quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Pernambucana Manuela Braga é nova presidenta da UBES


Terminou neste domingo (4/12) o 39º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), que reuniu em São Paulo cerca de cinco mil estudantes do ensino fundamental, médio, profissionalizante e pré-vestibular de todos os estados do país. Os encontro começou na quinta-feira e os dois primeiros dias ocorreram no Expo Center Norte. Já a plenária final foi realizada no ginásio do Colégio Salesiano, em Santa Teresinha. Os jovens elegeram, como nova presidenta, a estudante pernambucana Manuela Braga, de 19 anos, aluna do curso técnico de Saneamento Ambiental no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE).

Manuela, que vive no Recife e cujos pais vieram do interior, terá agora o desafio de percorrer as escolas de todo o país, conhecendo os problemas de cada grêmio e debatendo soluções para a educação brasileira. Ela é fã de música brasileira e literatura, já havia sido presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Recife (UMES) e líder do grêmio de sua escola. (Leia mais abaixo o perfil completo da nova presidente da UBES)

Participaram da votação 1.561 delegados, estudantes escolhidos em eleições realizadas em escolas de todo o país. A chapa que elegeu Manuela, “Movimento estudantil unificado pelas mudanças do Brasil”, teve 1.288 votos, correspondendo a 82,5% do total. O outro candidato à presidente da UBES foi Gladson Reis, de Belo Horizonte, representando a chapa “Rebele-se: A UBES é para lutar”, que teve 273 votos, 17,5% do total.

Considerado o mais importante encontro do movimento estudantil brasileiro, ao lado do Congresso da UNE, o Congresso da UBES definiu os rumos do movimento estudantil secundarista para os próximos dois anos. Com o tema “Todos juntos por uma educação do tamanho do Brasil”, o encontro serviu também para convocar a manifestação #OcupeBrasília, um acampamento dos jovens na Esplanada dos Ministérios, a partir dessa segunda-feira (5), em defesa da aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) com 10% do PIB investidos nesse setor.

MACABÉA ÀS AVESSAS: DO NORDESTE PARA OS HOLOFOTES

A estudante Manuela Braga, de 19 anos, aluna do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPE), diz que sempre esteve entre as mais estudiosas na escola: “Não consigo não estudar”, revela, rejeitando porém o rótulo de nerd ou cabeçuda. A partir de agora, terá de conciliar as aulas, livros e provas do curso de Saneamento Ambiental com a grandiosa missão de representar todos os milhões de estudantes brasileiros do ensino fundamental, médio, técnico e pré-vestibular como nova presidenta da sexagenária União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

Ao que parece, não será fácil. Nos bastidores do Congresso que a elegeu, visivelmente emocionada, deixa escapar que está com a cabeça, também, nas aulas de biotecnologia. Na verdade, facilidade não é a regra na história de vida dessa jovem nordestina, cuja mãe veio da pequena Nazaré, no interior do Piauí, e o pai de Vicência, no sertão pernambucano. Os dois se mudaram para o Recife nos anos 80, ela como babá e ele como vendedor de marmitas. Hoje, observam o progresso da filha, entre os livros e a militância. Participante da União da Juventude Socialista (UJS), antes de se tornar presidenta da UBES, ela presidiu também a União Metropolitana de Estudantes Secundaristas do Recife e foi líder do grêmio de sua escola técnica.

Comunicativa e animada, Manuela é fã de forró, MPB e até funk carioca, guarda carinho também pelo teatro e pelo cinema. Na literatura, seu livro favorito é “A Hora da Estrela”, cânone de Clarice Lispector. Curiosamente, o romance conta a vida de outra jovem nordestina, Macabéa, com origens familiares pobres nos rincões do Brasil. No entanto, ao contrário da personagem lispectoriana, cuja triste trajetória é marcada pela exclusão social, pela opressão e o esquecimento no sudeste, Manuela ganha o centro das atenções no debate público do país, tendo muito a falar e disposta a mudar a realidade:

