sábado, 31 de dezembro de 2011

Fim de um ano cheio de lutas e conquistas!

Com a chegada do final do ano, temos a mania de olhar pra trás, para tentar mensurar todas as experiências vividas, as batalhas enfrentadas, as metas conquistadas e as perspectivas do próximo ano. Sem sobra, nem dúvidas, 2011 foi um ano intenso e com grandes desafios. 


Esse ano, a juventude deixou a clandestinidade no Brasil e passou a existir perante nossa Constituição. A PEC da Juventude foi aprovada, fruto de muitos debates e constante pressão social. Direitos foram garantidos aos jovens, mas ainda existe um abismo enorme entre a lei e a difícil realidade encarada cotidianamente.

No mês de março, o Brasil parou. Uma intensa jornada de lutas das entidades estudantis pautou as principais reivindicações da classe estudantil brasileira. No centro da disputa estava o Plano Nacional de Educação (PNE), que vai traçar as metas da educação brasileira para os próximos 10 anos. Os estudantes demarcaram seu espaço e lutaram por mais investimentos. A luta por 10% do PIB investidos em educação, foi a pauta que unificou o movimento social brasileiro.

2011 foi o ano da UNE e da UBES. As históricas entidades do movimento social brasileiro realizaram os maiores e mais representativos congressos de suas histórias. Vale apena acrescentar os Congressos da UMES (União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas) e da UEP - Cândido Pinto que contribuíram para a ampla participação dos pernambucanos nesses fóruns. Debates intensos e manifestações de rua marcaram o ano do movimento estudantil brasileiro, que está unificado em defesa do desenvolvimento soberano, com educação de qualidade e distribuição de renda.

O ano de 2012 vem ai e com ele desafios do tamanho da coragem da nossa juventude. Somos hoje a 6ª maior economia do mundo, mas continuamos com os mesmo índices de analfabetismo, pobreza e educação precária de 10 anos atrás. Muita coisa mudou, é fato, mas não podemos perder o momento que hoje o Brasil vive. Franco crescimento econômico, potencial energético diversificado e uma população jovem e determinada. Essa é a década do Brasil. Quem venha 2012, que venha a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Seremos referência internacional. Não mais pela violência ou pelo samba. Seremos referência porque acabaremos com a miséria e construiremos um país justo, soberano e desenvolvido.


Feliz ano novo a todos!


#BlogdoMago  vai voltar em 2012 bombando!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Nem todo mundo tem natal..



O problema do natal é o sistema! Infelizmente nessa data nem todos são felizes..

Feliz Natal! Um dia todos poderão comemorar essa data!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Blog do Mago no vestibular seriado da Universidade de Pernambuco (UPE)

Nada melhor para comemorar a marca de 15.000 acessos, do que uma grata surpresa que tive na última semana. Logo após voltar do congresso da UBES usei a internet para me atualizar nas redes sociais e vi que o Blog do Mago tinha sido usado como fonte para uma questão do vestibular seriado da UPE. E o melhor de tudo, a questão perguntava ao estudante que tipo de movimento era representado na foto (que mostra uma bandeira da UJS), progressista, claro!


Gostaria de agradecer a todos que seguem e leem o Blog do Mago cotidianamente ou quando dá! Sem a força de vocês isso seria impossível! A luta por uma mídia livre e democrática passa por aqui! Estarei sempre lutando!

Boas Festas!


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

UBES toma posse no acampamento do #OcupeBrasilia


Nova presidente da entidade, Manuela Braga já lidera um dos principais movimentos em defesa da educação já realizados no país

Quinta-feira (8/12), terceiro dia de acampamento do movimento #OcupeBrasilia, e o sol continua forte em frente ao Congresso Nacional. Tubos de protetor solar são compartilhados entre todos, mas o calor seco não chega a ser problema para quem está fazendo história no gramado da Esplanada dos Ministérios. A disposição dos mais de 250 jovens, de 24 estados diferentes, permanece a mesma e se renova a cada momento com apoios de moradores, parlamentares e movimentos sociais.

Logo pela manhã, senadores, deputados e representantes do ministério da Educação passaram pela ocupação e participaram da posse da nova diretoria da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Agora, quem assume a condução da entidade é uma mulher de 19 anos, Manuela Braga, estudante de Saneamento Ambiental do Instituto Federal de Pernambuco.

Manuela foi eleita no último domingo (4/12) durante o 39º Congresso da UBES realizado em São Paulo, há apenas quatro dias, mas já lidera um dos mais importantes movimentos de mobilização estudantil já realizados no Brasil em defesa da educação. Foi após o 39º Conubes que boa parte das caravanas de estudantes rumaram sentido à capital federal. “Nosso acampamento teve início vitorioso. Logo no primeiro dia, foi aprovada, na Comissão de Educação do Senado, a destinação de 50% do Fundo Social do pré-sal para o setor. Isso foi uma grande vitória, e me orgulho de estar aqui lutando pelo Brasil”, avaliou a nova presidente.

Manu, como é carinhosamente chamada por todos, terá ao seu lado Daniel Iliescu, também eleito recentemente o novo presidente da UNE, entidade irmã dos secundaristas. “A Manu já chega como uma liderança do acampamento e tenho a certeza de que juntos vamos dar continuidade a gestão do Yann, que foi vitoriosa para todos os jovens do Brasil. Quero dar as boas vindas a essa guerreira pernambucana e desejar boa sorte para as duas entidades nos próximos dois anos. Vamos a luta!”, brindou Iliescu, abrindo oficialmente a cerimônia de posse.

A Defesa por uma Educação do tamanho do Brasil continua

Quem se despede da UBES é Yann Evanovick, amazonense que nos últimos dois anos liderou os estudantes secundaristas e ganhou o respeito e admiração de figuras como a presidente do Instituo Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Malvina Tuttman, e a deputada federal Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da Comissão de Educação da Câmara.


“Vim aqui hoje desejar boa sorte para a Manuela, mas não posso esquecer do Yann, que foi sempre uma pessoa do diálogo e preocupada com a qualidade da educação no Brasil. Temos uma luta em torno do fim do vestibular e conto com a UBES para travarmos essa batalha”, pontuou Tuttman.

Já Fátima Bezerra, que havia na quarta-feira a noite feito uma visita ao acampamento, fez questão de retornar para prestigiar a posse da UBES. “Yann foi um guerreiro, um lutador”, disse, e lembrou a famosa música de Geraldo Vandré para convocar a estudantada a “não esperar acontecer” e fazer “a hora do PNE, a hora de de lutar por uma educação do tamanho do Brasil”.

Parlamentares exaltam a luta da entidade no #OcupeBrasilia

Uma das falas mais aplaudidas foi a do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), parlamentar mais jovem da Casa e ex-militante do movimento estudantil. Tendo participado da UNE e da UBES, ele homenageou Honestino Guimarães e lembrou a história de lutas das entidades contra ditaduras e nas mobilizações pelas “Diretas Já!” e no “Fora Collor”. Hoje, Randolfe encabeça uma das principais bandeiras dos jovens brasileiros, a aprovação do texto Estatuto da Juventude, que contemple a meia entrada como direito dos estudantes. Ele é o relator da matéria no Senado.

“Fui da situação e da oposição no movimento estudantil, mas nunca cai no canto da sereia daqueles que quiseram dividir as entidades. Por isso, se depender do meu mandato e pela minha vontade eu vou colocar em votação na semana que vem na Comissão de Constituição e Justiça o Estatuto da Juventude e o meu texto irá constar a meia entrada exclusiva parta os estudantes”, garantiu.

Outros dois representante do Senado presentes à posse demostraram que a pressão do #OcupeBrasilia em defesa de mais investimentos para a educação já deram resultado. Inácio Arruda (PcdoB-CE) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) são, respectivamente, autor e relator do Projeto de Lei do Senado (PLS138/2011), que estabelece que 50% do fundo social do Pré-sal seja destinado para a educação. Na versão aprovada pela Comissão de Educação do Senado, desses 50%, no mínimo 70% terão de ser destinados à educação básica; 20% para a educação superior; e 10% para ciência e tecnologia.

Inácio lembrou da ultima mobilização da UNE e da UBES em Brasília no dia 31 de agosto contra o aumento dos juros em frente ao Banco Central na capital federal. Na ocasião, o senador lavou a porta do BC ao lado dos estudantes. “O país está crescendo, mas é preciso crescer mais e colocar o dinheiro aqui. Os juros no Brasil são escandalosos e crimininoso”, protestou, defendendo ainda uma maior valorização dos professores e um escola em tempo integral. “A campanha pelo Pré-sal faz lembrar a campanha do Petróleo é Nosso, vamos em frente porque só a juventude pode conquistar essa vitória”, convocou.

Quem também falou sobre a importância da UBES se colocar à frente na luta por um ensino integral foi o deputado Brizola Neto (PDT-RJ), que destacou a unidade dos movimentos sociais como elemento pontual para a disputa da pauta nacional.

