quinta-feira, 29 de março de 2012

PCdoB conta ao povo brasileiro sua história de luta

Milhões de brasileiros que estavam sintonizados em qualquer canal de televisão aberta conheceram, nesta quinta-feira (29), a história de luta do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). 

Os 90 anos do PCdoB ganharam roupagem cinematográfica que desfilou pelos lares de todas as regiões e classes sociais do país em um programa televisivo de 10 minutos, comemorando as nove décadas de sonho e despertar.

Apresentado para cada cidadão as contribuições desse combativo Partido. Um Partido que, efetivamente, contribuiu para a história do nosso país.

Confira o Programa de TV do Partido Comunista do Brasil:



segunda-feira, 26 de março de 2012

Comunistas de todo o Brasil festejam os 90 anos do PCdoB

“Nas ruas, nas praças da luta não fugiu! Viva ao Partido Comunista do Brasil!”. Foi com esse grito que cerca de três mil comunistas externaram sua alegria durante o ato de comemoração do aniversário do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), realizado neste sábado (24), na cidade do Rio de Janeiro.


A festa, que reuniu comunistas e amigos do Partido de todo o Brasil e de diversos países do mundo, foi iniciada com a execução do Hino Nacional pelo maestro Rildo Hora. Ao som de sua gaita, o maestro levantou os presentes, que a uma só nota deram o tom da festa.

O vereador e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PCdoB, Netinho de Paula, coordenou as comemorações. Além do Hino Nacional, foi exibido um documentário contando a história do Partido e resgatando fatos marcantes das nove décadas do PCdoB.

Tais como a resistência dos comunistas brasileiros ao regime militar, a luta pela redemocratização do país, a campanha Fora Collor, as vitórias do Lula e da presidente Dilma, dentre muitos outros. Ainda durante evento, foi declamado o poema do russo Vladimir Maiakovski em homenagem a Lênin.

Renato Rabelo

Ao som dos gritos de luta dos companheiros, Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB, iniciou seu discurso salientando a importância destas nove décadas para o Partido. Ele lembrou que muitas gerações lutaram, bravamente, para sustentar a bandeira da liberdade, da democracia, da soberania nacional e do socialismo. E completar 90 anos é a prova viva dessa luta.

Segundo ele, a fundação do Partido “foi o vestíbulo na cena política brasileira de um partido da classe trabalhadora, com organização própria, uma causa definida, a luta pelo socialismo, e por objetivos que alcançassem esse grande ideal. Foi um acontecimento que demonstrou a visão histórica e o ato de coragem da semente de comunistas, que germinou para enfrentar a exclusão das massas trabalhadoras do curso político do nosso país”.

O presidente nacional do PCdoB frisou que atualmente o Partido atravessa um dos seus melhores momentos. “Manteve-se na cena da história. Tem sido uma força protagonista deste novo e promissor ciclo político que vive a Nação brasileira e os trabalhadores, aberto com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, e continuado por Dilma Rousseff. Foi um notável êxito até onde chegamos. Mas, não percamos de vista, que vale mais o que ainda temos a percorrer e conquistar. Por isso, os festejos do dia 25 de março têm a força de renovar seu apelo de luta aos trabalhadores e ao povo”, conclamou Rabelo.

Em seu discurso, o dirigente nacional deixou claro o papel estratégico da organização dos trabalhadores e da atuação dos movimentos sociais. Segundo ele, “o PCdoB vive uma fase de fortalecimento e expansão, em crescimento na sua ligação com o movimento dos trabalhadores e movimento popular, estes que assumem uma face moderna com a marca de grandes contingentes partidários e de lideranças destacadas, de jovens e mulheres”.

Ele frisou o papel dos movimentos organizados na construção do Partido e destacou que “a criação da União da Juventude Socialista (UJS), 28 anos atrás, foi um marco de originalidade e de importante êxito. A contribuição do Partido – com outras forças políticas e sindicais para criação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) – deu importante passo renovador no movimento sindical. A União Brasileira de Mulheres (UBM), a União de Negros pela Igualdade (Unegro), a Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam) fazem parte da estreita relação de elevados compromissos dos comunistas com os movimentos sociais na atualidade”.