“Sempre me incomodei em conhecer estudantes pobres que não assistiam aula por não ter dinheiro para o transporte, sempre me incomodei em conhecer alunos do turno da noite que não possuíam dinheiro para a alimentação. Essa ainda é a realidade de muitos, não somente no nordeste, mas em todo o país”, afirma. Como principais objetivos de sua gestão Manuela elenca a ampliação do ensino técnico e de projetos como o Pronatec, a reforma do ensino médio aliando a educação propedêutica à aprendizagem profisisonal, o aumento de investimentos na escola pública, a conquista federal da meia-entrada e do passe-livre para estudantes de todos os estados e o fortalecimento das políticas públicas para a juventude no país.

Além disso, espera ver o movimento estudantil secundarista ainda mais antenado com outras pautas como o meio ambiente, assunto que gosta e domina, e o preconceito contra as mulheres. “Conheço muitas meninas, dentro das escolas desse país, que têm sonhos, inteligência e muita capacidade de participar dos grêmios, da UBES, mas sofrem preconceitos e repressão de todos os tipos. São mal vistas pelos colegas, pela família, pela sociedade que não compreende uma mulher nova e livre, com participação política, poder e voz. Isso precisa mudar”, enfatiza, em um tom que soa como um convite a todas as potenciais jovens Macabéas do Brasil a se tornarem protagonistas na mudança do roteiro de suas vidas e da nação.



Artênius Daniel e Rafael Minoro para o Blog da UBES

Congresso da UBES discute as novas diretrizes do Ensino Médio


Estudantes se reuniram com representantes do movimento de professores e do Conselho Nacional de Educação

No país em que a população de 15 a 17 anos soma 10, 3 milhões, apenas 50% destes estão matriculados no ensino médio, dado impactante que foi colocado em debate nesta sexta-feira (2/12) no 39º Congresso da UBES que aconteceu em São Paulo no Expo Center Norte.

A mesa, que reuniu cerca de 200 estudantes, foi composta por José Fernandes, professor e conselheiro do Conselho Nacional de Educação; Neuza Santana, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps); Douglas Izzo do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), e os diretores da UBES de Santa Catarina, Anderson Oliveira, e do Ceará, Renata Beatriz.

Em discussão esteve a formulação de novas alternativas para o ensino médio do país. As propostas para essa reforma estão no documento redigido pelo Conselho Nacional de Educação, que será apresentado às escolas no próximo ano, sem nenhuma obrigatoriedade, cabendo à cada escola sua aplicação, como afirma o conselheiro José Fernandes:

“O que precisamos é levar esses debates às escolas, assim teremos a revolução e a mudança do ensino médio, sua melhoria se dará através da definição de sua identidade e finalidade. Entendemos que o ensino médio deve preparar os jovens para continuidade seus estudos, o mundo do trabalho, cidadania a vida dos estudantes”

Bandeiras de lutas e conquistas da UBES, como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), estiveram na pauta. O professor Douglas Izzo pontuou essas questões: “Um ensino público e de qualidade só será possível quando as escolas tiverem aporte para receber os estudantes. Por isso, nós defendemos 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação”.

A VOZ E A VEZ DOS ESTUDANTES

Os 120 estudantes que participaram do debate apresentaram as necessidades de mudança na realidade das 12 mil escolas representadas pelo 39º Conubes e falaram em nome de seus estados.

“Para haver essa reforma, precisamos de professores qualificados e escolas bem estruturadas. Os professores precisam saber o que será feito, ter preparação em suas universidades. Somente com investimento na qualificação dos nossos professores e laboratórios poderemos melhorar as escolas do país”, disse Andressa do Rio Grande do Sul. Palavras de ordem como “professor é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo”, acompanharam as falas dos estudantes.

As novas diretrizes do ensino médio deverão ser acompanhadas de perto pela próxima gestão da UBES, na construção de uma escola mais acessível, com qualidade e capaz de transformar toda a sociedade brasileira.

