quinta-feira, 29 de setembro de 2011

“Marx me liga” transforma luta de classes em música popular

Uma dupla criativa de jovens parodiou o sucesso de João Bosco e Vinicius, “Chora, me liga”, para falar da luta de classes sob a perspectiva da teoria maxista. A produção da canção “Marx me liga” pode não ser uma das melhores que há no Youtube, mas a letra sem dúvida é. 


A TVermelho agradece a dica via Twitter de Danilo Moreira e convida você a participar também da nossa programação. Basta enviar a sua dica de vídeo para tvvermelho@vermelho.org.br ou para TV Vermelho no Twitter.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sarkozy recebe Lula em Paris

Lula foi recebido com honras de chefe de estado
O presidente francês Nicolas Sarkozy recebeu nesta segunda-feira no Palácio do Eliseu, sede da presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas da premiação acadêmica que o ex-chefe de Estado brasileiro receberá no prestigioso Instituto de Ciências Políticas de Paris.

O ex-presidente do Brasil, de 65 anos, que deixou o cargo em janeiro e entregou a faixa para a sucessora Dilma Rousseff, foi recebido às 11h (6h de Brasília) pelo presidente francês quase com honras de um chefe de Estado em exercício.

O encontro de caráter privado, segundo o conselheiro diplomático do presidente Sarkozy, Jean David Levitte, durou mais de 45 minutos, mas o teor da reunião não foi divulgado.

Ao fim do encontro, Lula deixou o Palácio do Eliseu sem fazer declarações.

Lula, que quando deixou o poder tinha um índice de popularidade superior a 80% após dois mandatos consecutivos, desembarcou no domingo em Paris, onde na terça-feira receberá o título de doutor Honoris Causa do Instituto de Ciências Políticas.

O ex-presidente do Brasil será a primeira personalidade latino-americana a receber o título desde a fundação do instituto em 1871.

Lula, metalúrgico e sindicalista sem formação acadêmica, será premiado pela abertura de mais universidades públicas no país, assim como pelos programas de combate à fome e à pobreza "Fome Zero" e "Bolsa Família".

Nos oito anos de governo Lula, 29 milhões de brasileiros entraram para a classe média e outros 20 milhões saíram da pobreza.

O Brasil é uma das cinco principais economias emergentes do mundo.

Da AFP Paris

A UNE onde sempre esteve

Por Luciano Siqueira*

Na vida cotidiana, ninguém suporta o sujeito que é do contra em qualquer situação. “De mal com a vida”, rotula-se como espécie de sinal para que se mantenha distância. Contamina o ambiente de trabalho, a vida familiar e o bate papo no botequim.

Mais do que uma chatice, o ser do contra em qualquer circunstância é um equívoco, pois nada é inteiramente errado ou certo. E é sempre recomendável não fechar os olhos ao que há de positivo, sob pena de uma análise unilateral, preconceituosa e distorcida da realidade. E em prejuízo da luta para mudar o que deve ser mudado.

No mundo da política é um veneno mortal. Conduz a conclusões que em nada servem de orientação a quem deseja fazer um juízo de valor dos acontecimentos e tirar consequências práticas.

O comportamento atual da União Nacional dos Estudantes (UNE) tem sido alvo sistemático desse modo parcial de analisar os fatos. Recorrentemente “analistas” da grande mídia tentam impor à entidade universitária dos estudantes brasileiros a pecha de “chapa branca”, insinuando adesão ao governo. Nada mais falso.

Na verdade, a UNE, a exemplo da UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) e outras entidades do gênero, guardam em relação ao governo uma postura ao mesmo tempo propositiva e crítica. Reconhecem e apoiam programas e medidas acertadas – porque sintonizadas com históricas e atuais bandeiras de luta dos estudantes -, e também criticam e protestam, quando há desacordo entre as políticas públicas e os interesses fundamentais da juventude estudantil. E alevantam a voz em defesa de solução para os problemas estruturais da educação.

Como acontece com as grandes manifestações de rua recentemente realizadas e a Carta aos Estudantes Brasileiros, divulgada no último 7 de setembro, assinada conjuntamente pela UNE, UBES e ANPG (Associação Nacional de Pós Graduandos), que reivindica uma reforma política ampla, que fortaleça a democracia e a participação popular e combata a corrupção e os privilégios de poucos. E conclama os estudantes a irem às ruas para recolher milhões de assinaturas pelos 10% do PIB e 50% do Pré-sal para a educação.

