segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Boas festas!


Nesse clima descontraído, desejo a todos um excelente final de ano, com extraordinárias festas e comemorações! Nos vemos nos próximo ano com mais política e participação ativa nos assuntos e questões de nossa sociedade! Firme na luta e até mais, com papai noel ou sem papai noel! 

 Que venha 2013!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Câmara aprova MP da conta de luz mais barata

A Câmara dos Deputados deu mais um passo, na tarde desta terça-feira (18), para garantir o objetivo da presidenta Dilma Rousseff de baratear a tarifa de energia elétrica para as residências e os consumidores produtivos (indústria, agricultura e demais empresas). 

Por José Carlos Ruy

Foi aprovada, pelo plenário, a MP 579, que cria novas regras para a renovação das concessões do setor elétrico, favorecendo a redução da tarifa da conta de luz a partir do ano que vem. O texto-base da medida provisória havia sido aprovado pela Câmara há uma semana (na quarta-feira, 12), ficando pendentes dois destaques que foram votados hoje, e rejeitados.

As regras criadas pela MP 579 permitem a renovação por 30 anos das concessões que vencem em 2015 e 2017, desde que as companhias que operam usinas, transmissoras e distribuidoras de energia aceitem adequar seus custos às novas condições e reduzir seus lucros (hoje considerados amplamente como excessivos) em até 70% pelo serviço prestado. Juntamente com o corte de encargos que incidem sobre a conta de luz, as mudanças permitirão, a redução do custo da energia para residências, comércio, agricultura e indústria.

Todas as empresas de transmissão aderiram à proposta do governo e terão suas concessões prorrogadas. Na área da geração de energia, contudo, a adesão foi de apenas 60% pois as concessionárias por governos estaduais tucanos (a Cemig, de Minas Gerais; a Cesp, de São Paulo; a Copel, do Paraná) e do PSD (a Celesc, de Santa Catarina) não aceitaram as condições propostas pelo governo federal.

A MP permite também que os chamados consumidores livres e especiais vendam eventuais excedentes de energia no mercado livre, e estabelece uma redução de 0,5 para 0,4 por cento da taxa de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Quando a presidenta Dilma Rousseff anunciou as mudanças em setembro, a decisão do governo era uma redução média das tarifas de 20,2%. Mas a recusa de concessionárias controladas pelos governos tucanos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, e pessedista de Santa Catarina obrigou a presidenta a prometer usar recursos do Tesou Nacional para garantir aquela redução uma vez que, devido à recusa tucana, a queda na tarifa seria de apenas 16,7%, e não dos 20,2% pretendidos.

Contra os ganhos especulativos

A mudança feita pelo governo federal tem importância semelhante à da investida pela redução nas taxas de juros, comparou a presidenta Dilma. É uma medida de forte impacto desenvolvimentista que ajuda a corrigir um dos mais negativos aspectos da herança maldita de Fernando Henrique Cardoso: os ganhos extorsivos e escandalosos da especulação financeira, que foram beneficiados pela privatização do setor elétrico na década de 1990. Desde então, o preço da energia elétrica deu um salto, remunerando a especulação financeira.

Um dos aspectos mais condenáveis das regras que acabam de caducar consistia no fato de que a amortização de investimentos feitos na construção de instalações para gerar ou transmitir energia elétrica era feita de maneira arbitrária, permitindo que, mesmo depois de recuperado o dinheiro investido as concessionárias continuavam a cobrar pela amortização na conta de luz. Alguns ativos, diz a Aneel (agência pública que controla o setor) foram amortizados duas ou três vezes, uma situação absolutamente irregular. Outra “confusão”, favorável ao grande capital e aos especuladores, compreendia as usinas e linhas de transmissão (que são bens públicos concedidos, isto é, “alugados” à exploração privada) como propriedade privada do concessionário, um absurdo que não tem apoio na lei.

A aprovação da MP 579 é uma vitória do povo brasileiro, dos consumidores, dos setores produtivos da economia. Ela precisa ser confirmada agora pelo Senado, para onde segue para apreciação. Deputados da base do governo manifestaram a expectativa da inclusão, ainda nesta terça-feira, da MP 579 na pauta de votação do Senado. É uma urgência compreensível: a MP precisa ser votada este ano para que os brasileiros se beneficiem de seus efeitos logo no início de 2013.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Justiça argentina declara que Lei de Meios é constitucional


O juiz federal Horacio Alfonso declarou, no fim da tarde desta sexta-feira (14/12), a constitucionalidade dos artigos 45 e 161 da Lei de Meios (Lei de Serviços de Comunicação Áudio-Visual), questionados pelo maior conglomerado de mídia do país, o Grupo Clarín. No site de seu jornal homônimo, o grupo afirmou que irá recorrer da decisão.

A resolução determina o fim da liminar que protegia o grupo dos artigos relacionados à desconcentração, após ditar que “rejeitou a ação declarativa de inconstitucionalidade promovida pelo Grupo Clarín S.A”. “Ordenando como consequência do aqui decidido e, em virtude das novas circunstâncias configuradas, a imediata suspensão de toda medida cautelar ditada no presente processo”, diz a sentença assinada por Alfonso.

Aprovada pelo Legislativo do país em 2009, a Lei de Meios prevê uma série de mudanças no uso do espaço radioelétrico do país. Uma das principais resoluções, que não pôde ser aplicada devido aos recursos judiciais promovidos pelo Grupo Clarín, limita o número de licenças de rádio e televisão aberta ou a cabo de cada conglomerado de comunicação.

