Proclamação da República, óleo sobre tinta, Benedito Calixto, 1893
E assim conta a historiografia brasileira (no wikipédia):
"..um episódio da história do Brasil, ocorrido em 15 de novembro de 1889, que instaurou o regime republicano no Brasil, derrubando a monarquia do Império do Brasil, pondo fim à soberania do Imperador Dom Pedro II.
A Proclamação da República ocorreu no Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, na praça da Aclamação, hoje Praça da República, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, deu um golpe de estado, sem o uso de violência, depondo o Imperador do Brasil, D. Pedro II, e o presidente do Conselho de Ministros do Império, o visconde de Ouro Preto.
A famosa "república das espadas" (primeira da fase da república brasileira), começou após um golpe militar. Dom Pedro II foi deposto porque não respondia mais aos anseios da burguesia e dos grandes produtores. Insurreições populares precederam esse fato histórico, pena que o povo não estava representado nesta "célebre" cena. O povo estava na outra ponta, sendo escravizado e exterminado quando resolviam questionar e se organizar.
A pouco mais de 300 anos atrás, em Olinda, o primeiro grito em defesa da república era dado em frente ao senado da câmara municipal. Em 10 de novembro de 1710, o então Sargento-mor Bernardo Vieira de Melo, iniciava a luta de gerações por uma pátria republicana. Isso mesmo, em Olinda, a luta pela implementação da república começou 179 anos antes de sua implementação.
Alguns fatos da historiografia brasileira são confusos e contraditórios. Cabe a nós, leitores, saber discernir o que é verdade e o que é mentira. A história sempre é escrita pela visão dos vencedores. Por tanto não podemos acreditar numa unica fonte! Todos esse fatos, indiscutivelmente, contribuíram para a formação do país que temos hoje, e somos gratos a todo. Mas não podemos esquecer da luta de milhares e milhares de anônimos que dedicaram suas vidas a uma pátria livre e sem opressões!
RIO DE JANEIRO - Aos poucos estão sendo reveladas as bandas escolhidas para integrar a seleta lista do Rock in Rio em 2011. Nesta terça-feira (9), a organização do evento dedicado ao rock confirmou a presença do primeiro grupo internacional, a banda californiana Metallica.
O grupo foi o mais votado pelo público em uma pesquisa feita para nortear os produtores sobre as escolhas das bandas que serão atrações da programação. O evento tem estreia prevista para o dia 23 de outubro de 2011 e vai até dia 2 de novembro.
Metallica foi formado em 1981 e durante os quase trinta anos de carreira, já se apresentou no Brasil quatro vezes - entre 1989 e janeiro deste ano. O Rock In Rio vai contar com a participação de mais de cem artistas durante seus 11 dias de apresentação. Entre os brasileiros já escolhidos, estão Marcelo D2, Sepultura, Pitty, Angra, Dinho Ouro Petro, Tico Santa Cruz, Evandro Mesquita, Rogério Flausino, George Israel, Sandra de Sá.
Com muito humor e malabarismo atrapalhado, Greta e Gudulf encantaram a platéia durante o festival de circo do Brasil. Decidi por agora algumas fotos que tirei durante o espetáculo! Não ficaram lá muito boas, mas capturaram momentos únicos! Essa ao lado é de Gudulf se equilibrando em cima de três cadeiras. Muito equilíbrio e treino. E a segunda, abaixo, da platéia vidrada, olhando atentamente sem piscar. Precisamos ter mais eventos como esse aqui em Pernambuco e no Brasil para divulgar as milenares habilidades circenses. Essa é a cultura da humanidade que foi moldada durante séculos. O mundo precisa da alegria desses artistas que ficaram esquecidos pela falta de investimentos. Não queremos pagar 300 reais para ver o "Cirque du Soleil". Queremos ver o circo na rua, para que todos possam esquecer seus problemas e conquistarem minutos de alegria e entusiasmo.