A Carta concita “a juventude brasileira a ocupar cada vez mais espaços, físicos e virtuais, nas ruas, nas escolas, nas universidades, na internet e nas redes sociais, sensibilizando a sociedade brasileira e pressionando todos os governos para aprofundar e ampliar as mudanças necessárias ao país”.

A UNE, portanto, está onde sempre esteve – de bem com a vida e com a luta democrática e popular. Quando apoia, não adere; quando critica, protesta e propõe, não se perfila inexoravelmente nas hostes oposicionistas (como desejam seus críticos). Antes revela maturidade consentânea com a quadra que o País atravessa, de mudanças sociais, econômicas e políticas de relevo – que para serem impulsionadas precisam, sim, do co-protagonismo consequente do movimento estudantil.


Publicado no Blog de Jamildo (Jornal do Commercio Online)

* Luciano Siqueira é Médico e Deputado Estadual pelo PCdoB em Pernambuco

sábado, 24 de setembro de 2011

Conferência de PE: Protagonismo para um PCdoB forte!


Entusiasmo, audácia e protagonismo marcaram o primeiro dia da 17ª Conferência Estadual do PCdoB em Pernambuco. O evento – que acontece até domingo (25), no auditório G1 da Universidade Católica (Unicap) -, recebeu o presidente nacional, Renato Rabelo, e contou com a presença de comunistas que cumprem papel de relevância no cenário político estadual, como o Prefeito de Olinda, Renildo Calheiros, a deputada federal Luciana Santos, o deputado estadual Luciano Siqueira, além do secretário de Ciência e Tecnologia Marcelino Granja.

Pela manhã, o presidente Renato Rabelo, que veio ao Estado prestigiar a Conferência, fez uma intervenção abordando aspectos da crise mundial do capitalismo, iniciada a partir de 2008, decorrente do quadro político internacional. “Não há economia no abstrato. Os problemas econômicos são fruto de decisões políticas. Estamos na terceira grande crise econômica, e ela está atingindo diretamente o centro do capitalismo, que são os Estados Unidos, Europa e Japão. Enquanto isso, a China apresenta altos índices de desenvolvimento, e o Brasil dribla a crise com uma economia que vem se solidificando”, disse.

Rabelo colocou, ainda, a importância da construção partidária, as tarefas do PCdoB e as chances de fortalecimento do Brasil diante da crise internacional. Saiu em defesa da presidenta Dilma, que se firma enquanto liderança política ao priorizar a agenda social, com distribuição de renda, sem ceder à pressão da mídia e das elites conservadoras que tentam mudar o foco do Governo Federal com as denúncias de corrupção, levantando um falso antagonismo entre a era Lula e o atual governo. Entre os acertos da presidenta, os ajustes na macroeconomia, com a redução da taxa de juros, mereceram especial destaque na fala de Renato Rabelo. Para encerrar, reforçou o papel dos movimentos sociais e das lideranças de massa na luta do povo brasileiro, com autonomia de suas bandeiras históricas ou pontuais de luta das categorias.

O presidente do PCdoB em Pernambuco, Alanir Cardoso, avaliou o cenário estadual como momento estratégico para o avanço das forças progressistas, sob a liderança do governador Eduardo Campos (PSB), que em Pernambuco tem acompanhado o projeto de desenvolvimento iniciado por Lula. E animou os conferencistas ao citar a significativa lista de cidades do interior do Estado onde o PCdoB deverá priorizar a construção de chapas próprias de vereador ou lançar candidatos a prefeito, com o objetivo de fortalecer e crescer o Partido a partir das realidades locais.


A Conferência reuniu 405 delegados eleitos, que representam o Partido de 93 cidades da Região Metropolitana e do interior, além de mobilizar 7 mil militantes organizados em 210 bases. Entre eles, várias lideranças políticas, professores, prefeitos, pré-candidatos, vereadores, presidentes e diretores de sindicatos e entidades juvenis, de mulheres, negros e LGBT. Durante todo dia, eles debateram o projeto de resolução política, que pontua as prioridades e posições partidárias diante da conjuntura internacional, a realidade política estadual e os projetos eleitorais municipais para 2012.


Nacionalmente, o PCdoB mobilizou 132 mil militantes na base para a maior conferência realizada pelo Partido, que definiu a primeira posição oficial da sigla diante do governo da presidente Dilma. Neste domingo (25), às atividades serão retomadas para a plenária final, onde será apresentado o balanço das atividades do comitê estadual, votação do projeto final de resolução política e eleita a nova direção estadual do PCdoB.

