve geral no Rio-Niterói. Mobilizou tecelões, metalúrgicos e operários da construção para ocupar o Palácio Presidencial, a Câmara, o Senado, arsenais e quartéis. O movimento chega a atacar a delegacia distrital de polícia, mas sucumbe ante a chegada de reforços. Dezenas de manifestantes são presos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Inscreva seu trabalho na 7ª Bienal de Cultura e Arte da UNE



Trazendo para a discussão o tema "Brasil no estandarte, o samba é meu combate", a União Nacional dos Estudantes lança a identidade visual da 7ª Bienal da UNE, que acontecerá entre os dias 18 a 23 de janeiro de 2011, no Rio de Janeiro. Nessa sétima edição, a entidade privilegia o samba como elemento formador da cultura nacional, buscando, para além da sua história musical, entender como se apresenta as dimensões sociais, críticas e estéticas da nossa brasilidade.


A criação ficou a cargo do estúdio Bijari - centro de artes visuais, design e vídeos em São Paulo. Para chegar à arte final, o estúdio pesquisou o universo dos movimentos e das lutas sociais, além de observar o carnaval como manifestação popular de grande relevância histórica e cultural, geradora de identidade e instrumento de inclusão social. A combinação gerou o casamento da mão de  punho cerrado com o pandeiro e as cores fortes aplicadas no fundo preto, que fazem do samba o relato mais íntimo do dia-a-dia e uma verdadeira manifestação de combate do povo brasileiro.


É uma mensagem positiva que une a força com a alegria, a cor e a energia das festas, como o carnaval. Lute pelo direito de festejar. E festeje o direito de lutar!


« Leia o Manifesto da 7ª Bienal da UNE 


A 7ª Bienal também busca inovar facilitando as inscrições e meios para inscrição, que serão feitos especialmente pela internet – e sem custo. "Estamos buscando utilizar os suportes digitais para facilitar o envio e aferição de trabalhos. O Myspace, canal que hospeda bandas e seus trabalhos tem sido uma ótima ferramenta para otimizar as inscrições”, diz Guilherme Barcelos, coordenador da área de música.

Os organizadores do evento também destacam que nesse ano os trabalhos selecionados para a mostra receberão como prêmio o pró-labore.

“Buscamos atingir os estudantes de áreas específicas como música e cinema, além daqueles que se organizam em coletivos de arte e também o jovem que tem alguma habilidade destacada ou experiência relacionada à cultura e arte de uma forma geral”, esclarece Eleonora.

Leia aqui o regulamento das Mostras Artísticas e Científica da 7ª Bienal da UNE



terça-feira, 16 de novembro de 2010

UJS da orientações a militância para as próximas tarefas!

Fique por dentro das estratégias de mobilização da UJS para o CONEB, Encontro de Grêmios, Bienal da UNE e Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes. 

Galera da UJS em todo Brasil! Este é o primeiro de uma série de informativos de mobilização para as batalhas que teremos até o encerramento deste vitorioso ano de 2010. Abaixo você encontrará orientações sobre o 1) 13º Coneb da UNE; 2) 1º Encontro de Grêmios da UBES; 3) 7ª Bienal da UNE; e 4) 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes. Boa leitura e vamos à luta!


13º CONEB da UNE

Faltam poucos dias para o credenciamento do 13º Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE, a ser realizado em 8 de dezembro. O CONEB acontecerá num momento rico e positivo da vida política nacional: poucos dias após a posse da primeira mulher eleita presidente da República e com a possibilidade concreta da conquista de mais avanços para a educação, fruto de nova vitória das forças progressistas.

A responsabilidade da UJS aumenta neste próximo período, pois estará depositada nas mãos de nossos militantes a tarefa de revisitar os últimos 8 anos, fazer o balanço concreto do legado educacional do governo Lula e, principalmente, apontar as perspectivas para os maiores avanços que buscaremos, concatenando a universidade com o novo projeto de desenvolvimento que o Brasil precisa. O CONEB é momento especial para nos debruçarmos sobre tal realidade.

