quarta-feira, 25 de abril de 2012

Caravana da UNE e da UEP movimentam a sexta-feira na UFPE




UJS lança pré-tese para o seu 16º Congresso


A tese do 16º Congresso Nacional da UJS traça um panorama politico das atuações jovem pelo mundo e coloca o jovem como protagonista na luta pelo socialismo. O arquivo está disponível para download aqui.


Abaixo, transcrevo a última parte de nossa tese para refletir:

CORAGEM, EU SEI QUE VOCÊ PODE MAIS!

Tem algo que diferencia a galera da UJS?

Não! Aqui cabe todo mundo que quer mudar o Brasil pra melhor. Nas pequenas atitudes e nas grandes passeatas, a ação planejada da UJS faz com que a juventude crie condições para protagonizar o futuro, mas desde o presente fazer história. O papo aqui é ter atitude. A atitude socialista de quem se entristece com a miséria, mas que encontra nela inspiração para conquistar mais direitos. Parafraseando Guimarães Rosa: “o que a vida quer da gente é coragem!”


Participe do 16º Congresso da UJS!



É tua a hora, Argentina!

A nacionalização da Yacimientos Petrolíferos Fiscales é uma excelente notícia para a América Latina. Recoloca o Estado argentino no controle do instrumento básico de sua soberania no setor petrolífero, sua grande empresa da área.

Por Haroldo Lima*


Na história da indústria do petróleo, não há o precedente de algum país, outrora subdesenvolvido, hoje emergente, ter conseguido desenvolver seus recursos petrolíferos em função dos interesses nacionais, senão quando este país tinha pelo menos uma grande petroleira. E país pobre só tinha uma forma de ter uma grande petroleira, criando-a como estatal.

A história da Yacimientos Petrolíferos Fiscales está relacionada à luta que se desenvolveu no século 20 pela soberania dos países no setor do petróleo. Até meados desse século, o mundo do petróleo era sobrepujado por um grupo de grandes empresas que passou à história como “as sete irmãs”, que eram a Standard Oil of New Jersey, a Exxon; a Standard Oil of Califórnia, a Chevron; a Gulf Oil; a Mobil; a Texaco; a British Petroleum; e a Shell, cinco norte-americanas, uma inglesa e uma anglo-holandesa.

Foi na luta contra a hegemonia desse cartel que, em 1960, um grupo de países, grandes produtores e exportadores de petróleo, resolveu criar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Opep. Esses países foram a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã, Catar, Kuwait, Iraque, Líbia, Indonésia, Nigéria, Venezuela e Argélia, a maioria árabe.

Mas, alguns países que não eram grandes produtores nem grandes exportadores já vinham procurando ganhar autonomia no terreno petrolífero. Todos concluíram que não tinham qualquer chance de desenvolver autonomamente seu setor petrolífero, se não tivessem uma grande petrolífera – uma estatal do petróleo – que gozasse de privilégios exploratórios em seu próprio território.

Assim pensando, quem criou em primeiro lugar no mundo uma estatal do petróleo foi a Argentina, em 1922, a sua Yacimientos Petrolíferos Fiscales. Na continuidade o México fundou a Pemex, em 1938, quando estava começando a 2ª Guerra Mundial, e um pouco mais à frente foi a vez do Brasil com a Petrobras. Estatais de petróleo foram criadas posteriormente na Inglaterra, Itália, França, Canadá, Japão, Noruega etc. A PDVSA, da Venezuela, vem bem depois, em 1976.

Pois essas estatais, especialmente a YPF, a Petrobras e a PDVSA, estavam indo muito bem, até que a maré montante da privatização neoliberal aparece e coloca, especialmente a YPF e a Petrobras, na alça de mira.