De acordo com o artigo 45 da lei, relacionado à multiplicidade de licenças, cada grupo somente pode ser concessionário, em nível nacional, de dez licenças de rádio e televisão aberta, e 24 de televisão a cabo. Além disso, nenhum canal de TV pode chegar a mais de 35% de alcance de mercado no país.

Segundo o governo, o Clarín possui cerca de 240 licenças de TV a cabo, além de dez emissoras de rádio e quatro de televisão. Para cumprir a legislação, o grupo teria que transferir ou vender aproximadamente 90% das licenças a cabo e quatro sinais de rádio ou de TV aberta.

O presidente da Afsca (Autoridade Federal se Serviços de Comunicação Áudio-visual), Martín Sabbatella, afirmou à imprensa local que a decisão é “o triunfo da democracia”, ao que complementou que “hoje a lei está plenamente vigente e tem que ser aplicada integralmente”.

Segundo ele, como, a diferença dos demais conglomerados, o grupo não apresentou um plano de adaptação à desconcentração até o dia 7 de dezembro (apelidado de “7D”), como estabelecido pelo governo, o Estado iniciará uma “adequação de ofício” para o cumprimento da lei.

O processo de “transferência de ofício” implica em taxação dos bens do grupo e licitação das licenças excedentes de menor valor, segundo a Afsca. “A lei é a lei, goste ou não goste, você tem que cumpri-la”, afirmou Sabbatella.

O governo esperava a decisão judicial para dar início à desconcentração dos demais grupos de comunicação do país em igualdade de condições.

Fonte: Opera Mundi

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Povo vai às ruas em solidariedade ao presidente Hugo Chávez


Os venezuelanos lotaram a simbólica Praça Bolívar, com demonstrações de amor, apoio e carinho para com o presidente Hugo Chávez, que viaja a Cuba para submeter-se a uma nova cirurgia.

Desde as primeiras horas do domingo (9), os moradores de Caracas ocuparam a praça na região central da capital, onde ocorreram as mais diversas demonstrações de afeto para com o chefe de Estado depois que ele informou em rede nacional de rádio e televisão sobre seu estado de saúde e anunciou os novos procedimentos médicos.

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Mulheres, homens, crianças, mostravam em seus rostos uma mescla de tristeza e esperança, todos estavam ombro a ombro dizendo uma só palavra de ordem: "Comandante Chávez, te queremos e contigo venceremos. Avante".

Entre os que lotavam a praça estavam os estudantes da Universidade Nacional Experimental da Força Armada, que ao ritmo de seus tambores manifestaram total apoio ao mandatário.

A estudante Glendys Rodríguez declarou à Prensa Latina que recebeu a notícia como um golpe, mas sabia que seu comandante é forte e superará o problema. "Para mim Chávez é como se fosse meu pai, meu irmão e amigo, gosto dele com todo o meu coração", disse.

Uma senhora idosa chorava e orava pela saúde do presidente, tinha em suas mãos uma cruz que, segundo ela, a acompanha nos momentos difíceis e sempre com a ajuda de Deus, sai triunfante "dos transes da vida".

Enquanto as lentes da câmera captavam imagens que demonstravam a inegável comunicação existente entre Chávez e seu povo, aproximou-se da reportagem Rubén Hurtado, um homem do povo que expressou como veio do estado de Aragua para dar seu apoio incondicional ao mandatário.

"Se não fosse esse homem, os pobres deste país teríamos continuado na miséria porque estes esquálidos (como o povo chama a oposição) nunca deram a menor importância ao povo."

Ele disse que toda a sua família “está orando desde a véspera por nosso presidente e sei que ele regressará de Cuba com saúde para continuar guiando-nos, eu tenho muita fé e esperança".

Em meio ao mar de pessoas, um menino pequeno que segurava um cartaz, dizia: “Chávez sigamos juntos, te amamos”. De repente, ao escutar que pelos alto-falantes cantavam o hino nacional, gritou: "Cantem, cantem, para que se cure". A multidão passou a cantar o hino pátrio.

A Venezuela ficou comovida pelo discurso de seu líder na rede de rádio e televisão. O que se sente nas ruas é apoio irrestrito, confiança no futuro e, sobretudo, o chamado à unidade.

Caminho da Revolução

Os candidatos del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) ao governo dos 23 estados nas eleições regionais marcadas para o próximo domingo (16) reafirmaram na praça perante o povo o compromisso com a pátria e com o presidente Hugo Chávez.

O candidato do PSUV ao governo do estado de Miranda, Elías Jaua, assegurou que "a Revolução segue o caminho que Chávez indicou e é nosso dever preservar a rota e essa estabilidade".

Os candidatos do PSUV assinaram um documento em que manifestam a aspiração a conquistar uma vitória nas eleições regionais para consolidar assim a revolução socialista e abrir o caminho para que seja irreversível.

Esta vitória – indicaram – também será um tributo do povo venezuelano ao mandatário em meio ao tratamento médico que, estamos seguros, será exitoso para tê-lo de volta com saúde plena à frente de suas responsabilidades como líder do processo revolucionário.

Solidariedade no continente

A solidariedade da América Latina com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, destaca-se também nos pronunciamentos a favor da saúde do estadista.

Neste domingo (9), o governo do México manifestou seus melhores desejos de êxito na operação, assim como a plena recuperação do mandatário.