A presidente Dilma Rousseff – que não pôde estar presente na festa – enviou um vídeo cumprimentando o Partido pelo seu nonagésimo aniversário. Durante a mensagem, Dilma reforçou a aliança entre seu governo e o PCdoB em favor do Brasil.

A mandatária disse que ao longo de sua história “o PCdoB tem sacudido velhas estruturas por um país soberano e com justiça social”.

Dilma reafirmou que Partido teve um fundamental papel no governo Lula e que atualmente também assume um papel protagonista nos avanços e conquistas do governo federal.

A presidente falou ainda da unidade política dos parlamentares comunistas no Congresso e da competência do ministro Aldo Rebelo à frente da pasta do Esporte.

Homenagens

A vice-presidente do PCdoB, Luciana Santos, coordenou as homenagens aos companheiros Astrojildo Pereira, Luiz Carlos Prestes e João Amazonas. “Estas três figuras jamais serão esquecidas. O legado destes comunistas norteará nossa militância, que hoje, graças ao Partido, vive uma fase de fortalecimento e expansão, assumindo uma face moderna com a marca de grandes contingentes partidários e de lideranças destacadas, de jovens e mulheres”, afirmou a dirigente.


Maria Prestes, viúva de Luiz Carlos Prestes, falou da importância da participação da juventude na atual construção do Partido. Ela lembrou que por cerca de 40 anos participou de importantes lutas ao lado do Cavaleiro da Esperança. Maria Prestes reforçou ainda que enquanto puder e for convidada continuará atuando e contribuindo para as batalhas e lutas do Partido.

Beatriz Alcaforado Martinez, sobrinha de Astrojildo Pereira, disse que a homenagem representa um ato de justiça a um dos fundadores do Partido. “Ele foi um grande idealista e deu sua vida para o Partido. Esse é finalmente um reconhecimento ao trabalho e à defesa que ele fez à democracia e ao povo brasileiro”.

Luciana Santos acrescentou que, ao longo desses 90 anos de luta, o PCdoB toma seu lugar na história republicana brasileira. “Devemos deixar sempre ao alcance de nossa memória as lutas capitaneadas pelo nosso Partido, este que sempre se colocou na linha de frente para as lutas e que em várias ocasiões contribuiu para a determinação ou o desfecho de episódios importantes da história do nosso país”, explicou a vice-presidente do PCdoB.

Ato Político

A cerimônia também foi marcada por um ato político, que reuniu lideranças dos movimentos sociais e representantes das forças progressistas brasileiras. Foram convidados ao palco o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), André Tokarski; o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes; a presidente estadual do PCdoB-RJ, Ana Rocha; o senador Inácio Arruda; o ministro do Esporte, Aldo Rebelo; o prefeito de Aracaju, Edivaldo Nogueira, e a vice-presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos.

Também participaram o presidente nacional do PT, Rui Falcão; o ex-secretário-geral da Presidência da República e diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci; o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), e o vice-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB) .

Representantes de organizações comunistas, revolucionárias, progressistas e anti-imperialistas de 22 países também reforçaram seus laços de amizade com os comunistas brasileiros e rederam homenagens ao Partido.

Canto pela liberdade


Com o fim das solenidades políticas, os militantes do PCdoB se renderam ao samba do músico comunista Martinho da Vila. Em entrevista ao Vermelho, ele destacou a importância do PCdoB no cenário político nacional e na construção de políticas sociais. Martinho da Vila disse que optou por integrar as fileiras partidárias do PCdoB porque desde sua origem o Partido sempre teve sua visão voltada para os oprimidos e as minorias. Martinho iniciou show prometendo cantar a liberdade.

Fonte: Vermelho

Brics avançam mais no combate à pobreza que G7

Um novo modelo de ajuda para os mais pobres foi criado pelos governos dos países que integram o BRIC's (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Segundo o texto, a colaboração do grupo ocorreu em um ritmo dez vezes superior ao observado no G7 – que reúne os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido, a França, Itália e o Canadá – de 2005 a 2010.


A conclusão está em um relatório da organização internacional Global Health Strategies initiatives (GHSi) – divulgado nesta segunda (26) em Nova Delhi, na Índia – onde os líderes políticos do bloco estarão reunidos até o final da semana. O documento informa ainda que os países do BRIC's criam modelos para a cooperação internacional. A previsão é que a presidente Dilma Rousseff chegue amanhã (27) a Nova Delhi.