Com relação à Petrobras, começaram por lhe tirar o exercício do monopólio, mas a expectativa era bem outra: perdido o monopólio, a empresa seria privatizada. Em 1995 as batalhas políticas sobre a questão se desenvolveram, e terminaram se decidindo no Congresso Nacional, onde fui ativista e testemunha. A liderança do governo FHC dizia que não queria privatizar a Petrobras, mas apenas acabar com o monopólio.

O monopólio já tinha sido derrubado na Câmara. Eis que o senador Ronaldo Cunha Lima apresenta uma Emenda salvadora: todos concordariam em votar o fim do monopólio, desde que se acertasse votar também que a Petrobras não seria privatizada. E o líder do governo senador Élcio Álvares prontamente recusou a Emenda. Ficava claro que a ideia era a privatização da empresa.

Foi quando o então presidente do Senado José Sarney, em permanente articulação com o setor nacionalista, toma uma iniciativa de grande repercussão: comunica ao presidente da República que só poria o fim do monopólio em votação se o presidente assinasse um documento público comprometendo-se a não privatizar a Petrobras. E tal aconteceu. Penso que Petrobras foi salva aí.

Na Argentina o neoliberalismo cresceu mais que no Brasil. Privatizaram diversas empresas e foram para cima da YPF. Contando com um neoliberal atrevido na sua sabujice entreguista e na corrupção depois revelada, Carlos Menem, venderam a YPF.

Sem sua grande empresa do petróleo, a Argentina perdeu o passo no setor. A produção foi caindo e a nação, no estratégico setor petrolífero, passou a ser desimportante.

Agora Cristina Kirchner toma uma iniciativa histórica, talvez a mais importante de seus dois governos. Não foi nada contra a Espanha, que fazendo lembrar sua história colonial faz extravagantes ameaças. Não. Não foi nada contra ninguém. Foi a favor da Argentina. Saludos.


* Haroldo Lima é ex-diretor geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e membro do Comitê Central do PCdoB.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Se Liga 16 a todo vapor em Olinda!

Começou na última sexta-feira, a campanha "Se Liga 16!" em Olinda. Essa é uma atividade da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), junto com a União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (UMES), com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE).

Estudante com o título na mão para mudar a política!
Vários estudantes aderiram a ideia e vieram tirar seu título de eleitor aos 16 anos! Mostrando que a juventude de Olinda sabe da importância do voto. Votar é um direito e um dever do cidadão! Os jovens sabem disso e sempre lutaram pelo direito de votar aos 16 anos. A União da Juventude Socialista (UJS) foi quem encampou essa ideia e garantiu sua aprovação na constituinte de 1988.

Galera do Colégio Santo Ignácio de Loyola

Jovens eleitores do Colégio Argentina Castello Branco

Galera do Colégio Sigismundo Gonçalves

É com a garra e participação juvenil que poderemos renovar e inovar na política. Sangue novo entrando para debater com mais firmeza as principais questões do nosso país, estado e município. A campanha vai até o dia 9 de maio e contará com diversas atividades como palestras ministradas por servidores do TRE-PE, como também a confecção do título de eleitor nas próprias escolas! Não perca tempo, tire seu título e decida o futuro de nossas cidades!


"Nas Redes e nas URNAS, lutando pela Cidade dos Nossos Sonhos"

Firme!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pra debater: Mobilidade Urbana - O desafio da década

O Brasil é o país das Américas que mais cresce. Seu desenvolvimento, estacando pelo neoliberalismo durante 2 décadas, fez com que, após a mudança do poder político para as mãos de forças progressistas, experimentássemos uma experiência única crescimento econômico. Mas, durante essas décadas, imperava aqui a falta de planejamento e a desnacionalização de setores estratégicos. Hoje somos uma grande potência, mas temos grandes entraves. Um deles é a precária e a verdadeira ausência de Mobilidade Urbana.