Ao mesmo tempo, a Chancelaria mexicana confirmou uma vez mais a solidariedade com o povo e o governo da Venezuela.

No mesmo sentido se pronunciou o presidente do Chile, Sebastián Piñera, através da rede social Twitter, ao desejar a Chávez "muita fé, força e uma pronta recuperação".

Desde Barcelona (Espanha), o chefe de Estado da Bolívia, Evo Morales, expressou a solidariedade, admiração e respeito do povo de seu país para com o mandatário venezuelano.

Morales ressaltou que Chávez venceu batalhas ideológicas, econômicas, eleitorais e também a primeira parte da luta pela vida.

"Esta é uma nova batalha pela vida e será também vitoriosa, como tantas vezes", acrescentou.

"Presidente, neste momento tão difícil, muita sorte, muita força, pelo bem da pátria grande", enfatizou o mandatário boliviano.

Por sua parte, o chanceler do Equador, Ricardo Patiño, expressou a solidariedade de seu país com o presidente Chávez e se mostrou confiante no êxito da intervenção cirúrgica.

Neste domingo, a Assembleia Nacional da Venezuela autorizou a viagem do estadista a Cuba para realizar a cirurgia.

Prensa Latina; tradução da Redação do Vermelho

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A genialidade de Niemeyer e sua luta por um mundo novo




Por Renato Rabelo*

Na noite de quarta-feira, 5 de dezembro, como diria o escritor Guimarães Rosa, uma notícia de grande morte se espalhou pelo Brasil e pelo mundo. As mãos do arquiteto Oscar Niemeyer, sempre irrequietas, em estado de criação sobre a prancheta, quedaram e foram pousadas sobre seu coração que parou de bater aos 104 anos.

Niemeyer partiu, mas já em vida – num exemplo de rara convergência nacional – havia sido conduzido pelos seus compatriotas à galeria das personalidades mais destacadas da Nação. Chegou ao panteão pela grandeza e beleza de sua arquitetura, mundialmente avaliada como um dos ícones da modernidade, e pela coerência de vida inteira com ideais revolucionários do comunismo que o levaram a selar um compromisso inquebrantável com o Brasil e seu povo.

Sua longa vida de 104 anos se assemelhou a essas frondosas árvores frutíferas de seu país tropical que, mesmo com idade avançada, não param de florir, nem de produzir frutos. Foi um homem desapegado do dinheiro e apegado ao trabalho e de uma solidariedade sem limites a seus companheiros e a todos quantos cruzaram seu destino.

A arquitetura de Niemeyer ganhou espaço e reputação no mundo. Um acervo arquitetônico de formas livres e leves, adversárias do ângulo reto e amantes das curvas. Curvas que – como ele mesmo explicou – foram encontradas “nas montanhas de meu país, na mulher preferida, nas nuvens do céu e nas ondas do mar”. Com obras espalhadas em muitos países, por vários continentes, seu trabalho fez brotar belas criaturas em concreto armado. Vários projetos poderiam retratar essa admiração de diferentes nacionalidades por suas realizações, mas, para efeito simbólico, sua participação destacada no projeto da sede das Nações Unidas, em Nova York, nos EUA, marca o reconhecimento mundial pelo valor de Niemeyer.

O exílio durante a ditadura militar instaurada pelo golpe de 1964 o fez viajar pelo mundo e abrir um escritório em Paris. Declaradamente amou países, como França, Argélia, URSS, Itália, entre outros, mas sua grande paixão foi o Brasil e o povo brasileiro. Como disse o destacado historiador, Eric Hobsbawm: “É impossível imaginar o Brasil do século 20 sem Oscar Niemeyer. É impossível pensar na arquitetura do século 20 sem ele”.

Brasília é a prova maior desse seu amor pelo Brasil. Cidade de substantiva e imperativa beleza. As curvas e as colunas, os vãos, as cúpulas, forçando a engenharia a pospor seus limites e realizar cálculos, aparentemente impossíveis. Tudo para o concreto armado adquirir delicadeza. Certa feita, André Malraux, escritor que foi ministro da Cultura da França, de tanta admiração chegou a dizer: “O elemento arquitetural mais importante, desde as colunas gregas, são as colunas do Palácio Alvorada”.

Mas, esse grande brasileiro, além de ocupar sua longa existência embelezando o planeta com sua arquitetura, simultaneamente engajou-se com paixão e coerência à jornada para libertá-lo das injustiças, das guerras e da exploração capitalista. Desde cedo sua vida vinculou-se à causa do povo e aos ideais libertários do socialismo. Nas suas memórias, ele relata com orgulho seus vínculos com o comunismo e o Partido Comunista, conta, por exemplo, que, depois de conversar com Luiz Carlos Prestes, doou o local onde era seu escritório para ser a sede do Comitê Metropolitano do PCB no Rio de Janeiro: “Prestes, fica com a casa. Sua tarefa é mais importante do que a minha”.

Passaram os tempos e veio o fim da União Soviética que provocou no mundo inteiro descrença e até obscurantismo. Niemeyer, contudo, manteve-se firme em suas convicções. “Passei a considerar que a crise soviética constituía uma fase natural pela luta política, que o ser humano não atingira o nível que a sociedade comunista, solidária, exigia. (...) A Revolução de Outubro foi o início indispensável. O sinal de que o mundo vai mudar, de que o fracasso ocorrido é acidente de percurso, de que a ideia de Marx continua imutável e a luta mais consciente e determinada.”

