domingo, 19 de agosto de 2012

Visite nosso sítio na internet!


Gostaria de agradecer a todos os leitores e leitoras do "Blog do Mago" pelo apoio que sempre recebi. Esse blog é uma peça fundamental para nosso projeto de interferir, com opinião política, no futuro da nossa sociedade. Conto sempre com a continuidade desse apoio.

Vivemos hoje uma nova fase de nossas vidas. Quero pedir encarecidamente aos amigos e amigas que passem a acompanhar minhas opiniões e atividade, através do nosso sítio da internet. Acesse, dê sua opinião e contribua com nosso projeto! Ele é coletivo e tem a cara da Olinda que queremos! Firme na luta!


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lançamento da candidatura de Matheus Lins carregado de emoção


Na última sexta-feira, 10/08, aconteceu a grande plenária de lançamento da candidatura de Matheus Lins a vereador de Olinda. Denominado 'Agora só falta você', o evento contou com a participação de militantes da UJS, lideranças comunitárias e representantes de diversos segmentos sociais. Foi uma grande festa no Senna Hall, localizado no Bairro Novo em Olinda. Passaram, no lançamento, cerca de 350 pessoas, jovens e adultos que foram levar seu apoio e compromisso com a candidatura de Matheus, liderança jovem no cenário político da Marim dos Caetés. 

Entre os presentes, destaque-se, especialmente, a Deputada Federal Luciana Santos, o presidente nacional da UJS, André Tokarski e o candidato à prefeitura de Olinda Renildo Calheiros, acompanhado do seu vice, Enildo Arantes. 

Iniciando os pronunciamentos, André Tokarski, ressaltou o papel da UJS nestas eleições municipais, especialmente em Olinda com a candidatura de Matheus. O protagonismo dos jovens, disse ele, poderá transformar a política do Brasil. Ousadia e compromisso devem ser palavras de ordem para a construção de cidades mais humanas. Logo depois, a ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos, enfatizou seu comprometimento na Câmara Federal, com a luta dos jovens por mais educação, acesso à cultura e ao primeiro emprego. Acrescentou que a candidatura de Matheus nascida dentro da UJS, preenche a carência de anos no município. É uma liderança jovem, com novas ideias, finalizou Luciana. 

O candidato a vice prefeito, Enildo Arantes, fez uma breve saudação afirmando o compromisso do governo municipal em melhorar a qualidade de vida das pessoas, e observou que a marca da campanha de Matheus - o chapéu - já está na mente dos eleitores. 


Na parte final da plenária, o candidato Matheus Lins, fez sua intervenção com muita firmeza e consistência. Falou da necessidade de eleger pessoas comprometidas com o projeto político em curso na cidade. E que era preciso renovar a maneira como a câmara faz política, elegendo vereadores que tenham novas ideias e novas ações. Na câmara, vou fazer diferente, disse Matheus, serei vereador de todos e de toda a cidade. Estarei comprometido com as pautas que interferem diretamente na vida das pessoas, como a saúde, educação, mobilidade urbana, defesa da cultura popular e segurança. Apoiarei os movimentos sociais, continuou o candidato, pois considero-os a expressão mais consisitênte do pensamento do povo. Finalizando, Matheus se comprometeu em exercer seu mandato mantendo-se em constante contato com os cidadãos e cidadãs de Olinda. As lideranças presentes, tomadas de entusiasmo, aplaudiram, de pé, as palavras do candidato. 

O último a falar foi Renildo Calheiros. O atual prefeito de Olinda fez um resgate dos problemas que a cidade acumulou ao longo de sua história e afirmou que Olinda transformou-se em um canteiro de obras com a unidade das forças progressistas e populares que ele conseguiu reunir. Para os proxímos quatro anos, disse Renildo, essa unidade terá que ser mantida para Olinda continuar no caminho certo, o caminho das mudanças. Visivelmente emocionado, o prefeito Renildo Calheiros, relembrando sua atuação na política estudantil, conclamou a plateia a invadir as ruas, levar o nome de Matheus 65.000 e elegê-lo vereador de Olinda, pela sua trajetória política, sua garra e qualificação para o trabalho parlamentar. 

Após o ato, a festa continuou com muita música e dança, comandadas por diversos jovens que levaram seus pen drives e ajudaram a abrilhantar a noite do lançamento de candidatura mais animado da cidade de Olinda.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Olinda lança livro sobre Plano Nacional de Cultura

A Prefeitura de Olinda lança nesta terça-feira (07), o livro As Metas do Plano Nacional de Cultura, em parceria com o Ministério da Cultura e o Fórum de Gestores Públicos de Cultura da Região Metropolitana do Recife.