Do Recife,
Manuella Bezerra de Melo

Fonte: http://www.lucianosiqueira.com.br

Posse das diretorias da UEP e da UMES movimentam Pernambuco.


Na noite desta sexta-feira (23/09), um evento movimentou o cenário político de Pernambuco, aconteceu na Universidade Católica de Pernambuco a posse das novas diretorias da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP - Cândido Pinto) e da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (UMES). O evento contou com a presença de lideranças de diversos grêmios e diretórios estudantis do estado inteiro.

Com um ato político bastante representativo, que contou com a presença de Anísio Brasileiro (Reitor eleito da Universidade Federal de Pernambuco), Anderson Gomes (Secretário Estadual de Educação), Jurandir Liberal (Presidente da Câmara dos Vereadores do Recife, Luciana Santos (Deputada Federal), Luciano Siqueira (Deputado Estadual), Paulinho (Presidente do Conselho Estadual de Juventude), Sergio Goiana (Presidente da CUT-PE), Paula Falbo (Conselho Nacional de Juventude), Ângelo Raniere (1º Vice-presidente da UNE) e um representante da Reitoria da UNICAP.

Mais de 200 estudantes estiveram presentes e participaram ativamente cantando palavras de ordem como: "O Movimento Estudantil, Unificado pras Mudanças no Brasil" e "Estudante na rua qual é sua missão: 10% do PIB pra educação". 

Um fato que merece destaque, foi a fala do Deputado Estadual Luciano Siqueira. Num discurso emocionado, ele fez um breve histórico sobre um jovem idealista que foi perseguido pela Ditadura Militar e até hoje inspira gerações a lutar por seus ideias, o nome desse jovem é Cândido Pinto, ex-presidente da UEP, que hoje tem seu nome eternizado numa homenagem justa feita pela entidade que hoje se denomina: UEP - Cândido Pinto.

Após o ato político, foram apresentados os diretores da UEP e da UMES, que subiram ao palco e receberam o apoio dos estudantes presentes. Assim estavam empossadas as diretorias das duas entidades que mais representam os estudantes pernambucanos.

Diretoria empossa da UEP - Cândido Pinto

Diretoria empossada da combativa UMES

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ismael Cardoso: UJS 27 anos, acender o pavio

Sob o olhar desconfiado da ditadura militar, que definhava, jovens se reuniam na assembléia legislativa de São Paulo, liam um manifesto aprovado naquele encontro que dizia: “Somos jovens operários, camponeses, estudantes, artistas e intelectuais. Buscando o futuro e a liberdade, os direitos que nos são negados, a esperança banida, a vontade subjugada.” Nascia no dia 22 de Setembro de 1984, a União da Juventude socialista!

Por Isamel Cardoso*

Arquivo UJS
 



Pela Juventude

O ano é 1987, em Brasília são intensos os debates sobre a nova constituição do Brasil, alguns jovens militantes da UJS chegam com uma missão quase impossível, garantir o direito aos jovens de votarem a partir dos 16 anos! Depois de mais de duas décadas de ditadura militar, aprovar não só o voto direto para todo o povo, mas, que este voto se inicie aos 16 anos parecia impossível, porém, fazia jus a uma organização que nascera como diz a música para “sonhar mais um sonho impossível”.

Os deputados Hermes Zanetti (PMDB-RS) e Edimilson Valentim (PCdoB-RJ) apresentam a emenda do voto aos 16 anos. No dia 17 de Agosto de 1988 a emenda vai à votação no plenário da câmara, defendem a proposta Afonso Arinos (PSDB-RJ), Maurilio Ferreira (PMDB-PE) e Bernardo Cabral (PMDB-AM) que era o relator da constituinte. Contados os votos o presidente da câmara Ulisses Guimarães anuncia o resultado, por 316 a 99 votos é aprovada a emenda constitucional do voto aos 16 anos de idade! A UJS marca profundamente a história do país e da juventude. No ano de 1989 retiram o título de eleitor três milhões e duzentos mil jovens com menos de 18 anos!

Pelo Brasil

Com a intenção de iniciar o projeto neoliberal no Brasil e envolvido em denúncias de corrupção Fernando Collor seria o primeiro presidente a ser impeachmado na história recente mundial. Foi a UJS que tomou à dianteira e iniciou as mobilizações do “Fora Collor”.