O Memorial da América Latina, pujante conjunto arquitetônico construído na cidade de São Paulo, revela os laços do arquiteto e do cidadão com os povos latino-americanos. Nesse belo conjunto, há uma escultura, uma grande mão espalmada de concreto com o sangue a escorrer. O arquiteto grafou uma mensagem para explicá-la: “Suor, sangue e pobreza marcaram a história dessa América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora, urge reajustá-la, uní-la e transformá-la num monobloco intocável, capaz de fazê-lo independente e feliz”.

Quando da comemoração de seu centenário, em 2007, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Cultura, Gilberto Gil, condecoraram-no com a Ordem do Mérito Cultural. E por iniciativa do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), o Congresso Nacional aprovou a lei que instituiu 2007 como o “Ano Oscar Niemeyer” e promoveu uma sessão especial no Senado em homenagem ao arquiteto.

No curso das comemorações do seu centenário, ele pôde constatar com alegria e esperança o despertar da América Latina e de seu país. Em entrevista à revista Princípios, deu este depoimento: “Neste momento, estamos bem. O Lula compreende os problemas brasileiros, é um operário, faz jus às suas origens e está ao lado do povo. A América Latina está se organizando e seus povos tomando um caminho mais popular. Tem Hugo Chávez e Fidel Castro que são figuras fantásticas”. E mais uma vez deixou clara a sua posição: “É uma utopia querer consertar o capitalismo, achar que ele pode ser melhorado. Está tudo errado, ele é uma doutrina de miséria, de egoísmo. Não queremos melhorar o capitalismo que representa tudo isso, essa diferença de classes, os pobres sem ter onde morar. Queremos acabar com o capitalismo”.

Seu compromisso e confiança com o ciclo político aberto pela vitória de Lula, em 2002, foram reafirmados na campanha da presidenta Dilma Rousseff, de 2010, quando, mesmo já numa cadeira de rodas, fez questão de participar de um ato de apoio à então candidata Dilma, realizado na cidade do Rio de Janeiro, promovido por intelectuais e artistas.

Oscar Niemeyer deu à sua pátria e a outros povos do mundo, o melhor de si como cidadão e arquiteto. A vastidão e a juventude do Brasil e o caráter criativo e laborioso do povo sempre alimentaram suas esperanças de um presente e futuro melhores.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – com que Oscar Niemeyer manteve uma relação de amizade e cooperação –, junta sua voz à voz do povo, da Nação, para homenagear sua vida de mais de um século e um tesouro de realizações. Sua obra continuará inspirando novas gerações de arquitetos, a se pautarem pela criatividade e pela ousadia, e suas convicções comunistas impulsionarão corações e mentes pela vitória do socialismo no Brasil e no mundo.

*Presidente do Partido Comunista do Brasil-PCdoB

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Reforma Universitária: O desafio da qualidade do ensino superior, por Virgínia Barros


Nos últimos anos, as grandes mobilizações do movimento estudantil universitário brasileiro se centraram de forma bastante acertada em bandeiras de luta relacionadas, em linhas gerais, a três desafios: financiamento da educação, democratização do acesso e permanência do estudante na universidade através das políticas de assistência estudantil. Todos estes temas são fundamentais para a transformação da instituição que temos hoje, mas, para além destes desafios, nós, estudantes, não nos esquivamos da luta pela superação de outros entraves políticos e acadêmicos que reproduzem na academia conteúdos de interesse prioritário de uma pequena elite.

O desafio maior é construir um novo modelo de universidade que contribua, em última instância, para a emancipação do homem. Não se trata de enxergá-la de forma idealizada ou como um instrumento de equalização social – transformar a universidade por si só não transforma a sociedade. Entretanto, superar o seu atual padrão de organização e conteúdo pode torná-la um dos elementos de avanço do país ao fazê-la prezar pela interdisciplinaridade e diversificação de conteúdos que combatam as opressões e desigualdades estabelecidas. Para isso, é preciso discutir em detalhe uma profunda reformulação de seus projetos políticos e pedagógicos.

A indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão ainda não foi devidamente assimilada pela universidade. Não se deve abordá-los de forma estanque ou departamentalizada: é preciso uma profunda reforma curricular que possibilite sua fusão partindo da compreensão de que não existe ensino sem pesquisa, nem pesquisa sem ensino ou extensão sem esses dois – todos fazem parte do processo de interação e aprendizagem. Entretanto, atualmente a grande maioria dos cursos superiores concentra a pesquisa exclusivamente no Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) e resume a extensão a palestras ou cursos complementares, quando tais elementos deveriam permear as atividades das disciplinas regulares ao longo de toda a graduação.

A pesquisa universitária é o ponto de partida para uma educação superior de qualidade. Hoje, infelizmente, é dominada pelos interesses das empresas que a financia com vistas aos seus objetivos particulares e os lucros que deles advém – e não aos assuntos estratégicos para o desenvolvimento e aos desafios tipicamente nacionais. Não se trata aqui de vetar o patrocínio privado da pesquisa universitária, mas direcioná-lo para os objetivos públicos da comunidade acadêmica e da sociedade para que, além de sentido prático, tenham também valor social. Se é fato que não existe ciência neutra, é preciso que o conteúdo do conhecimento produzido na universidade se volte para o fortalecimento de nossa autonomia científica, de nossa soberania e para diminuição das desigualdades do país.

