sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
A quarta-feira que deixou de ser ingrata
Desde os tempos de criança aprendi a ver a quarta-feira de cinzas como algo solene, religioso e até mórbido. “A missa de cinzas é para tirar os pecados do carnaval”, dizia a avó Neném, contrita e ameaçadora. E aos meninos da casa aquilo naturalmente parecia estranho. Afinal, que pecados teríamos cometido levados ao corso pelo próprio pai, folião entusiasta?
Depois, já na adolescência, a quarta-feira assumia um tom de tristeza, de perda, de fim de festa embalado pela canção de Luis Bandeira: “É de fazer chorar/quando o dia amanhece/e obriga o frevo acabar/ó quarta-feira ingrata/chega tão depressa/só pra contrariar...”.
Hoje não é mais assim. A quarta-feira deixou de ser ingrata há muito tempo, aqui, na terra do frevo e praticamente em todos os lugares onde se cultuam os dias de Momo. A missa de cinzas continua, claro, conforme a tradição católica; e suponho que tenha cultos correspondentes nas demais vertentes religiosas. Mas quem disse que a folia acaba? No mínimo vai até o domingo, com o “Bloco do Camburão”, no Recife, na praia de Boa Viagem e com o desfile das escolas de samba vencedoras no Rio de Janeiro, só para citar dois exemplos.
No Recife e em Olinda a algazarra prossegue e a todo vapor. Tem “Os Irresponsáveis”, no bairro de Água Fria, na capital, o “Bacalhau na Vara” e o “Segura a Coisa”, pelas ladeiras de Olinda, e por aí vai.
A modernidade e o ritmo frenético da vida nas cidades se subrepõe à tradição religiosa e a necessidade de prolongar a alegria prevalece. “É o fim do mundo, meu filho”, certamente diria a avó Nenén se viva estivesse. Fim do mundo certamente não é, mas a expressão de novos costumes, sim.
O mesmo acontecerá logo mais na Semana Santa, outrora consagrada tão somente à reverência diante do sangue do Cristo derramado, mormente na sexta-feira. Basta dar uma olhada nos prospectos das agências de turiusmo para constatar o quanto se prevê de espetáculos musicais que nada têm a ver com os dobrados, marchas e peças típicas da tradição clássica ocifental ligada à liturgia católica. Pelo interior de Pernambuco avultam bandas brega (incluindo repertório irreverente e de duplo sentido), duplas sertanejas, DJs e grupos de rock'n'roll.
Tudo isso envolve também, ao lado da mudança de comportamento, sobretudo de parcelas expressivas da população mais jovem, a chamada economia da cultura. O calendário assim mesclado de religioso e profano movimenta milhões. Caso de Fazenda Nova, no Agreste Pernambucano, onde se realiza a concorrida Paixão de Cristo, e enseja ao lado rentáveis empreendimentos que vão da hotelaria às casas de espetáculo, gerando lucros e empregos temporários que justificam inclusive o suporte governamental.
Enfim, a quarta-feira de cinzas deixou de ser ingrata e cedeu seu lugar ao domingo... E assim caminha a Humanidade.
Por Luciano Siqueira, para o http://www.vermelho.org.br
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Estatuto da Juventude é aprovado na CCJ do Senado
Aprovado nesta quarta-feira (15) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o Estatuto da Juventude garante e protege direitos de jovens de 18 a 21 anos, entre eles a garantia de descontos de ingressos para eventos públicos, inclusive partidas de futebol da Copa do Mundo de 2014 e competições dos Jogos Olímpicos de 2016. A matéria será apreciada ainda pelas comissões de Assuntos Sociais; de Educação, Cultura e Esporte e pela de Direitos Humanos e Legislação Participativa.
O projeto aprovado na CCJ estabelece que a meia-entrada será distribuída da seguinte forma: 40% dos ingressos para eventos financiados exclusivamente com recursos privados e 50% dos ingressos para eventos bancados com verbas públicos – tanto na área esportiva quanto na artística e cultural.
O relator da matéria, Randolfe Rodrigues (PSOL-PA), ao ser questionado sobre a indefinição quanto ao direito de estudantes à meia-entrada durante a Copa do Mundo de 2014, um dos impasses para aprovação na Câmara da Lei Geral da Copa, foi enfático: "O estudante tem direito a meia-entrada em todos os eventos esportivos como foi aprovado aqui na CCJ. Não me interessa o que pensa a FIFA. O Brasil é soberano e aqui é a casa legislativa de um país soberano".
