terça-feira, 12 de junho de 2012

UJS reúne jovens de todo Brasil e discute prioridades eleitorais da UJS

Qual o papel da entidade durante as eleições? No que a UJS pode ajudar para que a campanha eleitoral nos municípios tenha o peso da juventude? Essas e outras perguntas foram o enfoque de mais um grupo de discussão do 16º Congresso Nacional da UJS.

Danilo Moreira dá sua contribuição ao debate
Em ano de eleição, com destaque para o embate pelas prefeituras e câmaras municipais em outubro próximo, é de extrema importância para a UJS discutir qual será a participação da entidade nas campanhas eleitorais de 2012.Nesse sentido, a entidade organizou esta sexta-feira (08) um grupo de discussão específico para o tema.

Não é por acaso. Dos 135,8 milhões de eleitores brasileiros, 40,474 milhões são eleitores jovens. Isso quer dizer que mais de 25% do eleitorado tem entre 15 e 29 anos de idade. A juventude é a parcela da população que, definitivamente, pode influenciar os eleitores e fazer diferença no novo Brasil.

Esse dado, inclusive, corresponde a uma grande inovação na plataforma de ação da entidade. Com mais de 100 mil filiados, foi consenso na mesa a premissa de que não basta apenas apontar problemas, é preciso que a juventude formule, proponha e execute políticas públicas em todos os âmbitos da sociedade.

YannEvanovick, ex-presidente da UBES, Ticiane Alvarez, presidente da UJS no Rio Grande do Sul e Marcelo Gavião, ex-presidente da UBES e da UJS, conduziram o debate em questão e fazem parte da atual história da entidade. Todos são candidatos a vereadores. Além deles, Danilo Moreira, ex-secretário executivo
da Secretaria Nacional de Juventude, ex-presidente do Conselho Nacional de
Juventude e atual coordenador da Campanha de Manuela D`àvila para a prefeitura de Porto Alegre, esteve presente para promover uma reflexão pontual sobre o tema em questão.

Diagnóstico apresentado

Danilo Moreira apontou uma questão importante para as eleições municipais deste ano: é impossível ter uma receita de programa que tenha validade para toda e qualquer cidade. “Temos que compreender o município que vivemos, o município que iremos atuar. As alternativas para o Brasil crescer nasce de pequenas comunidades, de pequenos bairros. E eles não compõem uma mesma fórmula. Vocês jovens, devem estudar o município que irão votar”, analisou.

Yann foi mais além. Para ele, a UJS deve se organizar em toda sociedade e descobrir quais são os melhores instrumentos para levar as candidaturas às vitórias. “Precisamos organizar os dirigentes da UJS. Quantas lideranças juvenis vamos conseguir juntar para viabilizar as eleições. Nos aprimoramos e sabemos ganhar congressos importantes do movimento estudantil. Agora, as eleições são alvo extremamente novo para a UJS e temos que nos desafiar a não só ser os candidatos de voto difuso, mas ser a organização que tem voto amarrado.

Foto dos pré-candidatos da UJS para as eleições de 2012

Voto difuso e voto amarrado são termos usados nas campanhas eleitorais para diferenciar quais zonas são de interesse coletivo e quais são de interesse individual. O voto difuso é o voto que vem da porta da escola, das redes sociais, das reuniões de massa. O voto amarrado é o voto de meta. “É um determinado conjunto, como grêmios e Centros Acadêmicos, que revela a quantidade de votos conseguidos”, explicou ainda Yann.

Titi, como é conhecida a candidata a vereadora por Porto Alegre, Ticiane Alvarez, explicou que Manuela D`ávila foi eleita em 2004 vereadora com apenas cinco jovens ajudando a campanha política. Depois, em 2006, para deputada federal, já tinha um contingente maior e conseguiu ser eleita com 282 mil votos.

“O que mudou de lá pra cá? Além de ser a deputada federal mais votada e a mulher mais votada em 2010, focamos na juventude e aprovamos inúmeras melhorias, como a Lei do Estágio.O que é importante, hoje, é focar quais são as políticas que podemos pautar através de um olhar filho do século 21, que entende e sabe da necessidade de ter internet, de ter um sistema de saúde. Qual a contribuição que essa geração de jovens vai dar? Quais as políticas que devemos construir de acordo com a realidade de hoje? Devemos pensar e agir”, afirmou.