A publicação é uma ferramenta de direcionamento estratégico das políticas públicas relacionadas ao setor, num prazo de 10 anos. Suas metas contribuem para a execução do Sistema Municipal de Cultura, que tem o objetivo de normatizar e organizar o planejamento e os investimentos culturais de uma cidade.

A consolidação de um Sistema Municipal é essencial para a integração ao Sistema Nacional de Cultura, um modelo de gestão desenvolvido pelo MinC, que propõe a colaboração entre municípios, estados e União na aplicação de ações destinadas ao setor.

Desta forma, descentralizam-se os processos, que contam com a participação da sociedade civil, através de conselhos e conferências, garantindo a continuidade dos mesmos, em caso de alternância de governos.



“As Metas do Plano Nacional de Cultura” tem o objetivo de provocar a participação de todos os cidadãos e grupos envolvidos na cadeia produtiva da cultura, desde artistas a consumidores de culturais. O livro, que contém textos de apresentação da Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e do Secretário de Políticas Culturais, Sérgio Mamberti, guia o leitor através de perguntas como: “O que se Pretende Alterar na Situação Atual?” – seguidas por informações sobre a situação na área tratada pela meta e seu impacto – e O que é Preciso Para Alcançar Esta Meta? – que descreve algumas ações ou estratégias possíveis de serem feitas para cumpri-la.

O diretor de estudos e monitoramentos da secretaria de Políticas Culturais do ministério da Cultura, Américo Córdula, estará presente no evento e falará sobre o plano de metas nacional. O chefe da representação regional do Nordeste do ministério da Cultura, Fábio Lima, também estará presente no evento.

Serviço:

Lançamento do livro “As Metas do Plano Nacional de Cultura”
Quando: Terça-feira, 7 de agosto, às 19h
Onde: Palácio dos Governadores (Sede da Prefeitura de Olinda) – Rua de São Bento, 123 – Varadouro

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Educação de qualidade, garantia de um futuro promissor.


Falar em Educação é, sem dúvida, falar sobre o nosso futuro. Dela depende se seremos uma população justa e próspera ou se continuaremos a produzir desigualdades e miséria. Nos últimos 9 anos, a área educacional brasileira prosperou bastante. Foi iniciado um novo ciclo de investimentos, mesmo assim, ainda não foi o suficiente. Nossas escolas não preparam os jovens para a cidadania, nem para o mundo do trabalho, e isso é um retrocesso que precisamos enfrentar.

Pensamos a educação como um sistema nacional, que priorize a educação pública e gratuita, garantindo qualidade e caráter social. Um sistema universal, que erradique o analfabetismo, garanta acesso e permanência a todos e se relacione com o mercado de trabalho. Não podemos mais ver as mulheres abandonarem os estudos e empregos por não ter com quem deixar seus filhos. Temos que garantir creches em horário integral.

Nosso ensino básico precisa de mais investimentos e uma mudança profunda em sua matriz curricular. Que introduza noções teóricas sobre o mundo do trabalho e disciplinas praticas de aprendizado de oficios, como designer gráfico, marcenaria, contabilidade simples, etc. Queremos a inclusão imediata da disciplina de historia e cultura afro-brasileira, como regulamenta a lei 10.639/03.

Lutamos para que as escolas tenham infraestruturas arrojadas e que garanta a acessibilidade de pessoas com deficiência, com quadras poli esportivas, espaços de convivência, laboratórios, biblioteca, lousa digital, além de acesso as novas tecnologias e a banda larga. Acreditamos também que é necessário investir pesado na valorização dos professores e profissionais da educação (gestores, pedagogos e tecnicos administrativos), garantindo formação continuada, mais concursos públicos e aumento substancial da remuneração dos professores. Queremos gestões democraticas e transparentes, onde toda a comunidade escolar possa participar e opinar.

Em resumo, queremos uma escola que aprofunde os conhecimentos básicos, mas que apresente ás crianças e aos jovens, o uso da tecnologia e o mundo do trabalho, que tenha forte integração social com a comunidade, que pratique o desporto, incentive a cultura e as artes como parte da formação educacional. Para isso, um passo significativo é a ampliação da jornada diária de aula para no mínimo 7 horas diárias.