Suevelin Cinti para o Blog da UBES

Democracia e Pluralidade marcam a Plenária Final do 39° CONUBES


Estudantes das diversas forças políticas que compõem a UBES apresentaram suas propostas e aprovaram proposta de conjuntura e resoluções que servirão de diretrizes para o movimento secundarista

Dando continuidade ao congresso que reúne os secundaristas dos quatro cantos do Brasil, na tarde deste sábado (3), aconteceu a Plenária Final do 39º Congresso da UBES (Conubes), que mais uma vez, afirmou a unidade democrática da entidade. Com muita irreverência, 5 mil estudantes ocuparam o ginásio do Colégio Salesiano Santa Teresinha, zona norte de São Paulo. Na ocasião, foram votadas as conjunturas e resoluções que nortearão a UBES nos próximos anos.

Com muitas palmas, a apresentação do vídeo de homenagem aos 30 anos de reconstrução da UBES após a ditadura militar, marcou a abertura da plenária final. Depois de participarem dos grupos de debate que aconteceram durante o Conubes, os estudantes de diversas forças políticas, apresentaram suas resoluções com sugestões e perspectivas para atuação do movimento secundarista.

Jovens como Lucimar Eleutério, 18, do Mato Grosso do Sul, veio ao Conubes pela primeira vez, e afirma que com essa organização da UBES as mudanças serão possíveis na educação do nosso país: “O que mais me chamou atenção foi a discussão política limpa que podemos realizar aqui, e sem dúvidas, daqui há dois anos, viremos aqui novamente e veremos as melhorias e reais mudanças que conquistamos com as nossas lutas”, afirmou.

APROVAÇÃO E VOTO SÃO DOS ESTUDANTES

Depois de lidas, as conjunturas e resoluções embasadas em discussões que os secundaristas tiveram nos grupos de debates e em todo o congresso, eles também tiveram a vez de falar e fazer seus apontamentos às propostas apresentadas. Entre os principais pontos, esteve a Jornada de Lutas de 2012 na defesa por investimentos de 10% do PIB para educação e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação; meia-entrada estudantil, especialmente na Copa do Mundo de 2014; baixa dos juros; defesa dos direitos do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), e a convocação do #OcupeBrasília que acontece na próxima semana.

As arquibancadas, tomadas pela disposição e engajamento político dos jovens, vibrava a cada fala dos jovens que representavam as delegações. Mais barulho e palavras de ordem tomaram conta do ginásio quando os delegados eleitos, em nome de seus estados e escolas, votaram nas resoluções de Educação e Movimento Estudantil, além de aprovarem, por aclamação, a proposta de conjuntura.

Segundo o presidente da UBES, Yann Evanovick, a pluralidade de ideias mais uma vez se fez presente no Conubes: “O 39° Congresso da UBES demosntrou a democracia interna que existe no movimento secundarista, que além de promover o diálogo entre as diferentes forças políticas, também permite a livre expressão dos estudantes que não pertencem à nenhuma força”, disse o amazonense que estará hoje (4) na 2ª Plenária Final do Conubes, agora elegendo a nova diretoria da entidade.

LEIA AQUI OS DOCUMENTOS APROVADOS NO 39° CONUBES:

CONJUNTURA
PROPOSTAS CONSENSUAIS
MOVIMENTO ESTUDANTIL
EDUCAÇÃO

Fonte: http://ubescomunica.wordpress.com

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sutiã da Maitê não resiste a Belo Monte!

Vídeo feito por alunos de Engenharia Civil e de Economia da Unicamp, rebate movimento Gota D’Água, vídeo promovido por atores globais contra a construção da Usina de Belo Monte, com informação e argumento de qualidade.

Assista o vídeo:


Veja alguns números sobre Belo Monte:



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

UBES pra frente, Manu Presidente!