Av. Agamenon Magalhães, importante via que liga a zona
norte a zona sul da Região Metropolitana do Recife
Existe um consenso hoje em nossa sociedade, "do jeito que está, não dá!". É o que se escuta em todo território nacional. A falta de Mobilidade Urbana afeta a vida de grande parte da nossa população. Temos centros urbanos intransitáveis, com pouco investimento em transporte público (que é precário e caro). O trabalhador perde em média 3 horas ou mais (diariamente) para se deslocar de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Tornando sua jornada de trabalho mais longa e cansativa e afetando diretamente sua produtividade.

É obvio que não estamos tratando de um assunto simples. Para dar solução ao problema da mobilidade urbana, é necessário muito debate entre a sociedade e a intervenção concreta do poder público. Para solucionar um problema dessa magnitude, é necessário muito mais do que dinheiro. É preciso muita vontade política dos nossos governantes, que necessitam olhar para o problema com visão estratégica e continua que pense não apenas nas partes, mas em todo o sistema.

Avenida Norte parada durante a noite
Pretendo aqui, levantar alguns pontos que acho importante para fazer com que o sistema funcione. O mais importante deles é o nosso atual sistema de transporte público, que privilegia as empresas privadas, que não são nem licitadas e agem livremente sem nenhum (ou pouca) regulamentação estatal. Precisamos de uma maior participação do estado nesse ponto. Nosso transporte público precisa ser de qualidade, com custo justo e com controle. Qualidade significa ser confortável, climatizado e com frequência que dê conta da demanda; Com custo justo que faça integrações a outros ônibus e mesmo ao metrô, sem que seja necessário pagar várias passagens; E com controle que fiscalize a oferta de ônibus e regulamente as empresas privadas.

Além disso, nosso transporte público precisa ter velocidade e faixas exclusivas. Devemos implementar um novo sistema de bilhetagem que não atrase as viagens. Hoje, os ônibus param vários minutos, apenas para que os passageiros passem a catraca. Para consolidar todas essas iniciativas, o governo precisa investir no transporte público. Esse investimento pode ser através de subsídios e de concorrência estatal. As empresas privadas precisam passar por licitações e cumprir regras claras e objetivas.

Em paralelo a isso, precisamos de iniciativas que desestimulem o uso do carro. Com a construção de ciclovias e serviços de aluguel de bicicletas (como o exemplo do BikeRio, no Rio de Janeiro). Estacionamentos em nas estações de metrô, nos terminais de integração e nas "alimentadoras". Valorização das calçadas nas grandes vias, como a Agamenon Magalhães, Conde da Boa Vista, Avenida Norte, etc. Descentralização comercial, com a construção de novas áreas com shoppings, super mercados, centros comerciais e órgãos públicos.

Nem os viadutos escapam dos engarrafamentos
Mas algumas medidas enérgicas podem ajudar a enfrentar o problemas dos grandes centros, como a cobrança de "pedágios" para carros que entram no centro da cidade e a disponibilização de circulares mais baratos e com maior frequência para se deslocar com facilidade. Não precisamos construir apenas vias de carros, temos é que investir fortemente no transporte público. Com um forte sistema interligado entre a Garagem, os Terminais,  as Alimentadoras, o Metrô, com oferta de Circulares e vias exclusivas para os transportes públicos.

Para tudo isso se concretizar, será necessário muito investimento público. Transportes de qualidade, com baixo custo e com controle só será realidade após uma mudança no financiamento do setor. Hoje em dia, o governo federal subsidia 80% do metrô, que é muito eficiente e tem as menores tarifas. Tomemos esse como um exemplo a ser seguido.

Esse assunto é complexo e demanda muito debate, arregacemos as mangas e vamos a luta! Temos o direito de nos expressar e também de nos locomovermos!

Firme na luta!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Guerrilha do Araguaia - 40 anos



Vídeo em homenagem aos 40 anos do início da luta armada no interior do país. Luta que teve a força e determinação dos jovens do nosso país. Lutaram por dias melhores, sem tantas injustiças e opressões! Viva os guerrilheiros do Araguaia, viva a juventude, viva o Povo Brasileiro!