Os deputados Daniel Almeida (PcdoB-BA) e Ivan Valente (PSOL-SP) relembraram a resistência do movimento estudantil ao longo de todos esses anos e disseram que não existe nenhum momento da história brasileira que os estudantes não estiveram lá presentes para defender o país. Ivan contou que foi companheiro de Honestino Guimarães quando ambos combateram a ditadura na clandestinidade. “Me encontrei com ele no Rio de Janeiro e quero aqui fazer uma grande homenagem ao grande líder que ele foi”, lembrou. Honestino foi morto pela ditadura militar e é desaparecido político até os dias de hoje.

Ivan Valente, que acompanhou a apresentação do texto substitutivo do Plano Nacional de Educação, feita na terça-feira na Câmara, disse que os estudantes não podem aceitar menos de 10% do PIB para a educação. “Isso não é um número cabalístico”, brincou. “Ainda são 60 milhões de analfabetos, a maioria das crianças do país não estão em creches, não chegamos a 50% de presença no ensino médio. Além disso, o salário dos professores é baixo e a qualidade do ensino também. Se não investirmos forte em educação, continuaremos a patinar com os piores indicadores educacionais do planeta”, criticou


Seu companheiro de legenda, Chico Alencar (PSOL-RJ), relatou para os acampados as viagens que fez para os país onde estão ocorrendo protestos como os da praça Tahrir, em Cairo, no Egito e da praça de Madri, em Barcelona, na Espanha. “Em todos esses lugares e muitos outros, quem está mobilizando e mudando os rumos do mundo são os jovens”, provocou, dizendo que o #OcupeBrasilia traz também muitos pontos em comum com esses outros movimento que pipocam pelo mundo. “Em todos eles e aqui também existe a negação do sistema em sua essência”, finalizou.

Rafael Minoro para www.une.org.br

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Comissão aprova os 50% do fundo social do Pré-sal para Educação, Ciência e Tecnologia


UNE, UBES, ANPG, junto com centenas de estudantes de todo o Brasil, comemoram primeira vitória do #OcupeBrasilia

Com a presença de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou nesta terça-feira (6), por unanimidade, o PLS 138/11 , projeto de lei que destina às áreas de educação e de ciência e tecnologia metade dos recursos do Fundo Social. Criado no final do ano passado, o Fundo Social tem entre as suas principais fontes de receita os recursos do petróleo retirado da camada pré-sal.

Texto que havia sido aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura determina um mínimo de 50% dos recursos do Fundo Social para programas e projetos de desenvolvimento da educação pública (básica e superior). Mas emenda apresentada pelo relator na CE, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), incluiu ainda a área de ciência e tecnologia. Na versão aprovada pela CE, desses 50%, no mínimo 70% terão de ser destinados à educação básica; 20% para a educação superior; e 10% para ciência e tecnologia.

Essa pode ser considerada a primeira vitória o movimento, organizado pela UNE, UBES e ANPG, chamado #OcupeBrasília. Desde a manhã de hoje, 6 de dezembro, mais de 200 jovens, de diferentes estados do Brasil, estão acampados na capital federal, no gramado em frente ao Congresso Nacional com o objetivo de acompanhar a tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE) e reivindicar a sua votação ainda este ano, com a aprovação de uma meta de investimento público da educação em 10% do Produto Interno Bruto (PIB). 

Segundo Antonio Carlos Valadares, a destinação de recursos mais expressivos para a educação é coerente com as metas fixadas pelo Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020, enviado pela presidente Dilma Rousseff ao Congresso Nacional. Dentre elas estão: ampliar o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de sete por cento do produto interno bruto (PIB) do País e universalizar o acesso à educação.

O autor do projeto, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), lembra que a destinação de metade do Fundo Social à educação já estava prevista na lei que o criou, mas acabou vetada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

- Toda inspiração da criação da do Fundo Social do Pré-sal estava vinculado quase que unicamente à educação. Se conseguirmos 50% para educação e ciência e tecnologia nós ajudamos todas as outras áreas – disse Inácio Arruda.

Já o senador Wellington Dias elogiou a iniciativa e se posicionou favorável à proposta, mas alegou que os percentuais sugeridos talvez sejam revistos pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde o projeto será votado em decisão terminativa.

- Estamos falando aqui de metade de US$ 1,5 trilhão para a educação. Não precisa desses recursos, por maiores que sejam as despesas, só para a educação. É um montante considerado muito elevado – disse o parlamentar.

Da Redação (www.une.org.br), com informações da Agência Senado

6 de dezembro de 2011, ocupamos Brasília!


O concreto da Esplanada dos Ministérios ganhou tom diferente nesta terça-feira; mais de 100 barracas estão agora fincadas na terra vermelha em frente ao Congresso Nacional

“Ocupamos este trecho do Planalto Central em um momento decisivo para as nossas vidas e as dos próximos que virão, com a votação do Plano Nacional de Educação (PNE) e a realização da 2ª Conferência Nacional de Juventude [...] Ocupamos este trecho da capital federal para impedir o retrocesso injustificável que se desenhará se o PNE não for aprovado ainda este ano. O Brasil precisa de 10% do Produto Interno Bruto aplicados, exclusivamente, na educação pública, escolas e professores do país”.

O manifesto de convocação do #OcupeBrasília, do qual trechos podem ser lidos acima e as íntegra aqui, começou a ser distribuído logo pela manhã desta terça-feira (6/12), via redes sociais da internet. Ao mesmo tempo, na capital federal, cerca de 250 estudantes de 24 estados do Brasil tomavam a Esplanada dos Ministérios e fizeram o movimento alcançar o famoso e disputado “trends topics” do twitter.

UNE, UBES, ANPG e cada jovem que pintou a cara no sol forte e seco do planalto central, ou cada internauta que mandou sua mensagem de apoio, faziam história a partir daquele momento. A uma quadra do Congresso Nacional, os estudantes armaram acampamento com o objetivo de acompanhar a tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE) e reivindicar a sua votação ainda este ano, com a aprovação de uma meta de investimento público da educação em 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Mais dois ônibus são aguardados para incorporar a ocupação, um vindo das Minas, de Uberlândia e Uberaba, e outro da vizinha Goiânia. Nesta quarta são esperados ainda estudantes da Universidade de Brasília e escolas da região.

Além de chamar a atenção da imprensa do lado de fora com a inusitada cena das barracas, o movimento também reverberou dentro do Congresso Nacional, fazendo pressão pelos 10 % do PIB para a educação. No momento da leitura do parecer do relator Angelo Vanhoni sobre o PNE, cerca de 50 estudantes, mesmo depois de viajarem horas até Brasília, acompanharam a audiência no Plenário 10 da Câmara.

Para as entidades estudantis, o percentual de 8% apresentado por Vanhoni é insuficiente e não garante os avanços necessários para financiar com qualidade a educação no Brasil. Nesta quarta-feira, os estudantes vão se reunir com Vanhoni e a deputada Fatima Bezerra, presidente da Comissão de Educação da Câmara, para discutir e analisar todos as mudanças feitas no PNE.

NOSSA VITÓRIA NÃO SERÁ POR ACIDENTE

A pressão do estudantes acampados, no entanto, já colhe frutos da mobilização. A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou na terça-feira pela manhã, por unanimidade, o PLS 138/11, de autoria do senadores Inácio Arruda (PCdoB-CE) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que destina às áreas de educação e de ciência e tecnologia metade dos recursos do Fundo Social do Pré-sal. Criado no final do ano passado, o Fundo Social tem entre as suas principais fontes de receita os recursos do petróleo retirado da camada pré-sal do petróleo brasileiro.

O texto que havia sido aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura determina um mínimo de 50% dos recursos do Fundo Social para programas e projetos de desenvolvimento da educação pública (básica e superior). A emenda apresentada por Valadares incluiu ainda a área de ciência e tecnologia. Na versão aprovada pela CE, desses 50%, no mínimo 70% terão de ser destinados à educação básica; 20% para a educação superior; e 10% para ciência e tecnologia.

DEPUTADOS VISITAM ACAMPAMENTO

Legitimando o movimento, ao fim do dia o #OcupeBrasília recebeu a visita dos deputados federais Manuela d’Ávila, Luciana Santos, Assis Melo e Raul Henry. A representante da Contee, Adercia Bezerra, também levou solidariedade e apoio aos estudantes.

Manuela, que é ex-diretora da UNE, reviu amigos, tirou fotos com estudantes, conversou com os acampados e falou do momento histórico vivido por cada um deles. De frente para o o Congresso Nacional, frisou a importância de todos ali estarem à frente da casa do povo, “que precisa de ter o povo mais perto” e ressaltou a participação da juventude para mudar a cara do Brasil.


A deputada defendeu bandeiras como a destinação de 50% do fundo social do pré-sal para a educação e a meia entrada para estudantes. “O mundo se expressa da maneira mais maravilhosa a partir da cultura e da arte”, disse, sobre o fato do acesso à cultura provocar transformações, principalmente, nos jovens. E brincou: “Vocês irão passar aqui dias muito divertidos, porque a melhor parte de acampar não é só a luta. Aqui também é um espaço para ser jovem, ser feliz. Aqui tem gente que pensa como a gente, aqui tem gente que luta como a gente. Desejo um bom acampamento para todos”, disse a Manu, como é carinhosamente chamada pelos estudantes.