Temos ciência que nosso município tem poucas condições financeiras para implementar tudo isso. Somos uma das cidades que menos arrecada na região metropolitana do Recife e temos a 5ª maior densidade demográfica do país. Mas não podemos nos apequenar diante dos desafios. Muitas conquistas do nosso povo se deram por acreditar na superação dos obstaculos. Lutamos para que 10% do PIB brasileiro fosse destinado a educação. E agora, temos que lutar para que o governo federal, junto com o governo estadual invista na educação básica, que é de responsabilidade dos municípios. Assim, conseguiremos garantir mais conquistas para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Fruto de muitas lutas do movimento estudantil e da União da Juventude Socialista (UJS), conseguimos garantir esse ano, a construção de duas escolas técnicas em Olinda. Uma federal (IFPE) e outra estadual (ETE). Que vão mudar a cara de nossa cidade. Com essas escolas tecnicas, poderemos dar uma oportunidade aos nossos jovens e trabalhadores de se qualificar para mercado de trabalho. Lá serão ofertados cursos que melhorarão a qualificação profissional de nosso povo, garantindo assim, melhores empregos e melhores salários. Um futuro melhor está por vir.

Além do ensino técnico, precisamos garantir que nossos jovens consigam acessar a Universidade. Para isso, precisamos melhorar a qualidade do ensino básico e criar programas municipais que invistam nos estudantes mais destacados. Cursinhos públicos e populares que intensifiquem o empenho e dedicação de vários jovens que sonham em entrar na Universidade. Além disso, precisamos fortalecer as faculdades privadas do municipio com programas de extensão que levem seus conhecimentos as comunidades que as cercam, garantindo assim a popularização da conhecimento e a melhora da qualidade de vida dessas comunidades.

Precisariamos de várias páginas para fazer uma radiografia da nossa Educação. Sabemos que estamos diante de um grande desafio, mas iremos para o embate. Lutamos para ter uma câmara dos vereadores que discuta com a sociedade os principais temas que afetam cotidianamente nossa vida. Para nós a Educação é um tema transversal que influencia em tantos outros, como os esportes, a cultura, a saúde, a segurança pública. Sem educação de qualidade, jogamos nossas crianças e jovens na marginalidade. Para eles, o que sobre é o mundo das drogas e da violência. Acreditamos que podemos ajudar a encaminhar mudanças significativas para nossa cidade, para isso temos que ouvir e defender as mais diversas opiniões para conquistar um novo tempo.

Olinda precisa pensar no futuro. Pensando nele, lançamos nossa candidatura para defender o projeto iniciado por Luciana Santos e hoje continuado pelo prefeito Renildo Calheiros. Vamos seguir na luta para melhorar a qualidade de vida da população. E a educação será uma prioridade, pois com ela, conseguiremos avançar rumo a um futuro promisso e sem desigualdades.


Por Matheus Lins

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Voto obrigatório?



A última ditadura no Brasil durou 21 anos. Passamos anos sem votar para que pudéssemos alcançar o retorno da liberdade de expressão, muitos jovens lutaram, foram torturados e assassinados. Essa é a verdade. Graças a eles e a outros guerreiros, estudantes, professores, operários, intelectuais, artistas e tantos e tantos é que, agora, podemos votar. Vejam a diferença, “podemos”; antes era: é “proibido” votar.

Na verdade, o ato de votar não deve estar elencado como Dever do cidadão e da cidade, e sim, como Direito. Direito de escolha, porque escolher não é, de forma alguma, uma obrigação e sim, a expressão livre da vontade.

É naquele gesto simples, de segundos, que o(a), eleitor(a) decide, para si e a comunidade, o município, o país, aquilo que deseja no período de quatro anos: compromissos acordados e realizados em beneficio da qualidade de vida das pessoas ou a omissão, a negligência, o desrespeito.

Os anos de plena democracia, no Brasil, como a conhecemos, foram tão poucos, que votar deve ser feito com satisfação e alegria. Agora, em quem votar é outra conversa. Tem que perguntar, tem que escutar, tem que ler, tem que investigar.

A eleição é no dia 7 de outubro. Os candidatos já estão aparecendo. Há tempo para escolher. Dar crédito a quem realizou.Confiar em quem chega para renovar, para avançar.