Por fim, Gavião, que foi presidente da UJS por duas gestões, pontuou que a entidade, hoje, precisa debater formas alternativas de criar sistemas eleitorais justos. “A nossa disputa é desigual mas ninguém tem a militância que nos temos. A nossa turma aprendeu a fazer campanha superando dificuldades. A cada ano ganhamos as batalhas dos congressos, mas não é fácil, nós temos que batalhar. O nosso projeto é coletivo, porque aqui só é vitorioso quem é coletivo, são candidaturas da UJS, não são candidaturas do Gavião, ou Tite ou Yann. Não temos os recursos que muito partido tem, mas temos coração e força de vontade”, ressaltou.

UJS faz homenagem aos 40 anos da Guerrilha do Araguaia

Foto: Vogel-araguaia

Na últimas sexta (09), a UJS homenageou, em seu 16º Congresso, aqueles que foram, e são inspiração para sua militância: Os guerreiros do Araguaia.

Com o tema “Juventude, Memória e Verdade – Tarda Mas Não Falha: 40 anos da guerrilha do Araguaia”, a UJS contou com a participação de Vandré Fernandes (diretor do filme “Camponeses do Araguaia: a guerrilha vista por dentro), Romualdo Pessoa Campos Filho (escritor do livro “Guerrilha do Araguaia: a esquerda em armas”) e Maria Rita Kehl (membro da Comissão da Verdade) para resgatar aos jovens a importância da luta que os militantes do Araguaia realizaram contra a ditadura militar, há 40 anos.

Maria Rita Kehl, Comissão da
Verdade. Foto: Vitor Vogel
 
Os três falaram da história desses jovens que foram mortos e desaparecidos no período da ditadura brasileira. Maria Rita foi categórica ao declarar que a Comissão da Verdade deve investigar a fundo todos os envolvidos nestes crimes e prender os opressores por todas as lágrimas que trouxeram, não apenas aos torturados, mas também aos seus familiares, que muitos nem ao menos tiveram o direito de enterrar seus filhos.

Vandré comparou os jovens do Araguaia com os militantes que estão à frente das lutas sociais hoje: “Aquela juventude do Araguaia tinha um ideal, queria um Brasil democrático, livre e igual. Assim como também tinham uma paixão por time de futebol, por músicas. Ou seja, ela é a mesma juventude que eu estou de frente agora, que vai às ruas por um Brasil melhor.”

Vandré Fernandes-diretor do filme “Camponeses do Araguaia: a guerrilha vista por dentro. Foto: Vitor Vogel  

Emocionado com o evento, o professor Romualdo agradeceu pelo convite em participar do 16º Congresso da UJS. Acompanhado de seu filho, ele dedicou o evento à filha que morreu há cinco anos, e disse que se ela estivesse viva, estaria na platéia, junto com os demais jovens, lutando por um Brasil melhor. Logo depois, ele falou sobre o medo que os moradores do Araguaia tinham em falar sobre o ocorrido, “Sempre estive presente na militância, mas eu precisava fazer um trabalho que se pautasse na verdade, me dediquei a isso em 1992, fui para a região do Araguaia. Lá ainda nem havia asfalto. As pessoas tinham medo de falar da Guerrilha, isso não apenas pelo o que elas tinham sofrido, e sim porque tinham medo. Em 1992, eles ainda tinham medo de falar daquilo que transformou aquela região em um terror.”

O professor ainda comparou as duas gerações de jovens, que em diferentes épocas, têm suas semelhanças: “Eles queriam é o que cada um de vocês aqui desejam, liberdade, lutar e tirar esse país da ditadura. Mas eles não podiam se organizar como vocês estão aqui. O que os opressores sempre quiseram era dominar o futuro de vocês.”

Logo depois, os jovens e os convidados assistiram um vídeo feito pela UJS em homenagem aos guerreiros do Araguaia.