No que se refere à extensão, é necessário primeiramente desnudá-la do caráter assistencialista ou tecnicista que normalmente lhe é atribuído. Ao contrário, a extensão é uma forma de conferir ao aprendizado o humanismo e o senso de realidade que possibilitem transformar a realidade que nos cerca. Em outras palavras, é através da extensão que o estudante conhece na prática um mundo muitas vezes distante dos livros e dos laboratórios imersos nos muros cansados da universidade, criando a oportunidade de questionar saberes já estabelecidos, gerar novos conhecimentos e adquirir a experiência necessária para enfrentar os desafios do mundo do trabalho. Por tudo isso, a extensão precisa estar inserida nos currículos acadêmicos com um número de horas mínimas necessárias para a integralização do currículo.

As atividades extensionistas devem entrelaçar-se com a pesquisa acadêmica – concepção esta que deve permear todo o caminho do estudante até o diploma, através de incentivos para a investigação científica e de pesquisas de campo simplificadas inseridas no cotidiano da atividade acadêmica a partir da análise de casos práticos ou da conferência da realidade em contraposição à teoria.

É preciso ousar na concepção de uma nova universidade. Nada deve parecer natural ou impassível de mudanças. Afinal, quem disse que o aprendizado tem de se resumir às exposições diárias proferidas pelos professores a uma platéia de estudantes receptores e inertes? Quem disse que um tem que sentar atrás do outro ou ter apenas duas oportunidades no semestre para expor o conteúdo assimilado por meio de métodos de avaliação anacrônicos e limitados? Essa lógica de educação serve apenas à reprodução do conhecimento já estabelecido, responsável por perpetuar injustiças e desigualdades.

Neste sentido, não menos importante é o papel do professor no cotidiano acadêmico. É preciso, antes de tudo, valorizar o exercício docente com salário justo, liberdade cátedra e condições adequadas de trabalho. Tomada ciência desta necessidade, observamos que em muitas instituições, sobretudo nas públicas, existe hoje certo abandono da graduação, pois é do trabalho na pós-graduação que o professor retira a necessária complementação da renda e se realiza profissionalmente ao ter mais condições de pesquisar os temas que lhe desafiam.

Por outro lado, apesar das adversidades, não se pode esquivar-se da avaliação permanente do trabalho do professor. A cobrança precisa ser contínua, sem corporativismos ou perseguições, pois a avaliação periódica de desempenho a que estão sujeitos hoje é ineficaz. São necessárias metas de rendimento para que o professor não se ausente da sala de aula e, caso venha a fazê-lo, haja reposição do conteúdo. É preciso também formação continuada com atualização e aprimoramento didático permanentes, especialmente nos cursos em que os docentes não possuem formação na área de licenciatura.

Passados 185 da fundação de nossos primeiros cursos superiores, este é um momento de auto-reflexão da universidade brasileira. Os temas levantados não visam, naturalmente, esgotar o debate da qualidade, nem tão pouco desmerecer outros aspectos tão ou mais importantes para a reformulação pedagógica.

Evidentemente nada disso será possível enquanto os patamares de investimento na educação persistirem tão defasados. Seguir na luta pela destinação de 10% dos PIB e dos royalties e Fundo Social do Pré-sal para educação é tarefa primeira dos estudantes comprometidos com as causas populares. Assim, através da luta generosa e abnegada da juventude, conquistaremos uma universidade humanizada e preocupada com a transformação da vida de brasileiros e brasileiras de cada canto deste país.

Por Virgínia Barros, diretora de comunicação da UNE

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mercadante pede a entidades educativas que se mobilizem por royalties à Educação


O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, pediu nesta segunda-feira a mobilização das entidades da área de educação em favor da aprovação da medida provisória editada pela presidenta Dilma Rousseff que destina à educação 100% dos recursos dos royalties obtidos com novos contratos de exploração de petróleo. A medida provisória, segundo a Casa Civil, foi publicada nesta segunda-feira em edição extra do Diário Oficial da União e enviada ao Congresso Nacional.
Mercadante
O ministro da Educação Aloizo Mercadante, pediu apoio para a aprovação da MP enviada por Dilma
- Espero que todas as entidades se mobilizem fortemente neste final de ano defendendo a medida provisória e exigindo, na discussão do PNE [Plano Nacional de Educação] e, na Câmara, da medida provisória, que depois vai ao Senado, que a gente garanta essa conquista que pode definitivamente mudar a história do Brasil – disse Mercadante.
O ministro lançou nesta segunda-feira a chamada para a 2° Conferência Nacional de Educação, em fevereiro de 2014, que é precedida de conferências municipais, estaduais e distrital. Ele disse que o debate sobre a destinação dos recursos do petróleo para a educação deve estar na pauta das conferências. “O debate dos royalties é fundamental e a conferência tem que se manifestar agora, ao longo do processo de debater o futuro. Tem que disputar o futuro, porque o futuro do país vai depender dessa discussão”, disse.
O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, informou que os estudantes também vão se mobilizar para pressionar os parlamentares em favor da aprovação da medida provisória. “O movimento estudantil e o conjunto do movimento educacional brasileiro estão preparando mobilizações nas ruas, nas redes sociais e no Congresso para garantir a aprovação da medida provisória e desafiam cada parlamentar a se apresentar como amigo ou inimigo da educação. A opção é do parlamentar, e a sociedade civil e os estudantes vão se mobilizar”, disse Daniel Iliescu.
Na última sexta-feira, a presidenta Dilma Rousseff vetou parcialmente o projeto de lei aprovado pelo Congresso que modificava a distribuição dos royalties do petróleo e incluiu a destinação de 100% dos royalties provenientes dos contratos futuros de exploração de petróleo serão investidos em educação. As mudanças estão na medida provisória que será enviada ao Congresso.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Arqueólogos encontram poço do período Neolítico com dois esqueletos

Restos humanos são de uma mulher de 19 anos e de um homem mais velho; não se sabe se eles caíram por acidente ou se foram lançados.