O voto deixa, assim, de ser obrigatório. Obrigatório é ser livre para escolher o melhor!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Altamiro Borges: TIM, OI, Claro e o crime das teles

Finalmente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu tomar vergonha na cara e punir as poderosas empresas do setor. Acuada pelo vendaval de queixas dos clientes, ela resolveu suspender as vendas de linhas telefônicas da TIM, Oi e Claro em todo o país.

A medida vale a partir da próxima segunda-feira e as empresas terão um prazo de 30 dias para apresentar planos de melhoria na qualidade dos serviços. A decisão foi considerada “exagerada” pelas teles, mas agradou milhões de usuários.

A empresa que não cumprir a decisão será multada em R$ 200 mil ao dia. Para voltar a vender seus chips, as três teles, que juntas controlam 70% do mercado, terão que apresentar um plano de ajuste para sanar problemas de atendimento ao consumidor e de qualidade. É a primeira vez que a Anatel adota uma medida mais dura contra estas corporações. A mais atingida é a italiana TIM, proibida de vender seu chip em 18 estados. A decisão fez as ações das três empresas despencarem na Bolsa de Valores.

A gritaria do “deus mercado”

O caos na telefonia chegou a níveis insustentáveis. O próprio ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sempre tão conciliador com as teles, perdeu a paciência. “Estavam nos procurando até na rua para reclamar dos serviços”, afirmou. “Tem hora que não dá. Não podemos ficar numa posição completamente indefensável”, alegou. Já o presidente da Anatel, João Rezende, justificou que “a medida é extrema”, mas era inevitável. Ele criticou a redução dos investimentos das empresas, a maioria de multinacionais.

Diante da inédita decisão, a gritaria do “deus-mercado” já começou. Até a embaixada da Itália teria procurado o Itamaraty para reclamar dos prejuízos da TIM. Já as teles estão em pé de guerra. Elas anunciaram que tomaram medidas jurídicas para reverter a decisão, que consideram “exagerada” e “desproporcional”. Neste esforço, as teles contam com a ajudinha de alguns “calunistas” da mídia, que insinuam que a medida é “demagógica”, “eleitoreira”.

Mídia pregou a privatização do setor

Eliane Cantanhêde, a da “massa cheirosa” do PSDB, escreveu: “Depois de combater os juros altos, usar o Dia do Trabalho para atacar a ‘lógica perversa’ dos bancos, suspender (via ANS) 268 planos de saúde e 37 operadoras, agora é a vez de Dilma guerrear com as companhias de telefones celulares... Como a ‘faxina’ já deu o que tinha de dar, a economia não é nenhuma vitrine e PIB até virou bobagem, o marqueteiro João Santana deve ter tido uma boa sacada. Dilma agora é ‘a vingadora dos consumidores'”.

Mesmo criticando as teles, até para não se indispor com milhões de usuários, a mídia privada vende a ideia de que o governo é o único culpado pelo caos na telefonia. Ela fez campanha aberta pela privatização do setor. Alguns impérios midiáticos, em especial a Rede Globo, até nutriram o sonho de abocanhar pedaços da telefonia – mas foram atropelados pela “jamanta” das teles. Agora, diante da degradação dos serviços e da revolta dos usuários, eles culpam o governo e tentam limpar a barra dos seus ricos anunciantes.

Anatel tenta apagar o incêndio

De fato, o governo errou muito no setor. Mas foi ao não ter tomado medidas mais duras no passado. Como aponta Flávia Lefèvre, da associação de defesa do consumidor ProTeste, a degradação dos serviços é notória e decorre de dois fatores. “Um deles é a inércia de anos do Ministério das Comunicações em promover a revisão do marco regulatório das telecomunicações... O outro fator é a resistência do governo em cumprir o que determina a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), no sentido de que os serviços essenciais devem ser prestados obrigatoriamente no regime público, mesmo que concomitante com o regime privado”.

Para ela, as poderosas teles se aproveitaram do vazio normativo e da omissão da Anatel para degradar os serviços, implantando as suas infraestruturas “exclusivamente com a lógica do lucro”. Esta visão privatista aumentou a concentração no setor. “Esses grupos econômicos, que desfrutam de vantagens como a cobrança abusiva da assinatura básica e de valores astronômicos pelo uso das redes móveis e que gozam da fiscalização insuficiente pela agência, são também os que desrespeitam historicamente o consumidor. Depois de tanto desmando, resta agora à Anatel apagar o incêndio, que poderia ter sido evitado”.

Antes tarde do que nunca! Espera-se que o governo não recue mais uma vez diante do poderio das teles e da gritaria da mídia!