Na noite do último dia vinte e um, o movimento “Tenho algo a Dizer” indica sua candidata a presidente da UBES: Manuela Braga! Pernambucana, conhecida por Manu, e, estudante de saneamento ambiental do Instituto Federal de Pernambuco. Manu foi vice-presidente do grêmio do CEFET, depois foi presidente do Grêmio do IFPE, foi presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco – UMES-PE e, atualmente, é a 1ª Diretora de Escolas Técnicas da UBES.

Com apenas 19 anos Manu já liderou grandes lutas no estado de Pernambuco. Esteve presente em todas as lutas contra o aumento de tarifas do transporte público, foi responsável pela conquista da participação institucional dos estudantes na gestão democrática do IFPE, fazendo com que hoje o grêmio do IFPE tenha assento em todos os conselhos desta instituição. E não pára por aí, a liderança de Manu foi decisiva para a transformação da CEFET – PE em Instituto Federal, para a conquista da reserva de vagas de 50% para os estudantes de escola pública no IFPE e, sem dúvida, para a conquista da gratuidade da Universidade de Pernambuco para os estudantes pernambucanos.

A escolha de nossa candidata aconteceu num clima efusivo, com muita unidade e emoção pela Direção Nacional da UJS. Os motivos já são claros, mas Manu carrega ainda a leveza e determinação política que, sem dúvida, fará uma UBES ainda maior, com prestígio social e com a cara e cores dos estudantes brasileiros. Mas, para que a gente chegue lá, ainda falta percorrer uma estrada: levar mais e mais delegados ao 39º Congresso da UBES, combater a dispersão, ganhar o debate e os estudantes brasileiros para a nossa opinião!

E por falar em cara dos estudantes brasileiros, cada vez mais esta cara tem sido das mulheres! A sociedade em que vivemos nos leva a conviver com vários tipos de opressão, mas a indignação e rebeldia da juventude permite que o movimento “Tenho algo a Dizer” vá além do discurso e combata na prática estas opressões. A juventude experimenta mais, se indigna mais e é isso que faz o nosso movimento ter elegido como presidente da União Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro, a jovem negra e homossexual, Mel. É isso que nos levou a eleger Jéssica como Presidente da UGES – GO, Bárbara na AMES – RJ, Brenna na ACES – CE, Isadora na UCMG, Dani na AME – MT e Nicole na UPES.

A participação das mulheres na política e nos espaços de poder é uma luta de todos os membros do movimento “Tenho algo a Dizer”, homens e mulheres. À medida que nós lutamos pelo desenvolvimento social, pela reforma da educação brasileira, nós precisamos promover as mulheres em todos os lugares, pois é impossível desenvolver o nosso país sem a participação decisiva das mulheres. A eleição da Presidente Dilma é um marco importante para esta luta e, com certeza, inspira muitas mulheres pelo Brasil afora. E, é neste rumo que nós do movimento “Tenho algo a Dizer” pretendemos seguir batalhando para eleger Manu presidente da UBES.


Anne Cabral
Diretora M.E. Secundarista
União da Juventude Socialista

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estudantes de Santa Cruz do Capibaribe saem as ruas em Defesa do Pólo de Confecções!

* Por Iana Paula

Lideranças estudantis tomam as ruas de Santa Cruz do Capibaribe

Por sua localização no agreste pernambucano, em clima seco e pouco propício à agricultura, Santa Cruz do Capiaribe encontrou na confecção uma alternativa de desenvolvimento. Falar no polo de confecções que hoje compreende as cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru e Toritama e possui mais de 20 mil empresas e emprega mais de 150 mil pessoas, é falar na história de um povo que soube lutar por sua sobrevivência, soube ousar e empreender!

Recentemente, um empresário de forma irresponsável importou lixo hospitalar do Estados Unidos para utilizar na fabricação de forros de bolsos. E desde lá o polo de confecções, produto do esforço do povo santacruzense, vem sendo punido pela atitude isolada de um indivíduo. A tentativa de colocar a todos no lugar comum deste "empresário" foi repudiada pelos estudantes da cidade que saíram às ruas na última sexta-feira (04 de novembro) convocados pela AESSCC (Associação dos Estudantes Secundaristas de Santa Cruz do Capibaribe) para defender o nome e a história de sua confecção. 