Mesmo não estando presente, a senadora Vanessa Graziottin e a ex-presidente da UNE, Lúcia Stumpf, mandaram recados para os estudantes acampados por meio do Twitter. “Bom dia TL! Mesmo distante (África do Sul, COP 17) quero registrar o meu apoio aos estudantes brasileiros que não fogem à luta @_une e @_ubes, Eles estão acampados deste de ontem na esplanada dos ministérios em defesa da meia entrada, 10% do PIB e 50% do pré Sal p/ educação…É O OCUPA BRASÍLIA!! Força Jovens podem contar com o nosso mandato @_une @_ubes”, postou a senadora Vanessa em seu microblog.

CIDADE DOS ESTUDANTES

No acampamento com mais de 100 barracas, todas as tarefas são organizadas por meio de comissões. Alimentação, limpeza, articulação política, tudo é dividido e todos os estudantes possuem uma função na cidade, que foi planejada de uma maneira criativa, como conta o “prefeito” da ocupação, o presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, Alexandre ‘Cherno’ Silva: “Criamos bairros, ruas, avenidas e comissões para organizar o nosso acampamento que traz na sua essência a irreverência da nossa juventude”.


Os nomes dos grandes líderes do movimento estudantil e da história nacional figuram pelo espaço. Os jovens criaram no acampamento as avenidas Edson Luís e Honestino Guimarães, em homenagem aos estudantes mortos e desaparecidos na época da ditadura, o bairro Lampião e o estádio Sócrates, título escolhido para o campo de futebol. Já de uma forma bem humorada, os maranhenses construíram com 9 barracas a “Vila Sarneylândia”.

“Essa semana é decisiva para o movimento estudantil e a juventude. Hoje conquistamos, acompanhando de perto, a aprovação do 50% do fundo social do pré-sal para a educação e estamos firmes na discussão do Plano Nacional da Educação para aprovação dos 10% do PIB para a educação e a meia entrada para os estudantes em eventos culturais e esportivos. Esta ocupação está em consonância com o movimento pela luta da liberdade, tornando a juventude como a ponta de lança da transformação”, convoca o presidente da UNE, Daniel Iliescu.

QUEM É QUEM NO #OCUPEBRASÍLIA

De diferentes estados, sotaques e costumes. Estes são os rostos que, pintados das cores da nação, constroem o momento histórico da juventude brasileira. Muitos estudantes estão fora de casa a uma semana e vieram para Brasília mobilizados após o 39º Congresso da UBES (Conubes), como a secundarista do estado do Pará, Laura Eli. “Ficarei aqui acampada o tempo que for necessário para a aprovação de todas as nossas pautas. Acredito na luta dos estudantes e quero contribuir representando o meu estado”, garante.

Bianca Innocenti, estudante secundarista de Santa Catarina, viajou cerca de 16 horas até São Paulo, para o Conubes. Depois de 3 dias participando do encontro, com diversos debates e a eleição da nova presidente da entidade, a estudante viajou mais 18 horas até a capital federal. “Estou aqui para ajudar a mudar a história do nosso país e fazer com que o movimento dos caras-pintadas volte novamente a transformar a nossa sociedade, desta vez com a luta pela conquista dos 10% do PIB para a educação”.

“PELADA DA MEIA”

Em uma brincadeira em tom irreverente, os jovens pretendem realizar todos os dias uma grande “pelada da meia”, na qual a única regra é estar vestido apenas de meia, sem chuteiras ou tênis. O jogo de futebol faz uma alusão à luta das entidades estudantis para garantir o direito à meia entrada para os estudantes nos jogos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Uma série de atividades culturais estão programadas para acontecer no #OcupeBrasília, entre elas shows de música, sessão de cinemas e saraus, organizados pelos próprios estudantes. De Santos, litoral de São Paulo, a juventude traz o tom na crítica usando como base o Hip Hop, enquanto os estudantes de Santa Catarina preparam para o encontro, cenas de teatro e contação de história. O CUCA do Rio de Janeiro realizará oficinas de circo, poesia e expressão corporal e uma grande gincana entre todos os estudantes, fechará a programação.

Rafael Minoro e Thatiane Ferrari para: www.une.org.br

Pernambucana Manuela Braga é nova presidenta da UBES


Terminou neste domingo (4/12) o 39º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), que reuniu em São Paulo cerca de cinco mil estudantes do ensino fundamental, médio, profissionalizante e pré-vestibular de todos os estados do país. Os encontro começou na quinta-feira e os dois primeiros dias ocorreram no Expo Center Norte. Já a plenária final foi realizada no ginásio do Colégio Salesiano, em Santa Teresinha. Os jovens elegeram, como nova presidenta, a estudante pernambucana Manuela Braga, de 19 anos, aluna do curso técnico de Saneamento Ambiental no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE).

Manuela, que vive no Recife e cujos pais vieram do interior, terá agora o desafio de percorrer as escolas de todo o país, conhecendo os problemas de cada grêmio e debatendo soluções para a educação brasileira. Ela é fã de música brasileira e literatura, já havia sido presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Recife (UMES) e líder do grêmio de sua escola. (Leia mais abaixo o perfil completo da nova presidente da UBES)

Participaram da votação 1.561 delegados, estudantes escolhidos em eleições realizadas em escolas de todo o país. A chapa que elegeu Manuela, “Movimento estudantil unificado pelas mudanças do Brasil”, teve 1.288 votos, correspondendo a 82,5% do total. O outro candidato à presidente da UBES foi Gladson Reis, de Belo Horizonte, representando a chapa “Rebele-se: A UBES é para lutar”, que teve 273 votos, 17,5% do total.

Considerado o mais importante encontro do movimento estudantil brasileiro, ao lado do Congresso da UNE, o Congresso da UBES definiu os rumos do movimento estudantil secundarista para os próximos dois anos. Com o tema “Todos juntos por uma educação do tamanho do Brasil”, o encontro serviu também para convocar a manifestação #OcupeBrasília, um acampamento dos jovens na Esplanada dos Ministérios, a partir dessa segunda-feira (5), em defesa da aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) com 10% do PIB investidos nesse setor.

MACABÉA ÀS AVESSAS: DO NORDESTE PARA OS HOLOFOTES

A estudante Manuela Braga, de 19 anos, aluna do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFPE), diz que sempre esteve entre as mais estudiosas na escola: “Não consigo não estudar”, revela, rejeitando porém o rótulo de nerd ou cabeçuda. A partir de agora, terá de conciliar as aulas, livros e provas do curso de Saneamento Ambiental com a grandiosa missão de representar todos os milhões de estudantes brasileiros do ensino fundamental, médio, técnico e pré-vestibular como nova presidenta da sexagenária União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

Ao que parece, não será fácil. Nos bastidores do Congresso que a elegeu, visivelmente emocionada, deixa escapar que está com a cabeça, também, nas aulas de biotecnologia. Na verdade, facilidade não é a regra na história de vida dessa jovem nordestina, cuja mãe veio da pequena Nazaré, no interior do Piauí, e o pai de Vicência, no sertão pernambucano. Os dois se mudaram para o Recife nos anos 80, ela como babá e ele como vendedor de marmitas. Hoje, observam o progresso da filha, entre os livros e a militância. Participante da União da Juventude Socialista (UJS), antes de se tornar presidenta da UBES, ela presidiu também a União Metropolitana de Estudantes Secundaristas do Recife e foi líder do grêmio de sua escola técnica.

Comunicativa e animada, Manuela é fã de forró, MPB e até funk carioca, guarda carinho também pelo teatro e pelo cinema. Na literatura, seu livro favorito é “A Hora da Estrela”, cânone de Clarice Lispector. Curiosamente, o romance conta a vida de outra jovem nordestina, Macabéa, com origens familiares pobres nos rincões do Brasil. No entanto, ao contrário da personagem lispectoriana, cuja triste trajetória é marcada pela exclusão social, pela opressão e o esquecimento no sudeste, Manuela ganha o centro das atenções no debate público do país, tendo muito a falar e disposta a mudar a realidade:

“Sempre me incomodei em conhecer estudantes pobres que não assistiam aula por não ter dinheiro para o transporte, sempre me incomodei em conhecer alunos do turno da noite que não possuíam dinheiro para a alimentação. Essa ainda é a realidade de muitos, não somente no nordeste, mas em todo o país”, afirma. Como principais objetivos de sua gestão Manuela elenca a ampliação do ensino técnico e de projetos como o Pronatec, a reforma do ensino médio aliando a educação propedêutica à aprendizagem profisisonal, o aumento de investimentos na escola pública, a conquista federal da meia-entrada e do passe-livre para estudantes de todos os estados e o fortalecimento das políticas públicas para a juventude no país.

Além disso, espera ver o movimento estudantil secundarista ainda mais antenado com outras pautas como o meio ambiente, assunto que gosta e domina, e o preconceito contra as mulheres. “Conheço muitas meninas, dentro das escolas desse país, que têm sonhos, inteligência e muita capacidade de participar dos grêmios, da UBES, mas sofrem preconceitos e repressão de todos os tipos. São mal vistas pelos colegas, pela família, pela sociedade que não compreende uma mulher nova e livre, com participação política, poder e voz. Isso precisa mudar”, enfatiza, em um tom que soa como um convite a todas as potenciais jovens Macabéas do Brasil a se tornarem protagonistas na mudança do roteiro de suas vidas e da nação.