Fonte: www.ujs.org.br

Jovens Debatem sobre o Mercado de Trabalho pra a juventude no 16º Congresso da UJS


No auditório 31 da UERJ, aconteceu o debate sobre a juventude e o mundo do trabalho, com a presença de Paulo Vínícius, secretário de juventude da CTB e Luísa Barbosa, doutoranda em sociologia do trabalho.

Sob a coordenação de Oswaldo Lemos, o debate foi iniciado. Luísa Barbosa fez um apanhado histórico sobre o desenvolvimento dos direitos sociais no Brasil e sua relação com o conceito de juventude. Ressaltou a importância da entrada tardia dos jovens no mercado de trabalho, para fortalecer a produção de conhecimento e qualificação profissional.

Paulo Vinícius começou sua intervenção falando sobre as dificuldades enfrentadas pela classe trabalhadora nas décadas de 80 e 90. Ressaltou o ataque neoliberal as instituições do estado e a grande desvalorização do trabalho. Comentou sobre a retomada da valorização profissional após a eleição de Lula (2003-2010), com programas de ampliação das Universidades Federais, retomada do investimento em educação técnica, valorização do setor público, grandes obras estruturantes, etc, e finalizou dizendo que através do trabalho e da luta dos trabalhadores, será possível alcançar o socialismo.

Após as intervenções da mesa foi aberto o debate, para contribuições a tese da UJS e a sistematização de bandeiras de luta. André Tokarski sugeriu que a UJS empunhe a bandeira da redução da jornada de trabalho, para garantir a juventude o direito de estudar, trabalhar e ter acesso a cultura, ao esporte e lazer. Várias contribuições foram dadas pelo plenário reforçando o papel do trabalho para transformar a sociedade. Quem também contribuiu com o debate foi o representante da juventude comunista cubana, Hanoi Sánchez, que falou sobre a juvnetude cubana e a valorização do trabalho vivida após a revolução socialista. Reforçou o papel protagonista da juventude nas transformações sociais no Brasil e na América Latina.

Outro tema debatido com muita força foi o estágio. No ponto de vista dos delegados, existe uma grande confusão relacionada a verdadeira função do estagio. No Brasil, os estagiários não são concebidos como aprendizes e sim como profissionais. Estagiários dão aula, operam maquinários e desenvolve o trabalho como se vinculo empregatício tivessem.

Após 3 horas de intenso debate, Luisa Barbosa e Paulo Vinicius, fizeram suas considerações finais reforçando a importância da inserção dos jovens na luta em defesa dos trabalhadores. Fortalecer a frente de jovens trabalhadores da UJS é pensar em perspectiva a luta pelo socisalisma, e a UJS precisa organizar os jovens que estão inseridos no mercado de trabalho.

Por Matheus Lins

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Professores particulares deflagram greve por tempo indeterminado e fazem passeta


Deflagrada a greve dos professores da rede particular de ensino em Pernambuco. A paralisação, por tempo indeterminado, começa hoje nas mais de duas mil escolas particulares instaladas em Pernambuco, quatrocentas e quarenta delas na Região Metropolitana do Recife (RMR), afetando a rotina de cerca de 450 mil estudantes.

A decisão foi aprovada por unanimidade em votação realizada esta manhã, durante assembleia da categoria, no Centro Social da Soledade, no Recife. De lá, os grevistas seguiram em passeata pela Avenida Conde da Boa Vista.

De acordo com a assessoria de comunicação do sindicato da categoria, o auditório ficou lotado por cerca de 500 pessoas e assembleias paralelas também foram realizadas nas cidades de Caruaru e Petrolina.

Esta tarde, a categoria tem uma reunião de mediação com a classe patronal. A 12ª rodada de negociações acontece na sede do Ministério do Trabalho e Emprego.

Os trabalhadores pedem a unificação da hora/aula para R$ 10. Hoje, esse valor é de R$ 5 para os professores da educação infantil e ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) e de R$ 6,40 para os docentes que lecionam no fundamental 2 (6º ao 9º ano) e ensino médio. Os patrões oferecem 6% de reajuste e pedem a instalação de câmeras nas salas de aula e a retirada da incidência da multa dos 50% sob o novo aviso prévio.