Arqueólogos israelenses descobriram em escavações no Vale do Esdraelon, na baixa Galiléia, um poço do período Neolítico que continha dois esqueletos humanos de 8,5 mil anos, informou nesta quinta-feira, 8, a Autoridade de Antiguidades de Israel.

A descoberta, realizada em um lugar denominado "Enot Nissanit", nas margens ocidentais do vale bíblico, foi feita por acaso e durante as escavações prévias para o alargamento de uma estrada.

Os restos humanos são de uma mulher de 19 anos e de um homem mais velho e supõem verdadeiro mistério para os arqueólogos, que não puderam determinar se os mesmos caíram em seu interior por acidente ou foram lançados.

Em um comunicado da Autoridade de Antiguidades, o diretor das escavações, Yotam Tepper, afirmou que "o que está claro é que depois que estes indivíduos caíram no poço, a água, que já não era potável, deixou de ser usada pela simples razão de sua contaminação.

Além disso, Tepper destacou que o poço guarda relação com um antigo assentamento agrícola cujos habitantes o usaram para a subsistência cotidiana.

A parte superior está construída com pedras e a inferior cavada em rocha bruta, sendo que duas grandes pedras rematam a entrada do poço, que possui 8 metros de profundidade e 1,3 metros de diâmetro na abertura superior.

Além dos restos humanos, Tepper ressaltou que foram encontrados inúmeros utensílios que são fundamentais para a identificação das pessoas que cavaram o poço, como facas denticuladas de sílex que eram usadas na colheita, pontas de flechas e outros itens talhados em pedra.

Omri Barzilai, chefe do Departamento de Pré-história da Autoridade de Antiguidades, apontou que "os poços deste período são achados únicos na arqueologia de Israel e, provavelmente, no mundo pré-histórico em geral".

Os dois poços mais antigos do mundo foram achados no Chipre e revelaram o começo do fenômeno da domesticação.

"Parece ser que o homem antigo tentou idealizar fórmulas para proteger a água potável de possíveis contaminações pelos animais que cuidava e, por isso, costumava armazenar a água em um lugar que não fosse acessível pelo gado", concluiu Barzilai.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Copa sem Meia Entrada e bebidas a vontade, uma ofensiva neoliberal

Ao abrir os jornais durante essa semana, fiquei estarrecido com a falta de debate entre a sociedade e o poder público. Quando os interesses são os das grandes empresas e corporações mundiais o debate, na verdade, inexiste. A Copa do Mundo é sem dúvida um grande evento que vai alavancar a imagem do Brasil para todo o mundo. Mas tudo tem limites. O preço que pagaremos será alto. O maior deles é, sem dúvida, o desacato a nossa soberania.


A famosa "Lei Geral da Copa" é um insulto as leis vigentes no nosso país. Ela simplesmente anula ou revoga, temporariamente, garantias de direitos que foram conquistados a duras penas por nossa sociedade civil organizada. Gostaria aqui de salientar duas delas: A proibição da meia entrada e a liberação da venda de bebidas em eventos esportivos. A lei estadual nº 1.196\2012 regulamenta no estado de Pernambuco o acordo firmado entre o Governo Federal e a FIFA e foi aprovado sem o menor debate com os segmentos envolvidos. Nos jogos das Copas das Confederações e do Mundo os estudantes, professores e idosos, deixam de ter o direito garantido por lei da meia entrada.

O fato grave em tudo isso é a justificativa. A FIFA diz que com a meia entrada e a proibição da venda de bebidas alcoólicas, o evento não seria viável (traduzindo: Lucrativo). Por trás da FIFA (ou liderados por ela) existe um grande conluio de mega empresas sedentas de lucro a todo custo. Essa fome toda tem justificativa: o mercado interno brasileiro é um dos que mais crescem no mundo inteiro. A engrenagem é simples de entender, a luta desenfreada por lucratividade e exploração desse mercado consumidor em ascensão, aguça a cobiça por lucros extraordinários dessa associação de empresas capitalistas. E essa cobiça não tem freios. Nem que para isso seja necessário atacar a soberania dos países sedes da Copa, anulando leis, regulamentos e até tradições (como a venda de acarajé em estádios baianos).

A sociedade civil brasileira precisa opinar sobre esse importante assunto. Tratar com superficialidade é o desejo dos poderosos, dizendo que a Copa do Mundo justifica tudo. Querem que fechemos os olhos e minimizemos os fatos. Chegou a hora de estudantes, professores e idosos colocarem sua opinião e lutarem, juntos, pela manutenção das leis brasileiras. Não podemos deixar que intervenções exteriores desmanchem conquistas do povo brasileiro. Muito menos com justificativas econômicas. Vamos a Copa do Mundo, a Copa do POVO brasileiro.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

20 de Novembro, dia da Consciência Negra ou Dia do Zumbi

Zumbi 
Neste dia 20 de novembro, o Blog do Mago destaca dois artigos publicados recentemente sobre a luta anti-racista no Brasil. O primeiro deles é do Jornalista Carlos Pompe que trata sobre a justificação bíblica do racismo, e o segundo é um texto de Alexandre Braga, da União dos Negros pela Igualdade (UNEGRO) fazendo uma abordagem sobre a luta do movimento negro na atualidade. Desejo a todos uma ótima leitura e um viva a resistência do povo brasileiro de matriz africana. Vamos continuar lutando!