Apesar de os países desenvolvidos serem os principais responsáveis por um volume maior em termos de cooperação internacional, o estudo informa que a abrangência dos esforços do BRIC's em termos de ajuda externa têm acompanhado o rápido crescimento de suas economias.

O documento informa também que o BRIC's inova ao usar recursos para melhorar a situação de saúde nos países mais pobres do mundo. Como exemplo, o documento cita a decisão do governo do Brasil – que foi um dos pioneiros nos tratamentos de HIV/aids – de apoiar a construção em Moçambique, de uma fábrica de drogas antirretrovirais.

O relatório estima que os gastos do Brasil com ajuda externa tenham ficado entre US$ 400 milhões e US$ 1,2 bilhão em 2010 (já que o país não divulga números anuais). A Rússia teria desembolsado cerca de US$ 500 milhões no mesmo ano, enquanto a Índia teria gasto US$ 680 milhões, a China, US$ 3,9 bilhões, e a África do Sul, US$ 150 milhões.

De acordo com o texto, os fabricantes de vacinas e medicamentos genéricos da Índia também tiveram papel fundamental na redução dos preços que os países mais pobres pagam por esses produtos. Porém, o texto reconhece que o BRIC's ainda enfrenta seus próprios desafios em relação a seus sistemas de saúde.

O documento informa também que as cinco nações do BRIC's tiveram avanços recentes e implementaram programas inovadores na área. O Brasil, a Rússia, Índia, China e a África do Sul também estão coordenando esforços em setores como agricultura, ciência e tecnologia, além de investir em pesquisa e desenvolvimento, o que poderia ter um impacto direto em países pobres.

Na 4ª Cúpula dos BRIC's, na qual Dilma estará presente, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, apresentará a proposta de criação do banco do desenvolvimento do bloco. A ideia é que a instituição se dedique aos investimentos em projetos de infraestrutura e desenvolvimento em nações pobres. O processo de criação do banco deve ocorrer a longo prazo.

Além de Dilma e Singh, participarão da cúpula os presidentes Dmitri Medvedev (Rússia), Hu Jintao (China) e Jacob Zuma (África do Sul). A presidenta participa das reuniões na companhia de uma comitiva de ministros e de cerca de 60 empresários.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 23 de março de 2012

PCdoB: Legado, essência e perspectivas a defender

De norte a sul do país, a militância do Partido Comunista do Brasil manifesta de diferentes maneiras o justo orgulho de pertencer a uma organização de vanguarda que tanto tem contribuído para as conquistas políticas e sociais do povo brasileiro e está em permanente luta por transformações revolucionárias no Brasil e no mundo. 


Por José Reinaldo Carvalho* 

A celebração do 90º aniversário do partido, que transcorre em 25 de março, enseja reflexões sobre o legado da história gloriosa vivida de 1922 até os dias atuais, a natureza do partido, seus objetivos, ideologia,composição social das fileiras, tarefas do momento e perspectivas.

O legado

Com a contribuição que deu às lutas e conquistas dos trabalhadores, à defesa da soberania nacional, à democracia e à luta anti-imperialista internacional, o Partido Comunista do Brasil afiançou-se como uma organização política indispensável na luta pela emancipação nacional e social, pela construção de uma sociedade justa, livre da opressão e exploração capitalistas. 

Todas as conquistas democráticas, patrióticas e sociais do povo brasileiro são indissociáveis da luta dos comunistas durante estas nove décadas. Por isso, a data em que se comemora o aniversário da fundação do partido não pertence apenas aos comunistas, mas a todo o povo brasileiro, às forças políticas que sinceramente lutam por um Brasil democrático, soberano, socialmente justo e progressista.

Os objetivos

Há também, contudo – e não só entre os reacionários empedernidos – quem considere que não há no mundo atual e particularmente na sociedade brasileira espaço para o partido comunista. Isto é comum entre os social-democratas, tanto os de centro-direita como de centro-esquerda. 