A sociedade não acreditava ser possível derrubar o primeiro presidente eleito pelo voto direto. Também existiam aqueles que não acreditavam na juventude, no movimento estudantil, um deputado chegou a dizer em plenária na época que a UNE havia morrido, em resposta o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) disse que ele deveria tomar cuidado, pois, “se surpreenderia com a vitalidade do defunto”, três meses depois explodem grandes passeatas por todo país lideradas pela UNE e pela UBES. Lindberg Farias e Mauro Panzera, respectivamente presidentes da UNE e da UBES, eram dirigentes da UJS.

A volta dos caras pintadas treze anos depois

Depois de longos anos de muita resistência, a luta do povo brasileiro cria um feito dos mais belos de sua história, elege um nordestino, um ex-operário, da a ele o primeiro diploma de sua vida, o diploma de Presidente da República, o Brasil elege Luiz Inácio Lula da Silva.

Com uma economia em frangalhos é necessário erguer o projeto nacional de desenvolvimento, porém, este projeto não era e não é o projeto daqueles que sempre governaram, que a 500 anos saqueavam o país, a eleição de Lula era só um passo, muita luta seria e ainda é necessária para fazer valer um projeto de país avançado.

Em 2005 inicia-se uma grande ofensiva da direita com graves denúncias de corrupção. O que quero observar neste momento da história é a sagacidade política da União da Juventude Socialista, enquanto muitos se escondiam, choravam, pois, não acreditavam mais ser possível dar continuidade naquele momento ao projeto popular eleito em 2002, nós dissemos não! Eram 500 anos de história para que chegássemos até aquele momento, era preciso lutar, ocupar as ruas!

Foi assim que através do movimento estudantil propusemos a volta dos “caras pintadas”, mas, diferente de 1992, este movimento não viria para derrubar o presidente, pelo contrário, para garantir a continuidade de seu mandato. O Presidente da Câmara na época era o Dep. Aldo Rebelo (PCdoB-SP) afirmou que para derrubar o presidente teria de ser nas ruas. Todas as atenções estavam voltadas para aqueles meninos e meninas que estavam alojados no estádio Mané Garrincha e, que de la saiam todos os dias de manhã para mobilizar os estudantes de Brasília. A sociedade estava dividida.

No dia 16 de agosto de 2005 em Brasília e, por vários dias em todo o país a resposta a elite foi uma só, “Não passarão!” e, o mandato do presidente foi garantido. Mais uma vez a ousadia, a percepção aguçada daqueles e daquelas que lutam incansavelmente por um país melhor falou mais alto e, ajudamos juntos com várias outras organizações juvenis a transformar profundamente a nossa história.

O cheiro de pólvora no ar

O capitalismo enfrenta uma de suas maiores crises, o sistema financeiro está se dissolvendo. Até o momento tudo que Barack Obama fez foi salvar 22 bancos e demitir 25 milhões de trabalhadores, além de entrar em mais uma guerra invadindo a Líbia. Tem sido assim, aumento da miséria e da violência por todo o planeta.

O Brasil não é imune a esta crise, a presidenta Dilma deu boas respostas aos problemas econômicos, mas, ainda é muito pouco, chegará a hora em que não será mais possível sustentar este modelo econômico que de um lado garante uma certa distribuição de renda aos trabalhadores e de outro paga mais de cem bilhões aos banqueiros, lacaios ou, na linguagem do povo, verdadeiros agiotas! Uma hora esta corda arrebentará, e de que lado ela vai arrebentar é a grande questão!

Elevar a consciência do povo para esses problemas é a tarefa imediata e, faremos isso repetindo o que fizemos no mês passado, ocupando o Banco Central muitas outras vezes. Lutar pela reforma política é outra questão fundamental, é evidente que o congresso nacional vive uma crise institucional e, as passeatas contra a corrupção são uma resposta – embora tenham um alvo muito limitado – a esta crise institucional.

Taxar as grandes fortunas tem sido a tônica em todo o mundo e no Brasil é quase um pecado tocar neste tema, mas, não é pecado que os mais pobres paguem mais impostos como tem ocorrido, não é pecado que o Brasil consuma mais de 40% do seu PIB enchendo as burras da banca financeira!

Honrar a história de lutas da juventude é manter-se em permanente mobilização, A UJS existe para isso, para transformar a história de seu povo, para construir o socialismo. Há um cheiro de pólvora no ar e se isso é verdade, cabe a nós tentar acender este pavio!

*Ismael Cardoso é Diretor de Comunicação da UJS.