A justificação bíblica do racismo

Por Carlos Pompe

O doutor em genética humana Sérgio Pena, no artigo Desinventando as raças, contido no livro Charles Darwin em um futuro não tão distante (Instituto Sangari) considera que a “cristalização do conceito de raças e a emergência do racismo coincidiram historicamente com dois fenômenos: o início do tráfico de escravos da África para a América e o abandono da então tradicional interpretação religiosa da natureza em favor de interpretações científicas”.

No caso do cristianismo, seita dominante nos países que traficavam escravos, foi mudada a ênfase na origem da humanidade a partir de Adão e Eva e enfatizada a descendência dos humanos a partir de três filhos de Noé: Cam, Sem e Jafé. Cam, que flagrou o pai bêbado e nu, foi condenado por Noé a ter toda a sua descendência tornada escrava – e os descendentes de Cam, a partir de Canaã, seriam os negros africanos. 

Já os judeus se consideram descendentes de Sem e com esse pressuposto os sionistas justificam a matança de palestinos por Israel, como tristemente assistimos nestes dias. Mas voltemos ao “mundo cristão”. O que fazer com os africanos – e, depois, os nativos do Novo Continente – convertidos ao cristianismo? Pena prossegue: “Postulou-se que os escravos convertidos podiam ser mantidos em servidão porque, apesar de cristãos, eram descendentes de ateus”.

Os avanços da ciência a partir do XVIII acabaram reforçando o critério racial que evoluiu dos princípios bíblicos. Até hoje muitos argumentos e classificações adotados por cientistas do passado repetem classificações racistas entre os seres humanos, embora os avanços da genética molecular e o sequenciamento do genoma humano tenham desautorizado qualquer significado biológico para distinguir “raças” entre os Homo Sapiens Sapiens, como nos denominamos na atualidade.

Contudo as “raças” continuam a existir como construções sociais. Em Trabalho assalariado e capital, Marx escreveu: ““Um negro é um negro... Porém sob determinadas condições se converte em escravo. Uma máquina de fiar algodão é uma máquina de fiar algodão. Terão que ocorrer condições especiais para que se converta em capital”. As condições para um negro se converter em escravo mudaram mas, assim como a escravidão converteu-se em escravidão assalariada, no Brasil, o último país a abolir a escravidão, o negro foi convertido no assalariado pior remunerado...

Em São Paulo, a mulher negra chega a ganhar 47,8% do rendimento do homem não negro por hora. No Distrito Federal, a proporção é de 49,5%. Em Salvador, Recife, Porto Alegre, Fortaleza e Belo Horizonte, o homem não negro ganha quase 50% a mais do que as mulheres negras. Os dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sobre as regiões metropolitanas, com base na pesquisa de emprego e desemprego (PED) de 2011, reafirmam a frase da canção de John Lennon, que diz que a mulher é o negro do mundo, devidamente completada com a constatação de que, se além de mulher, for negra, a situação piora.

Há alguns anos, foi realizada a campanha “Onde você guarda o seu racismo?”, que incentivava a não guardá-lo, mas jogá-lo fora. A campanha passou, mas o racismo continua, como demonstram os fatos do dia-a-dia, incluindo a discriminação de gênero evidenciada nos salários de homens e mulheres, brancos e negros.

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A luta do Movimento Negro na atualidade
Por Alexandre Braga


Havia em Pernambuco, Minas Gerais, Bahia e outros estados cerca de 700 quilombos, 2600 comunidades remanescentes e milhares de insurreições que lutaram contra o jugo dos senhores de escravos, período que o sociólogo Clóvis Moura definiu como modo escravista colonial. Em 1971, ativistas do Grupo Palmares, do Rio Grande do Sul, chegaram à conclusão de que o dia 20 de novembro tinha sido a data da execução de Zumbi e estabeleceram - na como Dia da Consciência Negra. Em 2003, a lei 10.639, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu a data como parte do calendário escolar. Mas, apesar dessa agenda de eventos para celebrar a negritude, a nossa consciência negra é fenômeno novo dentre as várias manias adotadas pelo povo. Hoje é “chique ser black”. É moderno cultivar os valores da “cultura black”, enquanto o fosso social entre brancos e negros ( os pretos e os pardos juntos ) mantém o apartheid brasileiro inalterado. O mito da democracia racial, por aqui, foi denunciado como mentira pela realidade socialmente perversa e pelos dramáticos indicadores sociais; que compravam que negro no Brasil está associado à miséria e exclusão social. Por exemplo, somente o IBGE calcula que precisaremos de pelo menos 20 anos de políticas voltadas para as ações afirmativas para colocar brancos e negros em níveis mínimos de igualdade.