Artênius Daniel e Rafael Minoro para o Blog da UBES

Congresso da UBES discute as novas diretrizes do Ensino Médio


Estudantes se reuniram com representantes do movimento de professores e do Conselho Nacional de Educação

No país em que a população de 15 a 17 anos soma 10, 3 milhões, apenas 50% destes estão matriculados no ensino médio, dado impactante que foi colocado em debate nesta sexta-feira (2/12) no 39º Congresso da UBES que aconteceu em São Paulo no Expo Center Norte.

A mesa, que reuniu cerca de 200 estudantes, foi composta por José Fernandes, professor e conselheiro do Conselho Nacional de Educação; Neuza Santana, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps); Douglas Izzo do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), e os diretores da UBES de Santa Catarina, Anderson Oliveira, e do Ceará, Renata Beatriz.

Em discussão esteve a formulação de novas alternativas para o ensino médio do país. As propostas para essa reforma estão no documento redigido pelo Conselho Nacional de Educação, que será apresentado às escolas no próximo ano, sem nenhuma obrigatoriedade, cabendo à cada escola sua aplicação, como afirma o conselheiro José Fernandes:

“O que precisamos é levar esses debates às escolas, assim teremos a revolução e a mudança do ensino médio, sua melhoria se dará através da definição de sua identidade e finalidade. Entendemos que o ensino médio deve preparar os jovens para continuidade seus estudos, o mundo do trabalho, cidadania a vida dos estudantes”

Bandeiras de lutas e conquistas da UBES, como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), estiveram na pauta. O professor Douglas Izzo pontuou essas questões: “Um ensino público e de qualidade só será possível quando as escolas tiverem aporte para receber os estudantes. Por isso, nós defendemos 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a educação”.

A VOZ E A VEZ DOS ESTUDANTES

Os 120 estudantes que participaram do debate apresentaram as necessidades de mudança na realidade das 12 mil escolas representadas pelo 39º Conubes e falaram em nome de seus estados.

“Para haver essa reforma, precisamos de professores qualificados e escolas bem estruturadas. Os professores precisam saber o que será feito, ter preparação em suas universidades. Somente com investimento na qualificação dos nossos professores e laboratórios poderemos melhorar as escolas do país”, disse Andressa do Rio Grande do Sul. Palavras de ordem como “professor é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo”, acompanharam as falas dos estudantes.

As novas diretrizes do ensino médio deverão ser acompanhadas de perto pela próxima gestão da UBES, na construção de uma escola mais acessível, com qualidade e capaz de transformar toda a sociedade brasileira.

Suevelin Cinti para o Blog da UBES

Democracia e Pluralidade marcam a Plenária Final do 39° CONUBES


Estudantes das diversas forças políticas que compõem a UBES apresentaram suas propostas e aprovaram proposta de conjuntura e resoluções que servirão de diretrizes para o movimento secundarista

Dando continuidade ao congresso que reúne os secundaristas dos quatro cantos do Brasil, na tarde deste sábado (3), aconteceu a Plenária Final do 39º Congresso da UBES (Conubes), que mais uma vez, afirmou a unidade democrática da entidade. Com muita irreverência, 5 mil estudantes ocuparam o ginásio do Colégio Salesiano Santa Teresinha, zona norte de São Paulo. Na ocasião, foram votadas as conjunturas e resoluções que nortearão a UBES nos próximos anos.

Com muitas palmas, a apresentação do vídeo de homenagem aos 30 anos de reconstrução da UBES após a ditadura militar, marcou a abertura da plenária final. Depois de participarem dos grupos de debate que aconteceram durante o Conubes, os estudantes de diversas forças políticas, apresentaram suas resoluções com sugestões e perspectivas para atuação do movimento secundarista.

Jovens como Lucimar Eleutério, 18, do Mato Grosso do Sul, veio ao Conubes pela primeira vez, e afirma que com essa organização da UBES as mudanças serão possíveis na educação do nosso país: “O que mais me chamou atenção foi a discussão política limpa que podemos realizar aqui, e sem dúvidas, daqui há dois anos, viremos aqui novamente e veremos as melhorias e reais mudanças que conquistamos com as nossas lutas”, afirmou.

APROVAÇÃO E VOTO SÃO DOS ESTUDANTES

Depois de lidas, as conjunturas e resoluções embasadas em discussões que os secundaristas tiveram nos grupos de debates e em todo o congresso, eles também tiveram a vez de falar e fazer seus apontamentos às propostas apresentadas. Entre os principais pontos, esteve a Jornada de Lutas de 2012 na defesa por investimentos de 10% do PIB para educação e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para educação; meia-entrada estudantil, especialmente na Copa do Mundo de 2014; baixa dos juros; defesa dos direitos do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT), e a convocação do #OcupeBrasília que acontece na próxima semana.

As arquibancadas, tomadas pela disposição e engajamento político dos jovens, vibrava a cada fala dos jovens que representavam as delegações. Mais barulho e palavras de ordem tomaram conta do ginásio quando os delegados eleitos, em nome de seus estados e escolas, votaram nas resoluções de Educação e Movimento Estudantil, além de aprovarem, por aclamação, a proposta de conjuntura.

Segundo o presidente da UBES, Yann Evanovick, a pluralidade de ideias mais uma vez se fez presente no Conubes: “O 39° Congresso da UBES demosntrou a democracia interna que existe no movimento secundarista, que além de promover o diálogo entre as diferentes forças políticas, também permite a livre expressão dos estudantes que não pertencem à nenhuma força”, disse o amazonense que estará hoje (4) na 2ª Plenária Final do Conubes, agora elegendo a nova diretoria da entidade.

LEIA AQUI OS DOCUMENTOS APROVADOS NO 39° CONUBES:

CONJUNTURA
PROPOSTAS CONSENSUAIS
MOVIMENTO ESTUDANTIL
EDUCAÇÃO

Fonte: http://ubescomunica.wordpress.com

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sutiã da Maitê não resiste a Belo Monte!

Vídeo feito por alunos de Engenharia Civil e de Economia da Unicamp, rebate movimento Gota D’Água, vídeo promovido por atores globais contra a construção da Usina de Belo Monte, com informação e argumento de qualidade.

Assista o vídeo:


Veja alguns números sobre Belo Monte:



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

UBES pra frente, Manu Presidente!


Na noite do último dia vinte e um, o movimento “Tenho algo a Dizer” indica sua candidata a presidente da UBES: Manuela Braga! Pernambucana, conhecida por Manu, e, estudante de saneamento ambiental do Instituto Federal de Pernambuco. Manu foi vice-presidente do grêmio do CEFET, depois foi presidente do Grêmio do IFPE, foi presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco – UMES-PE e, atualmente, é a 1ª Diretora de Escolas Técnicas da UBES.

Com apenas 19 anos Manu já liderou grandes lutas no estado de Pernambuco. Esteve presente em todas as lutas contra o aumento de tarifas do transporte público, foi responsável pela conquista da participação institucional dos estudantes na gestão democrática do IFPE, fazendo com que hoje o grêmio do IFPE tenha assento em todos os conselhos desta instituição. E não pára por aí, a liderança de Manu foi decisiva para a transformação da CEFET – PE em Instituto Federal, para a conquista da reserva de vagas de 50% para os estudantes de escola pública no IFPE e, sem dúvida, para a conquista da gratuidade da Universidade de Pernambuco para os estudantes pernambucanos.

A escolha de nossa candidata aconteceu num clima efusivo, com muita unidade e emoção pela Direção Nacional da UJS. Os motivos já são claros, mas Manu carrega ainda a leveza e determinação política que, sem dúvida, fará uma UBES ainda maior, com prestígio social e com a cara e cores dos estudantes brasileiros. Mas, para que a gente chegue lá, ainda falta percorrer uma estrada: levar mais e mais delegados ao 39º Congresso da UBES, combater a dispersão, ganhar o debate e os estudantes brasileiros para a nossa opinião!

E por falar em cara dos estudantes brasileiros, cada vez mais esta cara tem sido das mulheres! A sociedade em que vivemos nos leva a conviver com vários tipos de opressão, mas a indignação e rebeldia da juventude permite que o movimento “Tenho algo a Dizer” vá além do discurso e combata na prática estas opressões. A juventude experimenta mais, se indigna mais e é isso que faz o nosso movimento ter elegido como presidente da União Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro, a jovem negra e homossexual, Mel. É isso que nos levou a eleger Jéssica como Presidente da UGES – GO, Bárbara na AMES – RJ, Brenna na ACES – CE, Isadora na UCMG, Dani na AME – MT e Nicole na UPES.

A participação das mulheres na política e nos espaços de poder é uma luta de todos os membros do movimento “Tenho algo a Dizer”, homens e mulheres. À medida que nós lutamos pelo desenvolvimento social, pela reforma da educação brasileira, nós precisamos promover as mulheres em todos os lugares, pois é impossível desenvolver o nosso país sem a participação decisiva das mulheres. A eleição da Presidente Dilma é um marco importante para esta luta e, com certeza, inspira muitas mulheres pelo Brasil afora. E, é neste rumo que nós do movimento “Tenho algo a Dizer” pretendemos seguir batalhando para eleger Manu presidente da UBES.