Público atento no espetáculo em frente a torre Malakoff
Neste final de semana, de 4 a 7 de novembro, aconteceu no Recife Antigo e em mais 9 polos descentralizados o Festival de Circo do Brasil. Uma inciativa da Petrobras, em conjunto com o Ministério da Cultura, Prefeitura do Recife e vários patriocinadores. Apresentações circenses de muita qualidade e várias nacionalidades. Pude acompanhar o sábado e o domingo na Praça do Arsenal e na Torre Malakoff. As apresentações iam de super produções a monólogos, sempre com muita participação da platéia, como era de se esperar. Crianças, jovens, adultos e idosos lotaram o local das atividades e curtiram todas as apresentações, com muito riso e tensão durante as piruetas e acrobacias.
Público assistindo a apresentação de Maku Jarrak (ARG)
Algumas apresentações me chamaram a atenção e vou aqui fazer um breve comentários sobre algumas delas. Começo por uma atração brasileira de grande qualidade, os Irmãos Saúde (DF), que se apresentaram no Coque, na Praça do Arsenal e no Horto Dois Irmãos. Eu já tinha visto uma apresentação deles em São Luiz do Maranhão e me surpreendi novamente com a criatividade dessa trupe de palhaços que tiram sarro do nosso cotidiano e divertem a platéia com situações inusitadas e piadas improvisadas. Muita música também recheia a apresentação. Sanfona, zabumba, pandeiro e triângulo garantem as risadas e aplausos.
Os Irmão Saúde do Distrito Federal (DF) em apresentação divertidíssima
Outro grupo que roubou a cena na praça do Arsenal foi o Grupo Belga Shake That, que trouxe um repertório de tirar o fôlego com copos, garrafas e frutas voando. Três habilidosos "Bar man's" e um garçom atrapalhado garantem a diversão do público com esse incrível show de malabarismo, equilíbrio e precisão.
Shake That (Bel) surpreendeu todos
A ultima atração do sábado (06\11) foi a dupla francesa Dare D'Art com o incrivelmente engraçado e emocionante espetáculo: "Greta et Gudulf". Gudulf, fiel assistente de Madame Greta, que é uma estrela decadente dos grandes Cabarés. Os dois se encontram num divertido show com muita trapalhada e acrobacias. É de fazer o público chorar de rir e fechar os olhos com as ousadas manobras.
"Greta et Gudulf" Animaram o público
Por fim, mas não menos importante, a ultima atração do festival. A companhia "Res de Res" da Espanha com o surpreendente espetáculo: "Sine Terra". Que foi embasado nos conceitos de viagem, medo, escravidão e intinerância, tendo o ar como metáfora do sonho e visando ao desafio da lei da gravidade. O espetáculo conta com uma original trilha sonora ao som de Guitarras, violino, percussão e uma pesada bateria. É de tirar o fôlego todas as acrobacias com um som pesado em perfeito sincronismo.
"Sine Terra" levou som pesado e acrobacias
Pra quem foi, fica a vontade de que o festival se estendesse por mais uma semana. E aqueles que não foram, não sabem o que perderam. É sempre bom curtir festivais assim. Fica aqui então meus parabéns a toda a produção do evento, em especial a Petrobras e ao Ministério da Cultura por essa brilhante iniciativa.
As aventuras de Ernesto "Che" Guevara foi adaptada para "Che: Una Biografía Gráfica", uma história em quadrinhos que descreve a trajetória do revolucionário argentino em nove capítulos, desde sua infância, sua viagem de motocicleta pela América do Sul, até sua morte, aos 39 anos, numa aldeia boliviana. Escrita por Sid Jacobson e ilustrada por Ernie Colón, a revista foi publicada em espanhol com traços de desenho animado. A dupla também foi responsável por uma bem-sucedida adaptação para os quadrinhos das investigações nos Estados Unidos sobre os atentados das Torres Gêmeas de Nova York.
O roteiro destacou o período compreendido entre 1950 e 1967, quando "Che" desenvolveu seu discurso político. Nos primeiros capítulos, os quadrinhos narram a viagem que o então jovem médico e seu amigo Alberto Granado realizam desde Córdoba (Argentina) até Caracas.
O projeto foi baseado nos registros escritos pelo próprio Guevara em seus diários e aborda o contexto político dos séculos 19 e 20 dos países da América Latina, desde a Argentina de Juan Domingo Perón até o México do presidente Lázaro Cárdenas.