Segundo essa visão, os comunistas poderiam muito bem permanecer como uma corrente “cultural” minoritária no quadro de uma sociedade conservadora e albergar-se sob o teto de alguma legenda partidária de centro-esquerda. Nisso se resumiria o espaço destinado aos comunistas na luta pela consolidação de um governo de coalizão democrática. Este é o substrato de propostas exclusivistas, hegemonistas e no fundo de inspiração antidemocrática, que pretendem como resultante de uma reforma política a constituição de um condomínio de duas ou três legendas partidárias eleitoralmente fortes praticando o jogo da alternância de coalizões no governo.

É um debate a ser feito abertamente, com as forças políticas e o povo. Interessa ao próprio partido comunista fomentá-lo, pois em si mesma tal discussão enseja a afirmação de identidades.

Nesse debate é forçoso repetir, ainda que pareça elementar e óbvio: a existência do partido comunista é indispensável porque se impõe como exigência objetiva do desenvolvimento social a superação revolucionária do capitalismo e a edificação de uma sociedade socialista. Isto significa ter no horizonte histórico a libertação dos trabalhadores e de todo o povo da exploração capitalista e a construção do socialismo e do comunismo, o que pressupõe a conquista do poder político pelos trabalhadores e seus aliados. 

A experiência histórica do nosso e de outros povos já ensinou que esses objetivos finais não se conquistam de golpe, nem por decreto ou ato de vontade. A construção do fator subjetivo da luta revolucionária é labor permanente e de longo prazo e se desenvolve a par com o amadurecimento das condições objetivas. É o que chamamos de acumulação revolucionária de forças de longo prazo, trabalho que requer convicções, estratégia, tática, métodos, organização, ciência e arte. 

Uma vez arraigada a convicção de que o socialismo é o ideal da classe operária e aspiração de todos os povos, objetivo e missão histórica dos comunistas, estes devem assumir com centralidade os desafios decorrentes: elaborar estratégias e táticas consentâneas com esses objetivos, políticas organizativas e de quadros, formulação de métodos, procedimentos e diretivas para a militância e o ativismo práticos.

Ganha relevo nesse mister a atuação no curso político, a permanente sintonia com a realidade e as tendências da época, o diuturno exercício de fazer análise concreta da situação concreta (Lênin), o estabelecimento de metas factíveis a cada etapa da luta, a conquista de vitórias parciais, o desenvolvimento de práticas que levem ao enraizamento dos comunistas nas massas trabalhadoras e populares, a tal ponto que sejam capazes de fundirem-se com elas (Lênin). Nessa perspectiva, inscreve-se a luta pela hegemonia, a realização de políticas de alianças como parte de um processo também de longo fôlego de construção do sujeito político da revolução, que não se restringe a um partido, um sindicato ou uma liderança. 

Tudo isso são derivadas da essência, da identidade comunista do partido, sem a qual, as estratégias, táticas e políticas de organização não serão mais que energia dissipada, esforço baldado, trabalho vão, palavras ao vento. 

A ideologia

Fazer política sem ideologia é como arar no mar. Um partido que proclama tais objetivos não se conduzirá às cegas. Há mais de um século, Lênin, fundador do partido comunista como conceito contemporâneo e científico de vanguarda política revolucionária, começou seu esforço orgânico dando um basta ao espontaneísmo. 

A identidade do partido comunista se afirma, além dos objetivos pelos quais luta, na ideologia, na teoria revolucionária. O mundo evolui, a ciência avança, os processos sociais se complexificam, novos desafios e exigências se apresentam, questões novas despontam acicatando a inteligência coletiva dos comunistas, exigindo-lhes inovação e libertação de dogmas, interpretações atualizadas dos fenômenos políticos, econômicos e sociais, respostas novas para problemas até então desconhecidos. Os comunistas devem encarar esses desafios, mas seria errôneo tentar fazê-lo renunciando ao próprio acervo teórico e ideológico. 

Há que tomar como ponto de partida o marxismo-leninismo e o socialismo científico, manancial de conceitos filosóficos e de ciência política que conformam a ideologia da classe operária na época atual, de luta contra o capitalismo, pelo socialismo. Esse deve ser também o ponto de partida para a formação de quadros dirigentes em todos os níveis, do que dependerá o desenvolvimento e permanência da organização.