Anne Cabral
Diretora M.E. Secundarista
União da Juventude Socialista

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Estudantes de Santa Cruz do Capibaribe saem as ruas em Defesa do Pólo de Confecções!

* Por Iana Paula

Lideranças estudantis tomam as ruas de Santa Cruz do Capibaribe

Por sua localização no agreste pernambucano, em clima seco e pouco propício à agricultura, Santa Cruz do Capiaribe encontrou na confecção uma alternativa de desenvolvimento. Falar no polo de confecções que hoje compreende as cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru e Toritama e possui mais de 20 mil empresas e emprega mais de 150 mil pessoas, é falar na história de um povo que soube lutar por sua sobrevivência, soube ousar e empreender!

Recentemente, um empresário de forma irresponsável importou lixo hospitalar do Estados Unidos para utilizar na fabricação de forros de bolsos. E desde lá o polo de confecções, produto do esforço do povo santacruzense, vem sendo punido pela atitude isolada de um indivíduo. A tentativa de colocar a todos no lugar comum deste "empresário" foi repudiada pelos estudantes da cidade que saíram às ruas na última sexta-feira (04 de novembro) convocados pela AESSCC (Associação dos Estudantes Secundaristas de Santa Cruz do Capibaribe) para defender o nome e a história de sua confecção. 

Centenas de jovens estiveram presentes de demonstraram sua indignação

Sob a bandeira da defesa do Pólo de Confecções centenas de estudantes percorreram as principais ruas da cidade conclamando a população a se unir em torno desta causa. "Santa Cruz do Capibaribe produz confecção sim, mas de qualidade e à preço acessível"! como lembra o estudante de Engenharia da UFPE e ex-diretor da UBES, Tiago Oliveira. O ato encerrou com muito simbolismo na praça que leva o nome dos estudantes, com a presença de vereadores da cidade e os deputados estaduais da região.

Militantes da UJS segurando a bandeira da entidade durante a passeata

Mais uma vez os estudantes mostraram a característica histórica do movimento estudantil de lutar pelas grandes causas em defesa do seu povo. O polo de confecções foi construído pelo povo santacruzense e este mesmo povo não vai permitir que sua história seja maculada. Os estudantes são vanguarda nessa defesa ! Sempre foram e sempre serão. 

Confira o vídeo da manifestação:



* Iana Paula é Tesoureira da UEP - Cândido Pinto e Presidente da UJS-SCC

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Novo ministro do Esporte toma posse em cerimônia no Palácio do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (31), que o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, tem “plenas condições” de assumir os programas da pasta e estabelecer relações claras com todos os entes envolvidos com a preparação da Copa do Mundo de 2014. Na cerimônia de posse do novo integrante do governo no Palácio do Planalto, que contou a participação do embaixador honorário da Copa, o ex-jogador Pelé, a presidenta ressaltou ainda que Aldo Rebelo deverá buscar soluções para preservar as leis em vigor no país.

“Estou certa que o novo ministro do Esporte saberá empreender, realizar e, quando for o caso, negociar a busca de soluções em que todos ganhem, principalmente e especialmente, o Brasil e o povo brasileiro, sem que a ninguém seja imposto abdicar de princípios e direitos legais em vigor no país.”

No seu discurso, Dilma Rousseff defendeu também a manutenção das políticas públicas e a participação do PCdoB em seu governo.

“As mudanças podem ocorrer, pessoas podem nos deixar, mas as políticas e as linhas de ação terão que ser preservadas. Perco um colaborador, mas preservo o apoio de um partido cuja presença no meu governo considero fundamental”, disse a presidenta. 

Solenidade – A cerimônia foi marcada por despedidas e apresentações. O ex-ministro do Esporte Orlando Silva agradeceu à presidenta Dilma o apoio, a confiança e a solidariedade, defendeu seu partido e apresentou seu sucessor no cargo.

“Falo com altivez que faço parte da mesma tradição, do mesmo partido que Aldo Rebelo. Mais uma vez, sua capacidade vai encantar.”

No seu discurso de posse, o novo ministro do Esporte privilegiou o futebol. Para Aldo Rebelo, no Brasil, futebol é fator de integração, afirmação e identidade nacional.

“Ninguém escapa ao fascínio e à influência que o futebol exerce. E o Brasil apoia a festa mundial do futebol”, disse Aldo Rebelo, citando a paixão de escritores e músicos por seus times. 

Elogiando seu antecessor, o novo ministro defendeu o legado de Orlando Silva.

“Aceito com humildade esse desafio que se torna mais leve, menor, exatamente pelo que foi construído e realizado até agora”, disse.

E já que o tema era futebol, a presidenta Dilma emprestou do ex-presidente Lula uma metáfora para encerrar a cerimônia e anunciar um novo começo.

“Hoje colocamos a bola no chão, reiniciamos o jogo, e vamos para o ataque por um Brasil mais justo e mais desenvolvido. Essa será a vitória de todos nós.”

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

31 de outubro de 1904 - Dia da saúde pública


Aprovada, graças ao médico Osvaldo Cruz, a Lei da Vacina Obrigatória. Sob ataque da imprensa, ela chega a causar um levante popular na capital (a Revolta da Vacina), mas é um marco histórico da saúde pública no país. A vacina termina se impondo e liquida a febre amarela, antes endêmica no Rio.


Osvaldo Cruz, na mordaz caricatura de Bambino.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

De cabeça erguida, o PCdoB segue na luta

Dando seguimento à escalada de tentativas de desestabilização do governo da presidenta Dilma Rousseff, desde o último dia 15 o campo político reacionário do país, e veículos do monopólio de comunicação, desencadearam uma criminosa campanha difamatória contra o ministro Orlando Silva e o Partido Comunista do Brasil.

O PCdoB, neste momento, vem reafirmar a convicção na inocência e integridade de Orlando Silva no exercício da titularidade do Ministério do Esporte. Esta convicção é baseada na ausência absoluta de provas, na fonte desqualificada que o acusa, e na sinceridade e na segurança com que ele sustenta que não há fatos que o incriminem.

Ressaltamos que desde a primeira hora Orlando defendeu com altivez sua honra e dignidade. Demonstrando segurança de que tudo deriva de uma campanha difamatória, de pronto ele solicitou a investigação provocada pelo Procurador-Geral da República junto ao Supremo Tribunal Federal. Além disso, pediu à Polícia Federal e a outros órgãos de controle do Estado uma apuração rigorosa das falsas acusações que lhe foram lançadas. Também, abriu mão de seus sigilos telefônico, fiscal, bancário e de correspondência.

É importante assinalar que a gestão de Orlando Silva à frente do Ministério do Esporte elevou esta pasta a outra dimensão. Prova disso é a conquista da realização no Brasil da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Destacam-se, também, as políticas aplicadas e o sucesso que alcançaram tanto em termos de difusão massiva de práticas desportivas, quanto aos recordes alcançados pelo Brasil em competições e o aumento do número de nossos atletas com nível de desempenho internacional, como fica evidente com o desempenho da delegação brasileira nos Jogos Pan-Americanos, no México.

O Partido Comunista do Brasil uma vez mais rechaça os ataques contra sua legenda igualmente caluniosos e sem provas. Nosso Partido tem 90 anos de história de luta e de heroísmo em defesa do Brasil e da democracia. Nossa legenda tem um perfil ideológico claro e um Programa Socialista que defende o fortalecimento da Nação e uma vida digna para o nosso povo. A verdadeira “caçada” movida contra ele pelo campo político reacionário do país e veículos do monopólio midiático vem do seu fortalecimento crescente na condição de um Partido contemporâneo e revolucionário.

Porém, entendemos que esse ataque não é somente contra a liderança de Orlando Silva e o nosso Partido. O objetivo das forças conservadoras e da grande mídia é golpear o governo da presidenta Dilma Rousseff quando ela lidera com êxito o enfrentamento dos efeitos da crise capitalista mundial sobre o Brasil.

O Partido e o companheiro Orlando Silva estão de cabeça erguida e altiva diante desta campanha infame. O tempo e as investigações irão demonstrar que tudo não passa de calúnia. A verdade – estamos convictos – vai prevalecer sobre a mentira. O PCdoB, com a unidade de seu coletivo militante e apoio do povo e dos aliados, reafirma seu compromisso com a luta pelo êxito do governo Dilma na sua missão de conduzir o Brasil à nova etapa de seu desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho.

Brasília, 26 de outubro de 2011.

Renato Rabelo
Presidente do Partido Comunista do Brasil-PCdoB

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O ciclo viciado da tentativa de destruir reputações

Por Luciano Siqueira*,
Para o Blog da Folha.

Futebol é jogo pesado, entra nele quem topa a parada – sempre escutei isso, desde criança, nas peladas do subúrbio onde morava, em Natal, no Rio Grande do Norte. E é o que comentaristas de nossas emissoras de rádio costumam repetir para justificar que, respeitando-se as regras, vale tudo. Inclusive o jogo violento.

Na política a coisa é parecida. O jogo é pesado, não cabem ilusões em relação a certos adversários dos quais se pode esperar tudo, menos conduta ética e respeitosa.