Guerrilheiros do Araguaia... 
- PRESENTE! Agora e sempre!


quarta-feira, 11 de abril de 2012

UJS Participa de Debate Sobre Politicas Públicas para a Juventude (PPJ) na Rádio Amparo FM

Sidney Mamede, Luiz Neto, Beto e Matheus Lins
Ontem o Programa Amparo em Debate, da Rádio Amparo (98.1 FM) conduzido por Sidney Mamede (Locutor da Amparo FM - @sidneymamede) teve, entre outros, a presença do nosso Secretário de Organização da UJS-Pernambuco, Matheus Lins ou o "Mago" (@linsmatheus - http://ame-sua-missao.blogspot.com.br/ ) e Roberto Santana, mais conhecido como Beto das Olinda, Presidente da UJS-Olinda (@betodasolinda - www.ujs-olinda.blogspot.com.br ).

O primeiro a falar foi Matheus, onde expôs a conjuntura internacional, nacional e estadual das lutas sociais feitas pela juventude utilizando não apenas as ruas, mas também, as redes sociais - Ex: na “Primavera Árabe”, com os #Indignados de Madri, os lutadores do #occupywallstreet em Nova Iorque, nas massivas mobilizações estudantis no Chile, no agosto verde e amarelo ou no #ocupebrasilia por 10% do PIB para a Educação, no Aumento de Passagens no Recife e nas outras cidades do País. Por isso, a UJS que esta antenada e participa dessas manifestações, colocou para o seu 16º Congresso Nacional, que irá ocorrer entre os dias 07 a 10 de Junho no Rio de Janeiro, o tema: " #NasRedesNasRuas "

Em seguida, Beto falou sobre o Se Liga 16, que esta acontecendo a todo vapor pelo estado. O direito ao voto com 16 anos é uma das nossas principais conquistas. Devemos conscientizar, estimular e demonstrar a importância dos jovens com 16 e 17 anos a esta inserido nesse debate, tendo oportunidade de mudar, através do voto, a cara do município, estado e país, lutando por um Brasil dos nosso sonhos.

Matheus e Beto também responderam a pergunta do ouvinte e camarada, Felipe Cabus, a respeito da participação da juventude dentro da câmara dos vereadores. Eles ressaltaram a importância da juventude esta inserida dentro dos espaços de poder, falando inclusive da atualmente, Deputada Federal, Manuela D' Ávila que em 2004 foi eleita a mais jovem vereadora de Porto Alegre. Destacando, claro, a participação de jovens com propostas concisas e pautadas para a sociedade em geral. Sidney Mamede, inclusive, reforçou e demonstrou apoio a isso.

Para finalizar, o Mago, falou da importância de se olhar para as reformas fundamentais como: a regulamentação da mídia, reforma da educação, politica, urbana e saúde. Temas que vão ser discutidos no congresso da UJS.

Beto, destacou a Caravana da UEP (@uepcandidopinto), que esta invadindo as Universidades e Faculdades do Estado e teve sua abertura semana passada na FUNESO, Olinda. assim como o Festival Multicultural que vai acontecer amanhã, dia 12/04, no Clube Atlântico em Olinda (maiores informações veja o nosso post anterior).

Matheus e Roberto souberam muito bem utilizar o espaço, enfatizando nossas lutas e mostrando a juventude aguerrida que temos aqui em PE. Parabéns a eles e também ao Sidney Mamede pelo espaço concedido. O programa Amparo em Debate vai ao ar todas as terças - feiras, 11h, na Rádio Amparo (98.1 FM) .

Vamos invandir todos os lugares, Redes Sociais, Ruas, Praças, Escolas, Universidades, Bairros para construir o Brasil que queremos!

Firme na Luta! #NasRedesNasRuas

Por Ellis Regina no Blog: www.pernambucoujs.blogspot.com