No Brasil, a afirmação da essência ideológica marxista-leninista do partido comunista deve coincidir com os esforços para incorporar ao manancial teórico dos comunistas a cultura brasileira e latino-americana, diria mesmo da ciência brasileira, traduzida em sociologia, antropologia, etnografia, historiografia, no que temos inesgotável tesouro que fornece elementos seminais para a compreensão da civilização brasileira e sua afirmação num mundo em que os gigantes e potentados imperialistas querem esmagar as nações emergentes em luta por sua independência, soberania e afirmação nacional. 

O marxismo-leninismo não é estranho a essa cultura, nem esta deve ser a expressão de um nacionalismo estreito e subordinado aos valores das classes dominantes.

A composição das fileiras

A essência do partido se manifesta ainda na composição das fileiras. O partido comunista deve afirmar-se como partido dos trabalhadores e das massas populares, um partido que reúna simultaneamente os atributos de uma organização de quadros e de massas, em permanente esforço para a formação política e ideológica dos seus filiados e militantes, a fim de que desempenhem ativo papel político e social, organizados em estruturas orgânicas estáveis, influentes, ligadas às massas e com funcionamento dinâmico.

Constituir-se como um partido de trabalhadores e do povo e organização militante e de luta são fatores decisivos para a acumulação de forças e a constante afirmação do partido como instrumento de transformações revolucionárias.

Onde estão os trabalhadores está o PCdoB, onde há luta há PCdoB – são conceitos simples, inteligíveis e que bem expressam a natureza de nossa organização. Ajudam a compreender o sentido da atuação partidária em outras esferas, como a eleitoral e governamental, que em última análise deve servir ao povo e elevar o nível das suas conquistas.

Tarefas e perspectivas

As tarefas e perspectivas do PCdoB estão formuladas sinteticamente no Programa Socialista aprovado no 12º Congresso, realizado em outubro de 2009. Nas últimas décadas os militantes e quadros do partido realizaram profícuos debates que resultaram em atualizações programáticas e da formulação estratégica. 

A última grande mudança operada na concepção estratégica dos comunistas brasileiros deu-se a partir de 1992, quando, no auge da onda liquidacionista proveniente da derrocada do socialismo na União Soviética e países do Leste europeu, o 8º Congresso (1992) superou a antiga noção de “revolução em duas etapas” – a nacional-democrática e a socialista. 

As análises sobre a formação social do Brasil e a evolução do capitalismo-imperialismo no mundo, que se desenvolviam e amadureciam desde o 6º Congresso (1983), levaram a inteligência comunista à conclusão de que a revolução brasileira encontra-se em sua etapa socialista, ou seja, vivemos a época histórica em que a tarefa estratégica é a conquista do poder político pelos trabalhadores para iniciar uma longa transição ao socialismo. 

Foi desta mudança de concepção estratégica que surgiram o Programa Socialista de 1995/1997 e o Programa Socialista atual (2009). O programa atual reafirma esta estratégia e procede a um aperfeiçoamento e atualização no plano tático. Como afirma o camarada Renato Rabelo, presidente do partido, o Programa Socialista do 12º Congresso (2009) define “o rumo e o caminho”.

Neste caminho encontram-se sistematizadas as tarefas concretas atuais e as perspectivas: lutar, no novo ciclo político aberto com a eleição de Lula em 2002 e que prossegue hoje no quadro do governo da presidente Dilma, por um Novo Plano Nacional de Desenvolvimento que, uma vez realizado através de uma plataforma de reformas estruturais, equivalentes a importantes rupturas sistêmicas, transforme o Brasil numa grande nação progressista.

Este é o curso concreto sobre o qual podemos e devemos construir um grande e forte partido comunista, herdeiro do legado revolucionário dos 90 anos transcorridos, e capacitá-lo a desempenhar um papel decisivo na luta pelo socialismo no Brasil. Segurar com firmeza esta bandeira e cumprir esta tarefa é o que corresponde à atual geração de comunistas.

Viva o povo brasileiro!
Viva o PCdoB!

* Secretário Nacional de Comunicação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)


quarta-feira, 21 de março de 2012

Estudantes de Pernambuco vão às ruas em apoio aos professores

Essa foi uma semana de grandes mobilizações de estudantes e professores por melhorias na educação. Em Pernambuco, na última quarta-feira (14/03), uma passeata levou 2 mil estudantes e professores às ruas para lutar por mais investimentos na educação e melhores condições de trabalho e valorização dos professores.