Carteira estudantil
Sob o argumento de evitar fraudes na confecção de carteiras estudantis, Randolfe determinou, em seu relatório, que a identificação estudantil seria expedida exclusivamente pela Associação Nacional de Pós-Graduandos, pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), bem como por entidades estudantis estaduais e municipais a essas entidades filiadas. Estabeleceu ainda que o documento terá selo de segurança personalizado, com padrão único definido pelas entidades estudantis nacionais.
Fonte: Rede Brasil Atual (no portal: www.ujs.org.br)
Casa dos Estudantes no Carnaval de Olinda
Ta chegando a hora! O Carnaval já está batendo na porta e o clima festivo já tomou conta da Região Metropolitana do Recife. Já é possível escutar trombones e trompetes em plena manhã e ver dezenas de pessoas seguindo troças e blocos no meio da semana. É a alegria que contagia todos nós. Momento melhor não há! Todos estão felizes e prontos para rever os amigos, confraternizar e fazer novas amizades. Além de romances e um clima intenso de paquera. É esse o nosso carnaval. O Carnaval de muitos ritmos e onde todos podem brincar democraticamente. É hora da Alegria!!
Nesse momento tão especial, as entidades estudantis, fazem a festa da estudantada de Pernambuco e de todo canto do Brasil que vem conhecer nossa festa máxima. É a Casa dos Estudantes! Um camarote localizado em um dos pontos mais privilegiados do nosso Carnaval. Um espaço para descansar e ver os blocos passarem com muita agitação. Lá dentro tem banheiro, bar e lanchonete. Shows animam a galera durante os intervalos. E ainda saem vários blocos rumo a alegria das ladeiras de Olinda.
Na segunda-feira de carnaval, rola também o bloco dos estudantes, o "Seu CUCA eh Nóís" que reúne toda a galera num bloco que arrasta todo mundo. Compre seu kit e estampe a alegria no seu rosto.
Para entrar na Casa dos Estudantes, é preciso apenas apresentar a carteira de estudante da UNE ou da UBES. Essa festa é patrocinada pelas entidades representativas dos estudantes: UNE (União Nacional dos Estudantes), UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), ANPG (Associação Nacional dos Pós-Graduandos), UEP - Cândido Pinto (União dos Estudantes de Pernambuco), UMES (União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas), além de DA's, DCE's e Grêmios filiados as entidades.
Vista Sua Fantasia e caia na FESTA!
Confira a programação da casa:
Serviço:
Local: Ladeira 15 de novembro (ao lado da Prefeitura de Olinda)
Data: de 18 a 21 de fevereiro (de Sábado a Domingo)
Horário: das 10h as 18h
Entrada: Carteira de Estudante da UNE e UBES
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Pipa, Sopa, Acta e liberdade na rede
Por Venício A. de Lima*, na revista Teoria e Debate:
Os recentes debates em torno de dois projetos de lei que tramitam no Congresso dos Estados Unidos sobre a regulação da internet têm tudo a ver com as esperanças democratizadoras centradas nas novas tecnologias de comunicação.
As siglas Pipa (Project IP Action, ou Preventing Real Online Threats to Economic Creativity and Theft of Intellectual Property Act) e Sopa (Stop Online Piracy Act) identificam iniciativas legislativas que, apesar de se apresentarem apenas como propostas contra “ciber-crimes” e contra a pirataria, na verdade têm implicações importantíssimas no controle de tudo o que possa circular no espaço virtual.
Já existem leis desse tipo na França (Lei Hadopi) e na Espanha (Lei Sinde), e no Brasil, na mesma linha, tramita no Congresso Nacional o chamado Projeto Azeredo (hoje Projeto de Lei nº 84/1999).
O que está em jogo?
Um exemplo simples: antes da internet, na cadeia produtiva de bens culturais como filmes, músicas (CDs), textos (livros), havia a necessidade de um intermediário entre o criador e o consumidor final: surgiram então a indústria do cinema, a indústria fonográfica, as editoras. E, além do processo de produção material, fabril, havia a distribuição física dos produtos. Com a internet, tudo isso se torna, potencialmente, desnecessário. O próprio autor do bem cultural, seja qual for – uma música, uma poesia, um filme, um livro –, pode agora disponibilizar diretamente sua criação para o consumidor final na rede. Em princípio, portanto, o autor passa a controlar, ele mesmo, sua criação, sem precisar de intermediários.
Em outras palavras, a internet acaba com a necessidade da valiosíssima indústria do copyright, isto é, dos direitos autorais. E a indústria, por óbvio, não está gostando do que vê.
Mais abrangente do que o Pipa e o Sopa é o Acta (Anti-Counterfeiting Trade Agreement – Acordo Comercial Anticontrafação), que vem sendo negociado entre os EUA, a União Europeia e outra dezena de países, entre eles Japão e Canadá. Trata-se de criar uma entidade independente das Nações Unidas, da Organização Mundial do Comércio e da Organização Mundial da Propriedade Intelectual para a proteção de marcas, patentes e copyrights.