1º Encontro de Grêmios da UBES

O Encontro de Grêmios representa uma grande oportunidade para o movimento secundarista e certamente reforçará muito a capacidade de mobilização, a organização, a capilaridade e a formulação educacional da UBES. Também será um fato histórico reunir milhares de grêmios estudantis, num momento em que a lei do Grêmio Livre completa 25 anos, para debater o ensino médio e sua ligação com este novo Brasil que estamos construindo.

Para a UJS, representa uma grande ousadia: realizar duas grandes mobilizações estudantis a um só tempo, no início de um governo que ajudamos e eleger e que teremos de pressionar nas ruas para conquistar mais avanços. Também significa dar organicidade para nossa força política no país inteiro, em particular nos centros políticos.

Além disso, é a demonstração prática de uma UJS mais forte e diversa, capaz de impulsionar o trabalho de diferentes frentes e não “parar tudo” para construir um grande evento.


Bienal

Os preparativos para a 7ª Bienal de Cultura e Arte da UNE que acontecerá no Rio de Janeiro estão na ordem do dia. Sobre o tema, esclarece o site da entidade: “a União Nacional dos Estudantes privilegia o samba como elemento icônico da brasilidade, buscando, para além da sua história musical, entender como se apresenta nas dimensões sociais, críticas e estéticas da nação.”

O prazo para inscrição de trabalhos vai até 30 de novembro (no site da UNE você pode obter mais informações: www.une.org.br) É importante que a UJS aproveite este momento para manter contato com tantos jovens artistas que existem dentro das universidades, das escolas e em outros locais. A Bienal representa uma oportunidade de apresentarem seus trabalhos para um amplo contingente de estudantes de todo o país, ganhando visibilidade e valorizando este tradicional e importante evento cultural dos estudantes.

17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes

Sob o tema "Por um Mundo de Paz, Solidariedade e Transformações Sociais, derrotemos o imperialismo!", acontecerá entre os dias 13 e 21 de dezembro, na África do Sul, o 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes. O evento é organizado pela Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD) há 63 anos e tem grande tradição de luta antiimperialista. Nesta edição, espera-se a participação de 20 mil jovens.

A delegação brasileira já está sendo mobilizada e as ações brasileiras estão sob organização da UJS. Até o início das atividades do Festival, nosso Portal irá trazer mais informações sobre o evento, mas quem quiser mais detalhes de como fazer parte dessa iniciativa, nosso e-mail ujsnacional@gmail.com está aberto para consulta.