Ao longo do “Março Verde e Amarelo”, uma das principais bandeiras de luta dos estudantes brasileiros é o apoio à causa dos professores, que reivindicam o respeito à integridade da Lei do Piso, a reformulação do Plano de Cargos e Carreira, 10% do PIB para o setor e aprovação do Plano Nacional da Educação (PNE).

Para o presidente da União Estadual de Estudantes de Pernambuco (UEP), Thauan Fernandes, “É uma luta muito importante para a classe trabalhadora como um todo. A nossa militância é mais do que corporativista pelos direitos estudantis, ela abrange os professores que são nossos parceiros na luta pela melhoria da educação brasileira. E, além disso, muitos estudantes hoje, serão professores amanhã.”

Durante os últimos três dias (14 a 16/03), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) organizou uma paralisação nacional.

Em Pernambuco, também estiveram presentes parlamentares, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), professores de instituições privadas, Sinduprom, Sinpro, Simpere, Sintrajuf, Sindsep, Sindicato dos Enfermeiros, Professores Municipais do Cabo e Paulista.

Durante a passeata, a presidente da UBES, Manuela Braga, que tem participado dos protestos, destacou a importância que a educação exerce no projeto nacional de desenvolvimento, sendo um ponto estratégico para valorizar os profissionais de educação com incentivo e qualificação da carreira dos docentes. “Não só com o piso salarial ou plano de carreira e na sala de aula. Um dos grandes gargalos da educação hoje é a qualidade que se apresenta na sala de aula, e são os professores as peças fundamentais para uma nova educação, por isso estamos aqui declarando nosso apoio à luta dos nossos professores”, disse.

O representante do Sindicato dos Professores (SINPRO), Jackson Bezerra, afirmou que um projeto será entregue em Brasília definindo o Piso no valor de R$ 1.937.

O deputado estadual pelo PCdoB-PE, Luciano Siqueira, afirmou seu compromisso com a defesa do Piso Salarial da categoria, 10% do PIB para educação e recursos advindos da camada do pré-sal, além dos 50% que deve ser destinado também à ciência e tecnologia.

A vice-presidente do SINTEPE, Antonieta Trindade, sublinhou que os companheiros do comércio, os motoristas de ônibus e as outras categorias deveriam estar paradas. “Não vai atingir protagonismo social se não investir na área. Queremos uma sociedade justa, igualitária, sem exclusão social”, assegurou.

Em Pernambuco, 85% das escolas estaduais aderiram ao movimento que segue o ritmo de mobilização. Mais 23 estados brasileiros realizam atos organizados pelos sindicatos de acordo com a pauta da reivindicação local.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Estudantes vão as ruas pela construção do IFPE de Abreu e Lima

No último dia 12, cerca de 500 estudantes tomaram duas das principais avenidas do município Abreu e Lima de Pernambuco, em pressão à prefeitura para apresentar a documentação final e o local onde será construído o novo campi do Instituto Federal do estado – IFPE 


Com apitos, faixas e cartazes, os estudantes, junto à União dos Estudantes Secundaristas De Abreu e Lima (UESAL), União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (UMES) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), com palavras de ordem reivindicando o prazo de 150 dias informado pelo Ministério da Educação (MEC) não cumprido pela prefeitura.

No último dia 3 de março, a prefeitura divulgou em seu site que o terreno escolhido deveria passar por um processo judicial para que a área fosse desapropriada, no entanto, desde o dia 30 de setembro do ano passado uma comissão do IFPE acompanha o passo a passo das prefeituras, com reuniões quinzenais e nenhuma medida definitiva foi aplicada.

Segundo a presidente da comissão, Maria José Amaral, a dimensão dos terrenos que deve ter no mínimo dois hectares, por problemas ambientais na escolha do terreno em área alagada, aterro ou com relevo e qualquer impedimento jurídico são os principais empecilhos citados pelos prefeitos que ainda não definiram o espaço para construção das escolas.