No Brasil de hoje, duas entidades se confundem na prática desse jogo pesado: uma parte da mídia, convertida em partido político, e os próprios partidos de oposição. O objetivo é desgastar e enfraquecer o governo central e todos os que a ele estejam aliados. Como é difícil o combate programático, se apela para o denuncismo sem limites, que em muito ultrapassa o papel vigilante que democraticamente se espera da imprensa. 

Como dizia um então deputado pernambucano: “Em Brasília, se uma prostituta se dispuser a declarar a um jornal que fui com ela a um motel, a “notícia” é publicada. No dia seguinte, ela estará em seu ponto costumeiro, enquanto levarei no mínimo uns cinco anos para provar que é mentira”. Ou seja: planta-se a denúncia, sem a menor averiguação da veracidade, e cabe ao acusado se defender e provar a sua inocência, invertendo-se a equação jurídica.

A revista Veja, redundante nessa prática típica da chamada imprensa marrom, publica acusação feita por um insatisfeito, porque alvo de ação do Tribunal de Contas e da Justiça, provocada pelo Ministério do Esporte, que lhe obriga a devolver aos cofres públicos vultosa soma – justamente contra o ministro! 

A revista não apresenta provas. O acusador, idem, inclusive em longo depoimento prestado à Polícia Federal. A Rede Globo, que na onda da Veja, fez igual estardalhaço, cobra da revista as tais provas que dizia ter, mas não se retrata. E como uma reação em cadeia, avalanche de matérias de mesmo sentido ocupa o centro do noticiário de toda a mídia, com raríssimas exceções. Colunistas dos grandes jornais de circulação nacional e da imprensa regional repetem o mesmo, agora tido como verdade absoluta – pouco importando a realidade dos fatos!

Iniciada a operação, importa agora forçar a queda do ministro. E tudo se faz nesse intuito. Até uma declaração intempestiva, desrespeitosa e atentatória à soberania do País de um dirigente da FIFA, que pretende “demitir” o ministro Orlando Silva, é traduzida em manchetes, sem aspas!

A Folha de S. Paulo põe como principal manchete de sua edição do último domingo uma acusação igualmente sem provas de um suposto pastor evangélico, filiado ao PP, que teria se frustrado na tentativa de conveniar com o Ministério do Esporte o Programa Segundo Tempo por se recusar à contrapartida de uma propina. 

É luta política pesada, repito. Sem limites. Sem escrúpulos. Contra o governo, contra o ministro Orlando Silva e o seu partido, o PCdoB.

O jornalista Luis Nassif, experiente repórter que já passou pela Veja e pela Folha de S. Paulo, dentre outras empresas jornalísticas, tem caracterizado esse expediente como “máquina montada para destruir reputações”. E tem toda razão.

Uma “máquina” que terá seu fim quando a opinião pública elevar sua capacidade de discernimento e a correlação de forças permitir superá-la politicamente.


* Luciano Siqueira é Deputado Estadual e Presidente do PCdoB do Recife.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Os motores da calúnia contra o Ministro Orlando Silva

Diante da posição do ministério pela soberania das leis nacionais e contra interesses herméticos de meia dúzia de vira-latas que babam por uma fatia dos eventos esportivos bilionários de 2014 e 2016, a editora Abril desfruta de seu jornalismo marrom para difamar a moral do Ministro.

Desde que a Revista Veja publicou a reportagem no qual ONGs foram beneficiadas com o Programa Segundo Tempo por meio de convênio com o Ministério dos Esportes e receberiam recursos destinados ao acordo após pagamento de até 20% do valor do convênio a pessoas ligadas ao PCdoB, o ministro tornou-se alvo, mas a máquina de calúnias entra em contradição e aponta interesses abstrusos.

Os motores da calúnia

Partindo do pressuposto que a Editora Abril é apoiadora oficial para mídia impressa da FIFA para a Copa do Mundo no Brasil e a Revista Veja principal faceta deste conglomerado, há de concordar que, no mínimo, as acusações cheiram jornalismo de fachada. 

Inegável que exista meia dúzia de urubus de olho na bandeira que a conquista dos eventos esportivos representa para o desenvolvimento do país. A gestão impecável do Ministro Orlando Silva, responsável por dar visibilidade ao setor e promover avanços inigualáveis, colocando milhares de jovens sem perspectivas na rota do progresso incomodou a oposição e outros interessados na fatia do bolo.

Mas não há festa, muito menos bolo. Prova disso é a postura do Ministro diante das premissas da FIFA, como por exemplo, a tensão entre o Governo Federal e a entidade esportiva em relação a Lei Geral da COPA , enviada pela presidenta ao Congresso. O Planalto exige que a lei seja inteiramente subordinada à Constituição, mas alguns itens não atendem às exigências da Fifa.

Essa calúnia tem o objetivo de desqualificar politicamente o ministro que não hesita em defender os direitos dos cidadãos brasileiros. Como de costume, a VEJA, panfleto da oposição, mais uma vez usou suas páginas sórdidas em prol de interesses políticos e contra o povo. 

A fonte desqualificada

O Soldado da PM, João Dias Ferreira, fonte da revista Veja na inventiva matéria, não é flor que se cheira. Além de inúmeros processos e passagens pela cadeia, aparece também como dono de uma rede de academias de ginástica. Uma das pessoas apontadas por ele para reforçar sua tese acusatória, Célio Soares Pereira, é seu funcionário, gerente de uma das academias. Fator no mínimo intrigante e que o veículo deixou passar em branco na “reportagem”.

Segundo Jornal O GLOBO, PM acusador mora num palacete em condomínio fechado, com três carros importados na garagem. Seu salário bruto chega ao patamar de R$ 4.5000,00. E até agora o acusador não apontou nenhuma prova documental .

Para o Ministro Orlando Silva, as acusações podem ser uma reação ao pedido que fez para que o TCU investigue os convênios do ministério com a organização não governamental que pertence ao soldado. Além disso, a truculência do soldado só não supera sua falta de valores éticos e morais, prova disso é sua própria afirmação de que invadiu o gabinete de uma autoridade para exigir que livrassem sua cara do processo criminal e da obrigação de devolver ao Ministério R$ 3,16 milhões desviados no caso Shaolin, este mesmo resgatado da gaveta pela revista.

O Ministro diante de sua integridade abalada caluniosamente mantém sua postura transparente de apoiar qualquer investigação que seja realizada. E após cinco dias ainda aguarda provas. “Exijo o dinheiro público desviado por essa entidade. O que fiz foi combater o malfeito. E qual foi a reação de quem cometeu o delito? Acusa o ministro de Estado e não apresenta provas. Esses são os fatos”. Pela quarta vez, o ministro do Esporte, Orlando Silva, veio a publico esclarecer ataques à sua honra e ao trabalho do Ministério.


acesse o link e veja o site oficial da FIFA que tem como apoiadora a Editora Abril:

Fonte: Portal da UJS com Agências

Confira o Programa do PCdoB que vai ao ar esta noite



#SouPCdoBsouBrasil

Fonte: Portal Vermelho

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PCdoB na TV vai rechaçar calúnias e defender cidades mais humanas

Na noite desta quinta-feira (20), a partir das 20h30, o programa de 10 minutos do PCdoB vai ar em rede nacional de televisão e rádio. Na peça, o partido defende cidades mais humanas e esclarece as recentes calúnias. Além do programa, o partido terá inserções de 30 segundos até 29 de outubro. A TV Vermelho acompanhou os bastidores da produção do programa, dias antes da farsa da Veja ir às bancas, e mostra um pouco do que o Brasil verá na noite desta quinta.

Inicialmente produzido para tratar integralmente da experiência do PCdoB na gestão de cidades mais humanas, o programa passou por mudanças para incluir a defesa do partido e de seu ministro contra os recentes ataques.

“O partido tem se preocupado, dentro de suas condições, em explicar à opinião pública o que está acontecendo e vamos fazer isso na TV”, afirma Renato Rabelo, presidente nacional do partido.

Um dos pontos altos será a fala do ministro do Esporte, Orlando Silva. Apoiado por dirigentes e militantes não só do PCdoB mas também de outros partidos, o ministro deve ser duro contra as acusações sem provas de um sujeito já condenado pela Justiça.

Cidades humanas

O programa traz pré-candidatos do PCdoB à prefeituras importantes do país, como Alice Portugal, em Salvador, Netinho de Paula, em São Paulo, Manuela D’Ávila, em Porto Alegre, e Perpétua de Almeida, em Rio Branco. Além destas capitais há ainda outras que deverão ter candidatos comunistas nas eleições de 2012.

Um dos destaques do programa é a gestão comunista da cidade histórica de Olinda (PE). Com a experiência de quase 12 anos a frente da prefeitura, o partido destacará ações que geraram grandes mudanças na vida das pessoas.

O senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), relator do aprovado Estatuto das Cidades, também está no programa que evidencia soluções para que as cidades cresçam com menos desigualde e mais desenvolvimento.

A equipe de produção do programa passou pelo teste de superação e conseguiu realizar as mudanças de última hora tão necessárias frente às calúnias divulgadas. Todas as peças que irão ao ar a partir desta quinta-feira tiveram a direção artística do publicitário Marcelo Brandão e a coordenação política de Kérisson Lopes, da Comissão Nacional de Comunicação do PCdoB.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A batata na chaleira esportiva

A Reuters, finalmente, “levanta a bola” de uma jogada à qual ninguém estava dando atenção e publica hoje a seguinte matéria.