Centenas de jovens estiveram presentes de demonstraram sua indignação

Sob a bandeira da defesa do Pólo de Confecções centenas de estudantes percorreram as principais ruas da cidade conclamando a população a se unir em torno desta causa. "Santa Cruz do Capibaribe produz confecção sim, mas de qualidade e à preço acessível"! como lembra o estudante de Engenharia da UFPE e ex-diretor da UBES, Tiago Oliveira. O ato encerrou com muito simbolismo na praça que leva o nome dos estudantes, com a presença de vereadores da cidade e os deputados estaduais da região.

Militantes da UJS segurando a bandeira da entidade durante a passeata

Mais uma vez os estudantes mostraram a característica histórica do movimento estudantil de lutar pelas grandes causas em defesa do seu povo. O polo de confecções foi construído pelo povo santacruzense e este mesmo povo não vai permitir que sua história seja maculada. Os estudantes são vanguarda nessa defesa ! Sempre foram e sempre serão. 

Confira o vídeo da manifestação:



* Iana Paula é Tesoureira da UEP - Cândido Pinto e Presidente da UJS-SCC

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Novo ministro do Esporte toma posse em cerimônia no Palácio do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (31), que o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, tem “plenas condições” de assumir os programas da pasta e estabelecer relações claras com todos os entes envolvidos com a preparação da Copa do Mundo de 2014. Na cerimônia de posse do novo integrante do governo no Palácio do Planalto, que contou a participação do embaixador honorário da Copa, o ex-jogador Pelé, a presidenta ressaltou ainda que Aldo Rebelo deverá buscar soluções para preservar as leis em vigor no país.

“Estou certa que o novo ministro do Esporte saberá empreender, realizar e, quando for o caso, negociar a busca de soluções em que todos ganhem, principalmente e especialmente, o Brasil e o povo brasileiro, sem que a ninguém seja imposto abdicar de princípios e direitos legais em vigor no país.”

No seu discurso, Dilma Rousseff defendeu também a manutenção das políticas públicas e a participação do PCdoB em seu governo.

“As mudanças podem ocorrer, pessoas podem nos deixar, mas as políticas e as linhas de ação terão que ser preservadas. Perco um colaborador, mas preservo o apoio de um partido cuja presença no meu governo considero fundamental”, disse a presidenta. 

Solenidade – A cerimônia foi marcada por despedidas e apresentações. O ex-ministro do Esporte Orlando Silva agradeceu à presidenta Dilma o apoio, a confiança e a solidariedade, defendeu seu partido e apresentou seu sucessor no cargo.

“Falo com altivez que faço parte da mesma tradição, do mesmo partido que Aldo Rebelo. Mais uma vez, sua capacidade vai encantar.”

No seu discurso de posse, o novo ministro do Esporte privilegiou o futebol. Para Aldo Rebelo, no Brasil, futebol é fator de integração, afirmação e identidade nacional.

“Ninguém escapa ao fascínio e à influência que o futebol exerce. E o Brasil apoia a festa mundial do futebol”, disse Aldo Rebelo, citando a paixão de escritores e músicos por seus times. 

Elogiando seu antecessor, o novo ministro defendeu o legado de Orlando Silva.

“Aceito com humildade esse desafio que se torna mais leve, menor, exatamente pelo que foi construído e realizado até agora”, disse.

E já que o tema era futebol, a presidenta Dilma emprestou do ex-presidente Lula uma metáfora para encerrar a cerimônia e anunciar um novo começo.

“Hoje colocamos a bola no chão, reiniciamos o jogo, e vamos para o ataque por um Brasil mais justo e mais desenvolvido. Essa será a vitória de todos nós.”