Fonte: Diário de Pernambuco

Redes sociais terão cada vez mais influência nas eleições

Serra ferido por uma bola de papel
O episódio da bolinha de papel lançada no candidato do PSDB, José Serra, nas eleições de 2010, é apresentado como exemplo do uso e influência das redes sociais na campanha eleitoral. No dia seguinte ao fato, explorado pela oposição, a campanha de Dilma Rousseff contra-atacou inclusive com um joguinho da internet de “Acerte o Serra”. As redes sociais – twitter, facebook, youtube etc –, que já exerceram importante papel nas eleições passadas, terão grande peso nas eleições municipais deste ano.

O alerta foi feito no debate sobre “Redes sociais e eleição, como usar ferramenta de interação”, no Seminário Nacional de Comunicação e Mídia, promovido pelo PCdoB, neste final de semana em São Paulo. O PCdoB está preocupado e interessado em usar essa ferramenta porque ela é importante na campanha eleitoral e também porque a oposição já está usando muito as redes sociais.

As redes sociais funcionam como pesquisa, ao registrar o que os usuários estão interessados e preocupados e exigem um tratamento mais cidadão, já que permite que o cidadão opine. Por tudo isso, elas são e serão, cada vez mais, importante ferramenta na campanhas eleitorais.

Miro Borges, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, o primeiro dos três debatedores do tema, destacou o importante papel das redes sociais para desarmar as manobras da mídia hegemônica. E citou o episódio da bolinha de papel na careca do candidato tucano, que vinha sendo explorada pela grande mídia como “quase um atentado”e foi desmontada pelas redes sociais.

Ele também apresentou os números que registram o crescimento da compra e uso de computadores e demonstram que atualmente 50% dos brasileiros estão acessando internet. E isso, segundo ele, apesar das dificuldades técnicas e carestia do uso. Superados esses obstáculos, a tendência é crescer cada vez mais o acesso à internet.

Miro Borges fez questão de afirmar que é preciso ter base material para todos os atos nas redes sociais, porque elas por si só não produziram fatos como as revolução no Mundo Árabe, nem o Occupy Wall Street e nem os protestos na Europa. 

A mídia hegemônica não falou (sobre esses fatos) e as redes sociais falaram. As redes sociais estão cumprindo papel decisivo. Agora vale acompanhar as eleições no México, onde as mobilizações estão fazendo papel proeminente em favor de Obrador e contra a própria mídia. Não quero fetichizar, mas elas estão crescendo muito nas campanhas de mobilizações, avalia Borges. 

Principal estrategista

Os outros dois palestrantes confirmaram as palavras de Miro Borges. Rodrigo Savozoni, da Casa de Cultura Digital, destacou que já se falam em alternativas para uso tático dessas ferramentas e a necessidade de fomentar novas tecnologias para que se avance e vença a oposição também na campanha.

Ele e Bruno Hoffmann – outro palestrante - foram unânimes em dizer que o candidato que ainda não usa redes sociais deve começar “agora”. E citaram o passo-a-passo: construir um perfil, articular lista de amigos e cruzar sua lista de amigos com seus associados e outras pessoas dentro do sistema. 

“Tem que ter sítio porque se o candidato não gerar conteúdo positivo sobre ele, vai haver informação negativa sobre ele na rede”, aconselhou Hoffmann. Segundo ele, como todos os demais aspectos da campanha eleitoral, também na internet o candidato deve exercer a criatividade, criando fatos e informações e monitorando tudo o que acontece para se atualizar. 

Eles também destacaram a importância do planejamento, monitoramento e atualização do Banco de Dados, já que o correio eletrônico é uma das ferramentas ainda mais importantes na internet. E enfatizou que a internet deixa rastro importante para ser usada na campanha. 

Hoffmann disse que “mais importantes que o tuitter e o facebook é o e-mail, porque consegue rastrear se a pessoas abriu ou não o e-mail, se consultou ou não o sítio. Ao contrário de rádio e TV, na internet tem como dimensionar os números do público atingido”.