O governo avalia que a denúncia contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, traz benefícios para Fifa e CBF, como na negociação da Lei Geral da Copa, que começou a tramitar na Câmara dos Deputados na semana passada, disse à Reuters uma fonte do governo.

A aprovação dessa legislação é cobrada pela federação internacional para realização da Copa do Mundo no Brasil em 2014 e inclui normas desde o valor dos ingressos até a proteção das marcas de patrocinadores no país, por exemplo.

Essa fonte, que pediu para não ter seu nome revelado, afirmou que o clima no governo em relação às duas entidades é de beligerância e que o Executivo não tentará impedir a criação de uma regra que permita a cobrança de meia-entrada para estudantes nos jogos da Copa de 2014.

Essa era uma das principais reclamações da Fifa e até agora o governo vinha argumentando que a meia-entrada para estudantes era determinada por legislações estaduais. Deixar livre para o Congresso a criação de uma legislação federal sobre o tema seria o primeiro gesto político para o governo mostrar que será mais firme na negociação com a Fifa a partir de agora.

A indignação do governo com o tratamento recebido das duas entidades é crescente, segundo relato dessa fonte, e a relação chegou no seu pior momento agora.

No fim de semana, a revista Veja publicou reportagem segundo a qual organizações não-governamentais que realizam convênios com o Ministério dos Esportes no âmbito do programa Segundo Tempo só receberiam os recursos destinados ao acordo após pagamento de até 20 por cento do valor do convênio a pessoas ligadas ao PCdoB, partido do ministro.”

Os jornalistas brasileiros são muito bem informados e inteligentes, em geral. E quando escrevem fora dos grandes jornais começam a achar as estopas com que se pregam certos pregos…

Em tese, o enfraquecimento do Governo, com as acusações ao Ministro do Esporte, facilita a imposição dos apetites leoninos da Fifa. E tira de cena as investigações sobre o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

Já dizia o antigo comentarista Ruy Porto, da TV Tupi, que a melhor defesa é o ataque, não é?

Ainda mais quando está o que está em jogo não é a bola, mas uma bolada.

Fonte: Tijolaço

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Movimento #TenhoAlgoADizer realizou plenárias em 5 cidades do estado de Pernambuco

Durante os dias 07, 08, e 09 de setembro os estudantes secundaristas tiveram algo a dizer em grandes plenárias.

Espalhadas do litoral ao sertão pernambucano (Recife, Caruaru, Garanhuns, Santa Cruz do Capibaribe e Petrolina), o movimento liderado pela UJS construiu e reafirmou pautas importantes do Movimento Estudantil Secundaristas, como a defesa dos 50% do fundo social do Pré-sal para a educação, a meia entrada na Copa, PROUNI, além das pautas locais como o fortalecimento da democratização nas escolas integrais, o papel do jovem no desenvolvimento do estado, a expansão do ensino técnico e para os novatos presentes em todas as reuniões um breve histórico do combativo Movimento Estudantil.

Com a etapa estadual marcada para os dias 04 e 05 de novembro a galera tá com todo gás pra invadir as escolas de Pernambuco e assegurar que cada estudante participe do processo rumo ao Congresso da UBES!
No Recife, capital pernambucana, a plenária reuniu cerca de 40 estudantes entre lideranças do movimento e delegados interessados em acompanhar de perto a mobilização da Região Metropolitana.

Na plenária o Presidente da UMES Alesson Barbosa destacou o papel imediato que o movimento estudantil tem a cumprir a exemplo da luta dos 50% do fundo social do pré-sal pra educação, a importância da implantação do PNE para o desenvolvimento da educação e o PROUNI.

Zanzul Alexandre
UJS - Pernambuco

Reportagem mostra o que está por trás da onda de greves no Brasil

Greve dos professores, greve dos carteiros, greve dos bancários. No Brasil e no mundo o povo vai à luta e ganha as ruas. Para descobrir os motivos desta onda de greves que cobre o país, a TV Vermelho entrevista populares, lideranças sindicais e o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Navegue com a gente por este debate e dê também a sua opinião sobre este tema!



Fonte: TV Vermelho

Meia-entrada e uma verdade inteira

Manuela é Dep Federal (PCdoB\RS)
A aprovação do Estatuto da Juventude na Câmara e, particularmente, do artigo que versa sobre meia-entrada tem gerado algumas críticas que, por estarem baseadas em meias verdades, geram uma percepção errada da lei e das suas consequências. Para esclarecer a questão da meia-entrada, é preciso tratar da verdade inteira sobre o projeto.

Em primeiro lugar, a lei estabelece meia-entrada tão somente para os jovens estudantes até 29 anos, e não para todos os jovens, como muitos editoriais de imprensa fazem parecer ser. Cerca de 88% dos jovens que frequentam a escola em algum nível pertencem às classes C, D e E. Em segundo lugar, o projeto simplesmente regulamenta uma lei que já existe nos 11 Estados que são os maiores centros de consumo cultural do Brasil e, mais do que isso, sem limite de idade. Ou seja, esse direito já existe e a economia brasileira já o subsidia. O estatuto simplesmente regulamenta nacionalmente a lei, estabelecendo, inclusive, um limite de idade. Na prática, a lei não implica nenhuma “conta a mais” para o consumidor, mas o inverso. A cultura é um direito básico e um bem que tem de ser acessível a todos, a eles também.

Esclarecido que não há “nenhuma conta extra a pagar”, o mais importante é o mérito do projeto. Os países mais avançados, não por acaso, são os que mantêm mais tempo os seus jovens na escola e nas universidades. Fazer isso no Brasil e praticar a educação integral significa não só manter o estudante dentro do espaço físico das escolas, mas, também, construir – num país ainda pobre – um conjunto de incentivos e facilitadores para que o estudante conclua todo o ciclo de estudos. Por isso, existem a meia-passagem estudantil e as bolsas de Ensino Médio, de graduação e pós-graduação (vejam o exitoso programa Universidade para Todos – ProUni). Por isso, também, o Bolsa-Família é vinculado à permanência das crianças na escola.

O acesso à cultura – inclusive aos espetáculos de excelência que têm preços inacessíveis para quem estuda – é um desses incentivos. Ver ao vivo João Gilberto ou Fernanda Montenegro não pode ser um privilégio de elite. Eles são patrimônio da cultura brasileira e devem, por isso, ser acessíveis a todos. Como garantimos isso? Através de subsídio do Estado (evitando que espetáculos financiados através de incentivo fiscal tenham preços inacessíveis) ou do sistema de cotas (estipulando um limite de meias-entradas nos espetáculos). Estas saídas estamos construindo para tirar a conta do consumidor direto de cultura!

Outro aspecto importante: o estatuto – que regulamenta inúmeros direitos importantes para a juventude – não é obra de uma única deputada. Foi aprovado pela unanimidade do Congresso, produzindo, inclusive, consensos entre a bancada evangélica e os defensores dos direitos homoafetivos. Uma lei que nasce de um processo assim não pode ser caricaturizada como produto da pressão de “claques estudantis”. Pelo contrário, ela é exemplo de diálogo no melhor espírito republicano, sem envolver barganhas, cargos ou emendas. Tanto que o projeto foi consensual justamente por ter sido aquele com maior participação popular da história da Câmara.

Manuela D'Ávila
(artigo publicado no jornal Zero Hora de 11/10/2011)

Fernando Morais e o terrorismo dos EUA contra Cuba

Houve um tempo em que mercenários contratados por organizações de extrema-direita da Flórida recebiam U$1,5 mil por bomba colocada em Cuba. “Hoje ainda é possível ver em Miami manifestações de rua contra a Revolução, mas as novas gerações parecem mais interessadas em ouvir salsa do que em colocar bombas”, diz o jornalista Fernando Morais, ao Vermelho. 

Por Joana Rozowykwiat



Morais está lançando “Os últimos soldados da Guerra Fria”, livro-reportagem que reconstitui a trajetória de agentes secretos de Cuba, que se infiltraram nos Estados Unidos para impedir ações terroristas contra a ilha. 

No próximo dia 20, às 19h, ele apresenta a publicação em São Paulo, na Faculdade Paulista de Comunicação (Fapcom). Na ocasião, o autor participa do debate “Os 5 cubanos ignorados pela mídia”, ao lado da presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, e do cônsul de Cuba, Lázaro Mendes Cabrera. O evento é promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé.

A discussão acontece no momento em que René González - um dos agentes secretos retratados no livro - acaba de ser libertado, nos Estados Unidos, depois de 13 anos de prisão. Apesar de ter cumprido toda a sua pena, René está sendo obrigado pela Justiça norte-americana a permanecer nos EUA, em “liberdade vigiada” por mais três anos.

Esse é apenas o capítulo mais recente da trama narrada por Morais, que poderia muito bem ter saído de um trailer hollywoodiano – com cenas de espionagem, suspense e aventura -, mas não tem nada de ficção. Foi vivida por 12 homens e duas mulheres que aceitaram deixar suas vidas em Cuba para integrar a Rede Vespa e espionar algumas das 47 organizações anticubanas que existiam em Miami na época.