Enquanto vivemos a transição do antes para o depois da internet, os problemas surgem, entre outras razões, porque criadores que têm contratos com os atuais “intermediários” buscam formas de se libertar do controle que até agora era exercido sobre suas obras e sua carreira. Aí o problema vira conflito de interesses.
Ademais, para manter o domínio sobre a circulação na internet de bens culturais ainda sob o controle dos intermediários, os projetos propostos e as leis já existentes – tanto lá como cá – afetam diretamente a regulação de direitos fundamentais, como o acesso à educação e à cultura e, em particular, a liberdade de expressão na web.
E o Brasil?
No Brasil, o Projeto de Lei nº 2.126/2011, conhecido como Marco Civil da Internet – e não penal –, tenta caminhar no sentido oposto. Resultado de um longo processo de consulta pública iniciado pelo Ministério da Justiça ainda ao tempo do ministro Tarso Genro no governo Lula, constitui uma tentativa de garantir a liberdade de circulação na rede, afirmar direitos, e não transformá-la em “caso de polícia”.
De qualquer maneira, o assunto é muito mais complexo do que a descrição resumida apresentada aqui e não é fácil saber a real natureza desses projetos apenas fazendo um corte vertical e identificando quem os apoia ou não. Tem de tudo.
O importante é que prevaleçam o interesse público e os direitos fundamentais. E isso não é simples nem fácil.
* Venício A. de Lima é jornalista, sociólogo, mestre, doutor e pós-doutor pela Universidade de Illinois; pós-doutor pela Universidade de Miami; professor-titular de Ciência Política e Comunicação aposentado da Universidade de Brasília; fundador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB. (fonte: http://www.fazendomedia.com)
Fonte: www.ujs.org.br
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
MOB 10 lança aplicativo sobre o Carnaval de Pernambuco
Quer programar seu carnaval para não perder nenhuma atração e ainda mais divulgar seu bloco? Então entre no Android Market e baixe seu aplicativo do "Carnaval de Pernambuco". Com esse aplicativo, você pode pesquisar sobre as principais atrações do Carnaval e montar sua agenda. A pesquisa pode ser feita por data, local ou evento.
Esse é um aplicativo que necessita de muita interação. Através dos usuários, as programações são atualizadas e todos tem acesso ao local e hora de todos os blocos do nosso carnaval, desde os mais tradicionais até os pequenos blocos de bairros. Não perca tempo, baixe seu aplicativo, monte sua agenda e divulgue seu bloco.
Serviço:
Link para o download: https://market.android.com/details?id=mob10.carnavalpe&feature=search_result#?t=W251bGwsMSwxLDEsIm1vYjEwLmNhcm5hdmFscGUiXQ..
Link do MOB10: http://www.mob10.com.br
Cosban reforça as relações bilaterais entre Brasil e China
A presidente Dilma Rousseff se reúne nesta segunda-feira (13), às 11h, no Palácio do Planalto, com o vice-primeiro ministro da China, Wang Qishan, para a 2ª Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concentração e Cooperação (Cosban).
De acordo com artigo de autoria do vice-presidente, Michel Temer, publicado no jornal Valor, essa reunião se constitui como um mecanismo formal de alto nível para as relações bilaterais com a China.
Temer destaca que a Cosban possibilita aos países os canais institucionais necessários ao encaminhamento dos mais variados temas para uma forte parceria estratégica com vista ao desenvolvimento. Além de viabilizar o diálogo político sobre temas como: comércio e investimentos; cooperação em energia, ciência e tecnologia; campo espacial e educação e cultura.
Desde 2006, quando foi realizada a primeira reunião da Cosban, as relações sino-brasileiras apresentaram avanços expressivos. Se em 2006 o comércio bilateral era da ordem de US$ 16 bilhões, em 2011 a cifra chegou a US$ 77,1 bilhões.
O vice-presidente também salientou que China e Brasil revelam capacidade de reação rápida e consistente aos efeitos da crise financeira iniciada em 2008. “Os dois países têm importante papel a desempenhar na retomada da economia global e estão comprometidos a assegurar condições para manter seu crescimento interno de forma estável e robusta. Nossos respectivos programas domésticos de inclusão social foram intensificados, em benefício das camadas menos favorecidas de nossas populações”, enfatiza Michel Temer.
Ele acrescenta que as relações Brasil-China são tão amplas quanto diversificadas. E a realização de mais uma Cosban “permitirá revisitar os diferentes setores que compõem o mosaico dos interesses bilaterais, sempre dentro da perspectiva de longo prazo e do caráter estratégico que norteia nossa parceria”.
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