E encerraram a fala enfatizando a importância de que todo o trabalho das redes sociais seja profissionalizado: “O seu sobrinho não é o principal estrategista de sua campanha”, falou Savozoni, provocando risos na plateia. 

Por: Márcia Xavier

Tráfego de internet no Brasil vai crescer 8 vezes até 2016


O tráfego de internet no Brasil deve aumentar em oito vezes em quatro anos, chegando a 3,5 exabytes (ou 3,5 bilhões de gigabytes) por mês em 2016. Isso equivale a 11 bilhões de DVDs por ano, ou 1 milhão de DVDs por hora, de tráfego de informações pelas redes brasileiras.

Os dados são do estudo Cisco Visual Networking Index, que prevê e analisa o crescimento de redes IP (Internet Protocol) e as tendências globais, divulgado nesta quarta-feira.

Segundo o estudo, a média global de tráfego de internet deve crescer quatro vezes no mesmo período, superando 1,3 trilhão de gigabytes por ano em dados. A Cisco prevê ainda uma proliferação global de dispositivos e de usuários conectados. Em 2016, haverá aproximadamente 18,9 bilhões de dispositivos como computadores, tablets e smartphones - quase 2,5 conexões para cada pessoa no planeta - contra os 10,3 bilhões registrados em 2011. O número de internautas deve crescer para 3,4 bilhões de pessoas, 45% da população mundial.

No Brasil, serão 617 milhões de dispositivos conectados até 2016, segundo a estimativa da Cisco, o que equivale a três aparelhos por pessoa - contra os 332 milhões em 2011 - ou 1,7 por pessoa. Haverá 98 milhões de usuários de internet em 2016 no País, frente aos 61 milhões em 2011.

Fonte: Terra

Sobre a greve nas federais

Desde o dia 17 de maio os docentes das universidades federais entraram em greve por melhorias na educação pública, em especial, através do reajuste salarial. Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) já são 44 instituições que aderiram à greve.

Justa no mérito, a greve merece toda a solidariedade da comunidade acadêmica – estudantes, técnicos administrativos e professores – bem como da sociedade civil e dos movimentos sociais em geral. No entanto, o método a ser adotado em cada uma das IFES precisa ser observado com muita cautela.

A greve possui um objetivo claro, o reajuste salarial dos docentes, e consequentemente um alvo também muito bem definido: o governo federal. Pode-se dizer que o governo federal é formado por uma ampla base, sendo, portanto, contraditório. Por um lado poderia se dizer que a culpa é do ministério da educação, por outro lado poderia se dizer que os responsáveis pela falta de investimentos na área são os ministérios do planejamento e da fazenda. Por fim alguém poderia dizer que a culpa é da chefe de todos eles, ou seja, da presidenta Dilma Rousseff. Todas as variações interpretativas são possíveis, cada uma delas com seu grau de legitimidade.

A questão que se apresenta, entretanto, diz respeito ao método, ou seja, a forma como as greves são construídas em cada uma das universidades. Fechar laboratórios, cessar análises de artigos para revistas científicas, impedir defesas e qualificações só terão um resultado concreto: o prejuízo dos pesquisadores e consequentemente da produção de conhecimento. Do ponto de vista do governo federal, estas seriam ações que pouco lhe pressionariam. De fato, este tipo de mobilização não pressiona em nada o governo federal e seus atores.

Para os agentes responsáveis pela mobilização da greve, ações como ocupações do Congresso Nacional, do Planalto Central além de atividades massivas que mobilizem a sociedade em torno do tema seriam muito mais eficazes. Felizmente, a maior parte dos focos grevistas têm observado este critério, sob pressão dos próprios pesquisadores que têm consciência de suas responsabilidades. Mas é preciso muito cuidado para que paixões conjunturais não se sobreponham à razão objetiva.

A greve merece todo apoio. Desde que seja para atacar o alvo correto.

Por: Theófilo Rodrigues, mestrando em ciência política da UFF e membro da Associação de Pós Graduandos da UFF (APG-UFF)