Haddad pede desculpas a estudantes por problemas no Enem, diz UNE


Augusto Chagas, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), após reunião com ministro da Educação, Fernando Haddad.Augusto Chagas, presidente da União Nacional
dos Estudantes (UNE), após reunião com ministro
da Educação, Fernando Haddad, nesta quinta (11).
(Foto: Fábio Tito/G1)
O ministro da Educação, Fernando Haddad, se reuniu nesta quinta-feira (11) com representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes de Secundaristas (UBES) para conversar sobre os problemas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo Augusto Chagas, presidente da UNE, o ministro pediu desculpas aos estudantes pelos problemas com o exame, e se comprometeu a fazer uma retratação pública.
Por volta das 19h30, a assessoria de imprensa do ministério afirmou que Haddad não iria se manifestar sobre o encontro desta tarde, mas confirmou que o ministro pediu desculpa aos estudantes. Posteriormente, por volta das 21h, a assessoria do ministério entrou em contato com o G1 para dizer que as desculpas eram referentes apenas a comentários feitos no Twitter. (Observação: a Primeira Página do G1 informou que as desculpas se referiam às falhas. A afirmação foi feita com base nas declarações da UNE e na declaração inicial da assessoria de imprensa do MEC.)
Na página oficial do ministério no microblog Twitter, a assessoria de comunicação do MEC publicou no fim de semana uma mensagem que dizia: "Alunos q já 'dançaram' no Enem tentam tumultuar com msgs nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los". O texto se referia a estudantes que publicaram comentários e imagens direto da sala onde a prova estava sendo realizada.
"O MEC fez uma declaração infeliz, e a UNE e a UBES não aceitam qualquer tom de intimidação aos estudantes. O ministério não pode se tratar como órgão de polícia. O ministro pediu desculpas pela declaração no Twitter e se comprometeu a uma retratação pública para dizer que aquela não é a posição do MEC", afirmou Augusto Chagas, presidente da UNE.
O exame foi aplicado no último fim de semana a 3,3 milhões de estudantes. No sábado (6), participantes reclamaram de erros na impressão da folha de respostas e da prova amarela.
As entidades disponibilizaram desde o início da semana canais para que os estudantes que fizeram o Enem possam registrar reclamações a respeito das falhas. "Já tivemos em torno de 1.100 contatos, dos quais uma parte significativa foi de estudantes pedindo que o exame não seja anulado", disse o presidente da UBES, Yann Evanovick.
Um levantamento prévio apontou que 93% dos que reclamaram são a favor da aplicação de uma nova prova opcional para aqueles que se sentiram lesados.
Durante a semana, as duas entidades estudantis emitiram nota conjunta se posicionando contra a anulação do Enem mas exigindo o direito dos prejudicados a uma nova prova. Uma das reivindicações do texto era justamente a marcação de uma audiência do ministro Fernando Haddad com representantes da UNE, da UBES e do grupo de estudantes prejudicados.
A assessoria do Ministério da Educação (MEC) informou que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tem trabalhado com a possibilidade de realizar a prova de reposição aos prejudicados no final de semana dos dias 4 e 5 de dezembro, mas a data ainda não está definida oficialmente. O ministério espera acabar de contabilizar o número de estudantes prejudicados até o final da próxima semana.
As entidades exigiram do ministro que fiquem claros quais os critérios para avaliar se um estudante vai poder ou não refazer a prova. "Até que esses critérios estejam determinados, prosseguiremos defendendo que seja realizado um novo Enem em 2010, e que ele seja opcional a todos os estudantes que se sentiram prejudicados", declarou o presidente da UNE.
Chagas disse que novos encontros com Haddad serão realizados. "O ministro garantiu que nós vamos voltar a nos reunir na próxima semana e que o MEC vai ouvir os estudantes no debate para estabelecer esses critérios", disse.
Os representantes estudantis disseram que também conversaram com o ministro a respeito de mudanças para o Exame Nacional do Ensino Médio a partir dos próximos anos, como a avaliação seriada ao longo do Ensino Médio em vez de uma única prova, e defenderam a criação de uma gráfica para o MEC. "Foram mais de 3 milhões de estudantes fazendo a prova, o ministério não pode ficar refém de uma ou duas gráficas que têm essa capacidade para a impressão do Enem", disse Evanovick.
Enem aos presidiários
Nos dias 6 e 7 de dezembro o MEC vai aplicar o Enem para estudantes presidiários. A prova será feita em cerca de 700 presídios por 15 mil estudantes. Segundo a assessoria do ministério, o fato de se aceitar a aplicação do exame para presidiários, como já ocorreu em 2009, reforça a validade da estratégia do MEC de reaplicar o Enem apenas aos estudantes prejudicados pelos erros na prova amarela.
Um cálculo prévio do MEC levantou que o número de estudantes prejudicados no Enem 2010 é de pouco menos de 2.000. A prova nos presídios é feita semanas depois da aplicada nos colégios, em uma versão composta por questões diferentes. Segundo o ministério, sua validade não foi questionada em 2009.
Fábio TitoDo G1, em Brasília
FONTE: g1.globo.com