“Eram organizações de extrema-direita, que atuavam como entidades humanitárias para ocultar seu verdadeiro objetivo”, conta Morais ao Vermelho. Tais grupos – contrários ao regime comunista implantado por Fidel Castro - se dedicavam desde a jogar pragas nas lavouras cubanas até a sequestrar aviões que levavam turistas à ilha. 

Depois o colapso da União Soviética, o turismo assumiu papel preponderante na economia cubana, e as organizações anticastristas passaram a empenhar esforços para demonstrar que a ilha não era segura para os estrangeiros. Para isso, colocaram bombas em hotéis e bares e alvejaram navios repletos de visitantes. Infiltrados nesses grupos, os agentes da Rede Vespa conseguiram impedir várias agressões. 

Para investigar e contar essa história – e também a daqueles que estavam do outro lado -, Morais viajou 20 vezes a Cuba e aos Estados Unidos, debruçou-se sobre diversos documentos dos dois países, fez 40 entrevistas. 

O resultado é uma obra que já é sucesso de vendas no Brasil. De acordo com a Rádio Havana Cuba, o livro vendeu 20 mil exemplares em três semanas e aguarda lançamento em espanhol e inglês. Conhecedor da realidade cubana (este é o segundo livro relacionado à ilha que escreve), Morais fala ao Vermelho sobre a publicação, as relações entre Cuba e Estados Unidos e seus próximos projetos. 

Segundo ele, se o presidente Barack Obama se reeleger, no ano que vem, pode ser que indulte os agentes cubanos que ainda estão presos nos Estados Unidos. “Enquanto Obama precisar dos votos da Flórida, majoritariamente cubanos, não há a menor chance de isso acontecer”, avalia. Veja abaixo a entrevista concedida por e-mail.

Portal Vermelho: Como e quando você se deparou com a história dos agentes secretos cubanos e por que resolveu escrevê-la?


Fernando Morais: Eu soube da história pelo rádio de um táxi, no meio do trânsito, em São Paulo no dia das prisões dos dez agentes cubanos pelo FBI, em Miami, em setembro de 1998. Assim que pude, viajei a Cuba para tentar levantar o assunto, mas encontrei todas as portas fechadas. Para se ter uma ideia, Cuba só assumiu que eles de fato eram agentes de inteligência três anos depois, em 2001. O tema era tratado como segredo de Estado.

Portal Vermelho: Como foi pesquisar em Cuba? Você teve pleno acesso a documentos oficiais? E do lado norte-americano?

Fernando Morais: Os cubanos só liberaram o assunto para mim em 2005, mas nessa época eu estava envolvido com o projeto do livro “O Mago”, a biografia do Paulo Coelho. Com isso, só pude entrar na história dos cubanos em 2008. A partir de então fui várias vezes a Havana, Miami e Nova York. O governo de Cuba liberou todo o material disponível e permitiu que eu entrevistasse quem quisesse, inclusive mercenários estrangeiros que haviam sido presos após colocar bombas em hotéis e restaurantes turísticos de Cuba e que tinham sido condenados à morte. 

Nos Estados Unidos foi mais difícil. Como os agentes do FBI são proibidos de dar declarações públicas, só consegui entrevistas em off. Mas graças ao FOIA – Freedom of Information Act, a lei que regula a liberação de documentos secretos – e após pesquisas nos arquivos da Justiça Federal da Flórida, tive acesso a cerca de 30 mil documentos enviados pela Rede Vespa a Cuba e que haviam sido apreendidos pelo FBI nas casas dos agentes cubanos em Miami. E os serviços de inteligência cubanos me deram uma cópia do megadossiê sobre o terrorismo na Flórida que Fidel Castro entregou a Bill Clinton com a ajuda do escritor Gabriel García Márquez.

Portal Vermelho: Parece-me que o acesso aos cinco cubanos que estão presos nos EUA é bem complicado. As próprias famílias nem sempre conseguem visitá-los. O senhor verificou isso na prática? Conseguiu contato direto com eles?

Fernando Morais: Como não sou parente de nenhum deles nem cidadão norte-americano, não pude visitar pessoalmente nenhum deles. Só consegui autorização para me comunicar com eles por internet. Mas com um limite de 13 mil caracteres por mês. Se as mensagens tivessem mais de 13 mil caracteres, se deletavam automaticamente. Falei também com alguns deles por telefone, pegando carona na franquia mensal de chamadas que suas mulheres e filhos tinham.

Portal Vermelho: Algum deles lhe pareceu um personagem mais interessante?

Fernando Morais: Todos são personagens muito interessantes, acho que daria para fazer um livro sobre cada um deles. Decidi me concentrar em alguns deles, não só por serem os que tiveram desempenho mais, digamos, cinematográfico, mas também por entender que encarnavam de maneira mais ampla o sentido da missão que o grupo desempenhava nos Estados Unidos: infiltrar-se em organizações de extrema direita da Flórida que estavam patrocinando ataques terroristas contra Cuba. Mas há personagens muito interessantes também, do ponto de vista jornalístico, do outro lado do balcão. Por exemplo, o mercenário salvadorenho que entrevistei em Cuba e que rendeu dois capítulos do livro.

Portal Vermelho: Quem eram essas pessoas que planejavam os ataques a Cuba naquela época? E quem eram os mercenários que os executavam? Faziam só por dinheiro ou havia alguma questão de fundo?

Fernando Morais: Eram organizações de extrema-direita, que atuavam como entidades humanitárias para ocultar seu verdadeiro objetivo. Os mercenários, salvo uma ou outra exceção, como o salvadorenho a quem me referi, atuavam por dinheiro. Mais precisamente, recebiam U$ 1,5 mil por bomba colocada em Cuba.

Portal Vermelho: O senhor acredita que esse sentimento extremado dos EUA (Flórida) em relação a Cuba persiste nas gerações atuais? 

Fernando Morais: Os tradicionais inimigos da Revolução Cubana, os autodenominados anticastristas verticales, estão morrendo ou já estão muito velhinhos. Quando eu terminava o texto final do livro, por exemplo, morreu Orlando Bosch, que era considerado o inimigo numero 1 de Fidel Castro. 

Ainda é possível ver em Miami manifestações de rua contra a Revolução, mas as novas gerações parecem mais interessadas em ouvir salsa do que em colocar bombas. Semanas atrás, por exemplo, o cantor cubano Pablo Milanés fez um espetáculo em Miami. No ginásio onde cantou, ele foi aplaudido de pé por 15 mil pessoas. Na rua, meia dúzia de velhinhos carregavam cartazes de protesto contra ele.

Portal Vermelho: Esse esquema de cubanos infiltrados em Miami conseguiu impedir ataques de fato?

Fernando Morais: Sim, não só impedir dezenas de ataques como permitiu a prisão de dezenas de mercenários estrangeiros que atuavam a soldo de anticastristas de Miami.

Portal Vermelho: O que o seu livro traz de mais revelador?

Fernando Morais: A maior parte das informações contidas no livro é inédita. Além de documentos secretos obtidos em Cuba e nos EUA, e da entrevista exclusiva que fiz com o mercenário salvadorenho Raúl Ernesto Cruz León (na época condenado à morte em Cuba por ter colocado bombas em hotéis e matado pessoas), o livro traz revelações inéditas de bastidores políticos a respeito da correspondência secreta trocada entre Fidel Castro e Bill Clinton – e cujo intermediário era o Prêmio Nobel da Paz Gabriel García Márquez.

Portal Vermelho: O livro vai mesmo virar filme? 

Fernando Morais: Sim, os direitos de adaptação para o cinema foram vendidos para o investidor cultural Rodrigo Teixeira. Aliás, foi com o dinheiro recebido que pude custear parte da pesquisa, já que se tratava de um trabalho caro, que envolveu cerca de vinte viagens a Cuba e aos Estados Unidos.

Portal Vermelho: O senhor já tinha escrito sobre Cuba antes. Como vê a Ilha hoje?


Fernando Morais: Vejo com grande otimismo. As mudanças econômicas postas em prática pelo presidente Raúl Castro são, na verdade, correções de erros cometidos nos primeiros anos pós-Revolução, quando o radicalismo não tinha limites. Mas confesso que não vejo perspectivas de mudanças políticas significativas enquanto perdurar o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba. 

Portal Vermelho: O senhor vê alguma possibilidade de indulto para os cubanos que ainda estão presos nos EUA?

Fernando Morais: Se o presidente Barack Obama se reeleger, no ano que vem, pode ser que ele indulte os presos. O ex-presidente Jimmy Carter se comprometeu a pedir a ele que faça isso. Mas enquanto Obama precisar dos votos da Flórida, majoritariamente cubanos, não há a menor chance de isso acontecer. Essa expectativa vale igualmente para a revogação do bloqueio, medida que também tem como defensor o ex-presidente Carter.

Portal Vermelho: Li que o senhor deve escrever sobre o governo Lula. Pode adiantar alguma coisa sobre esse projeto?

Fernando Morais: Por enquanto não há nada decidido. Creio que nem ele nem eu sabemos exatamente o que pode nascer desses encontros iniciais. Só sabemos é que não deverá ser uma biografia do Lula.