Fonte: Blog do Miro


sábado, 21 de julho de 2012

Prefeituras estão desvirtuando função do vereador, dizem especialistas

Especialistas entrevistados pela Agência Brasil afirmaram que a função do vereador está desvirtuada pelo fato de muitas prefeituras cooptarem os vereadores por meio da distribuição de cargos na administração local e do uso do dinheiro público. E acrescentaram o fator da falta de cultura política do eleitorado, que não acompanha o trabalho dos vereadores depois de empossados. 

A Câmara de Palmas é a mais cara do Brasil,
com um custo de R$ 83 por habitante
- A função das câmaras de Vereadores foi esvaziada. Os vereadores não cumprem seu papel, não fiscalizam. Quem legisla, de fato, é o [Poder] Executivo. [As prefeituras] não têm importância nenhuma para o eleitor – critica Cláudio Abramo, do site Transparência Brasil. “Os prefeitos ‘compram’ suas bases por meio da distribuição de cargos”, lamenta.

O cientista político Fábio Wanderley dos Reis, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais tende a concordar com Abramo. “Não tem nada que aconteça de relevante [nas câmaras de Vereadores]. O poder foi posto de lado e depois jogado fora”, disse Wanderley, ao comentar que vereadores “se ocupam mais em mudar nome de rua” ou escolher pessoas para prestar homenagem em sessões especiais.

O advogado Walter Costa Porto, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e historiador especializado em eleições no Brasil, porém, tem visão mais positiva dos vereadores e diz que eles participam da administração municipal. Costa Porto reconhece, porém, que o sistema de votação proporcional dentro de coligações partidárias cria uma disfunção grave. “O eleitor não sabe para onde vai seu voto. Ninguém conhece as listas partidárias. Vota em um candidato a vereador e elege outro.”

A representação local – câmaras dos Vereadores – é o sistema de eleitoral mais antigo do Brasil. Segundo Walter Costa Porto, a primeira eleição para os “conselhos da câmara” ocorreu em 1.535 vilas no interior do que hoje é o estado de São Paulo.

Para ele, apesar da antiguidade, o sistema eleitoral, associado ao desinteresse e desconhecimento dos eleitores, “faz da democracia no Brasil um simulacro [imitação]”. O problema se agrava com a impunidade concedida pelos próprios eleitores. “Falta educação cívica. Ninguém é punido pelo voto”, diz o advogado, ao salientar que é comum os eleitores esquecerem para quem foi seu voto para vereador, assim como para deputado estadual e deputado federal.

- O grau de politização é muito baixo. Muitos eleitores votam por obrigação. Há uma crise de confiança no Legislativo – afirma Carlos Eduardo Meirelles Matheus, líder do Comitê de Opinião Pública da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (Abep) e ex-diretor do Instituto Gallup de Opinião Pública.

Apesar de crítico, Matheus ressalta que os vereadores exercem o mandato como “intermediários” entre os eleitores e a prefeitura. “Nas cidades maiores, eles trabalham pelos bairros e encaminham solicitações”. Ele diz que a proximidade dá “um pouco mais de transparência” aos mandatos dos vereadores.

De acordo com o site Transparência Brasil, o custo de funcionamento do Poder Legislativo no Brasil (câmaras de Vereadores, assembleias legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal) é, em média, R$ 115,27 por ano para cada um dos brasileiros que moram nas capitais. O valor varia de cidade em cidade.

- A Câmara de Vereadores mais cara por habitante é a de Palmas, capital do Tocantins, que custa anualmente R$ 83,10 para cada morador da cidade. A mais barata é a da capital paraense, Belém, com R$ 21,09 por ano”, descreve o site, que também monitora as propostas e votações nas duas maiores câmaras de Vereadores do país: São Paulo e Rio de Janeiro.

Os 68.544 vereadores que serão eleitos no dia 7 de outubro por cerca de 140 milhões de eleitores em 5.568 municípios terão a tarefa de fiscalizar as prefeituras municipais, além de criar e modificar leis restritas às cidades. Cabe a eles verificar, por exemplo, como o dinheiro público é aplicado e criar ou alterar o plano diretor de ocupação urbana de sua cidade.

Podem se candidatar a vereador os maiores de 18 anos que tenham título de eleitor há mais de um ano no município onde pretendem disputar o cargo e sejam filiados a um partido político há mais de um ano das eleições.