A história em quadrinhos também conta o período cubano de "Che". Inclui-se aí seu desembarque na ilha a bordo do "Granma", em 1956, junto a Fidel e Raúl Castro, seu vital triunfo para a Revolução Cubana em Santa Clara, sua crítica ao capitalismo e seu percurso pela Europa para conseguir apoio econômico a Cuba.
A trajetória de Che Guevara já foi tema de diversas obras. Algumas das mais conhecidas são os filmes Diários de Motocicleta (2004, do cineasta brasileiro Walter Salles), protagonizado por Gael Garcia Bernal e baseado nos textos do próprio guerrilheiro, e Che (2008), produção dividida em duas partes dirigida por Steven Soderbergh. Neste último, Benicio Del Toro interpretou Che Guevara.
O resultado da votação do último domingo (31) definiu o futuro do país pelo próximo quatro anos. Confira abaixo alguns dados curiosos sobre a disputa, com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Votos de Marina A presidente eleita Dilma Rousseff só ganhou em sete das 19 cidades em que Marina Silva (PV) foi líder no 1º turno. Em todas as outras, o adversário José Serra (PSDB) saiu vitorioso. A decisão de Marina de declarar neutralidade no segundo turno da eleição presidencial fez com que os colégios que deram a ela a vitória em 3 de outubro tivessem uma disputa acirrada.
Palanques com Lula A presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comícios da ex-candidata e presidente eleita não foi garantia de vitória do PT nas cidades que receberam os atos políticos.
Desde o início oficial da campanha presidencial, em julho, Lula e Dilma subiram juntos em palanques em 25 municípios. Dilma venceu a votação do segundo turno em 15 dessas cidades.
Cidades com mais de 200 mil habitantes Nas 80 cidades do país com mais de 200 mil eleitores, a presidente eleita Dilma Rousseff e o candidato derrotado José Serra tiveram desempenhos diferentes da média dos votos obtidos no país.
Cada um dos candidatos ganhou em metade das 80 cidades. Melhor resultado de Dilma foi em Manaus, e de Serra, em Londrina.
Resultado quase igual Quatro cidades tiveram resultado na eleição quase igual ao quadro nacional. No quadro nacional, Dilma Rousseff aparece com 56,05% dos votos. Em Maçambará (RS), petista obteve 56,04%. Em Diorama (GO), 56,06%.
AM, AP, MA e PE O mapa do voto neste segundo turno revelou que José Serra não conseguiu vencer a petista Dilma Rousseff, eleita presidente, em nenhuma cidade de quatro estados do país(Amazonas, Maranhão, Amapá e Pernambuco).
Além disso, Serra só saiu vitorioso em uma cidade do Ceará (Viçosa do Ceará), por menos de mil votos, e em duas do Piauí (Uuruçuí e Tamboril do Piauí). Na última, a diferença foi de apenas 18 votos.
Diferença entre candidatos Dilma venceu Serra com diferença de mais de 93% na cidade de Calumbi (PE). Fora do país, petista teve quase todos os votos em Havana, Cuba. Em uma cidade do Mato Grosso do Sul, Dilma venceu por apenas um voto.
Segundo Dilma, “passada a eleição, agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos, agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país”.
Confira abaixo a íntegra do pronunciamento de Dilma:
"Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,
É imensa a minha alegria de estar aqui.
Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida.
Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.
A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!
Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:
Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa. Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto. Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição. Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.
Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões. O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família.
É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.
Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.
Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte.
A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.
O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro.
Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.
Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.
No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.
Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.
Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.
É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.
Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.
Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos. Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.
Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública. Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público. Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo.
Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.
As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.
Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades. Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.
Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais. Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.
O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.
Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas. Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde. Me comprometi também com a melhoria da segurança pública. Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.
Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos. Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.
A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade. É aquela que convive com o meio ambiente sem agredi-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.
Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa.
Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.
Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental. Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.
Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.
A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política. Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.
Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.
Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.
Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.
Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho. Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.
Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.
Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.
Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.
Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós. Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta. Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado.
Saberei consolidar e avançar sua obra. Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo. Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.
Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união. União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.
Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.