O presidente da UMES, Alesson Barbosa, afirma que encarar os desafios de Pernambuco é levar em consideração o estado como uma das grandes locomotivas do país. “Temos responsabilidade com a sociedade pernambucana, teremos em breve a maior fábrica da Fiat da America Latina, vamos participar da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Entre os grandes desafios que temos em nosso estado, e que não são poucos, precisamos lutar por uma educação que consiga dialogar com toda sociedade e que corresponda através de um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil”, defende.

Opinião: Carta ao Senado

* Por Emerson Arruda

Aos membros dessa Nação recorro toda MINHA indignação, Aos senhores feudais de Nossas politicas habituais. Tudo anda no seus normais, Em seus salários atribuídos pelo nosso voto. EXERCÍCIO DA LIBERTAÇÃO DO VOTO.

As politicas necessárias ao povo e sua necessidade. O SENADO NACIONAL NÃO é PALCO DE RELIGIOSIDADE E NEM DOMO DE HIPOCRISIA E PRECONCEITO. É ESPAÇO ROMANO DO RESPEITO. Membros do Senado Nacional Deixem de ser o visceral em gastos públicos com EGOCENTRISMO DE SUAS VAIDADES. Membros de indiferença da exclusão RACIAL E SOCIAL, Em seus dias de trabalho sem responsabilidade, Dias de folga em GASTOS DE MEUS SUADOS E SANGRENTOS IMPOSTOS.

AOS MEMBROS DESSE SENADO, Informo que Eu trabalho mas não USUFRUO A SATISFAÇÃO DE UM ESTADO DEMOCRÁTICO, Não usufruo nada de seus salários sem nenhum estudo ou grau de humanidade e seriedade. No qual este mesmo estado paga UM SALÁRIO RURAL PARA UM PROFESSOR LECIONAR EM MEIO AOS DESCASOS DESSA EDUCAÇÃO. Mas o professor estudou senhor senador, ELE PASSOU HORAS DE ESTUDOS, Dias diante de aglomerados de livros. ESTE É HONRADO DE RECEBER SEU DIGNO SALÁRIO.

PARÂMETROS, Vários espaços e lacunas vazias senhores senadores. Condição humana que todos tem em Brasilia, Enquanto outros BRASILEIROS sobrevivem, Sendo Mágicos. O SILENCIO DE TEU SER AUSENTE É MEU ESPULGAR DE RAIVA E RANCOR. MOVIMENTOS CRESCEM HUMANIZADOS, O OBJETIVO É DETERMINANTE E GRITANTE DE ACABAR COM ESSA EXPRESSÃO CORRUPIANA DO HOMEM POLITICO BRASILEIRO. Um estado de terceiro mundo, MAS PRIMEIRO MUNDO EM CORRUPÇÃO E DE INTERESSES. SAÚDE CHEIA DE VOLUNTARIEDADE PARA CONDUZIR SUAS ENTRANHAS DO CORRUPTÍVEL.

Leis que apenas são funcionais para o PRETO, POBRE. É ESSA A MODERNIDADE QUE EU PAGO. ESSE É O QUILOMBO DOS MODERNOS. O SENADO É CASA-GRANDE CHEIOS DE CAPITÃES DO MATO. É vergonhoso ser de um BRASIL TÃO BELO E TÃO LATRINÁRIO, HUMOS DO CARÁTER, Venho por essa informar e deixar meu recado.

Senado é uma das câmaras dos parlamentos. Seus membros – os senadores – representam os Estados-membros da Federação e podem ser eleitos diretamente (como no caso do Brasil) ou por indicação do Estado que representam.

Qual é sua necessidade de REPRESENTAR, Representar Sem ações, Sem leis obviais de ambio nacional, PARA O POVO E NÃO PARA OUTRAS CLASSES ABASTADAS.

QUAL É A NECESSIDADE DE REPRESENTAR O POVO?
ESTOU COM OS NERVOS A FLOR DA PELE SENHORES SENADORES, Cansei de suas belas e singelas oratórias vazias. POVO ACORDEM, MOBILIZEM SEUS MOVIMENTOS SOCIAIS. A força do senado depende apenas de nós.



* Emerson Arruda é estudante de Licenciatura em Geografia da FUNESO, Poeta e pensador


Twitter: @EMERsonsoud