Portanto, na atualidade, o Movimento Negro tem um viés político muito forte: a resistência venceu a escravidão. Por isso, suas atividades vêm carregadas de tempero emocional. Dessa forma, o Dia da Consciência Negra, a luta contra o racismo, a agenda da promoção da igualdade racial e a inclusão da população negra na sociedade, trazem consigo tantas e variadas atividades, como as marchas para aumentar a consciência do pertencimento étnico, os protestos mais raivosos e justos, e as homenagens aos homens e mulheres negros ( Zumbi e Dandara, líderes da República de Palmares; Osvaldão, líder da Guerrilha do Araguaia; Machado de Assis, escritor; André Rebouças, engenheiro especialista em engenharia hidráulica-ferroviária e de portos; Chiquinha Gonzaga, compositora, pianista e primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil, João Cândido, líder da Revolta da Chibata, entre outros) que, de alguma forma, ajudaram na construção da riqueza da nação-continente mais negra fora do continente africano. E o maior significado desse dia é que longe do ranço contra quem quer que seja, hoje a população negra, ou os 49,9% do povo brasileiro, luta pelo cumprimento do plano de ação assumido na Conferência da ONU Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlata em 2001 e pelas propostas das Conferências Nacionais de Promoção de Igualdade Racial, organizadas em 2005 e 2009 pelo governo brasileiro. Além disso, o Movimento Negro quer justiça social aos próprios negros, aos povos de tradição indígena e aos demais grupos que durante a construção dessa nação-continente tiveram seus direitos humanos violados. Ou seja, no século XXI o debate sobre as alternativas para o desenvolvimento sustentável, as soluções para superaçãodos conflitos étnicos e o combate ao preconceito e às desigualdades sócio-raciais se dão entrelaçadas pelo culto à capacidade de resistência dos povos e pelo clamor por eqüidade. É inegável a herança africana na culinária, na dança, no ethos do nosso povo, mas é inegável também o atraso com que o Estado brasileiro trata essas questões. Às vezes quando as assumem o faz lentamente e de forma mais para negro ver do que para negro ter justiça e respeito de fato.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Stalingrado, a Operação Urano


A batalha de Stalingrado travada entre 19 agosto de 1942 e 2 de fevereiro de 1943 pelos exércitos alemães que invadiram a URSS em 1941 e as forças soviéticas, foi uma das maiores e mais violentas de todos os tempos. O número de soldados, tanques, aviões , munições e alimentos que nela se consumiram foi gigantesco. Estima-se que mais de dois milhões de homens e mulheres, de ambos os lados, participaram da refrega cujo resultado final foi a derrota do exército alemão. Consideraram-na o divisor de águas da 2ª Guerra Mundial, pois desde a rendição do general Paulus, o supremo comandante alemão aos soviéticos, acertada em 2 de fevereiro de 1943, a Alemanha nazista, obrigada a recuar do solo russo, perdeu para sempre a iniciativa da guerra.

As intenções da Operação Urano

Tanques soviéticos T-34
“Stalingrado não era mais uma cidade. Durante o dia nada mais era senão que uma nuvem queimando, uma fumaça gigante; era uma fornalha iluminada pelos reflexos das chamas... Os animais, espantados, fugiram daquelas pedras fumegantes, somente os homens ainda suportavam.”

[Carta de um tenente alemão, 1942]

Urano, a personificação do céu para os gregos, era entendido como a abóbada celeste, o que cobria tudo. Este foi o nome escolhido pela Stavka, o estado-maior geral soviético, dirigido por Stalin, para a missão de deter os nazistas: a Operação Urano, marcada para o segundo semestre de 1942. Seria uma das maiores operações contra-ofensivas da História, visando derrotar os invasores da União Soviética nas beiras do rio Volga. Fazendo juz ao nome escolhido, era uma impressionante manobra na qual todos os elementos da guerra se fariam presentes.

A data marcada para o seu desencadeamento foi o dia 19 de novembro de 1942 (há setenta anos atrás). Os nazistas, de modo fulminante e arrasador, já estavam há dezesseis meses e meio em terras russas, e, descontando-se o susto que sofreram na frente de Moscou, em dezembro de 1941, ocasião em que o general Zhukov os fez recuar, haviam retomado o élan ofensivo. Com o fronte central estagnado em Moscou, e o do norte marcando passo em frente a Leningrado (onde a população civil russa sitiada morria de fome em massa), o alto comando alemão alterou suas diretivas, numa linha que atingia 6.200 quilômetros de extensão.

Rumo ao Cáucaso e ao Volga

Os objetivos de Hitler - dando seguimento a Operação Barbarossa, a que planejou a invasão da União Soviética - , inclinaram-se, então, para a frente sul, para o baixo Volga e o Cáucaso, atrás de cereais e de petróleo. Intentando seccionar o país dos sovietes em duas partes, ordenou que o poderoso 6º Exército, com uma vanguarda de uns 300 mil homens, liderado pelo general Paulus, se dirigisse para a cidade de Stalingrado. Com um pouco mais de 800 mil habitantes, espalhada na margem ocidental do rio Volga, ela situava-se eqüidistante de Moscou, no norte, e da Chechênia, ao sul. Era um importante centro de comunicações e dona de um respeitável parque de armamentos.

A meta do Führer - além de provocar um profundo abalo na moral dos comunistas conquistando-lhes a cidade que levava o nome do seu líder - era impedir que os imensos recursos de alimentos e do óleo de Grozny e de Baku, subindo o rio Volga, chegassem à parte industrializada e mais densamente habitada da Rússia. Sem pão ou gasolina, pensou, a bravura dela não duraria muito. Em Stalingrado travar-se-ia, pois, uma dupla batalha: ideológica e econômica. Os alemães, vindo de uma parte da Europa densamente habitada, espantaram-se com a solidão e vastidão das estepes. Era um mar plano, sem-fim, onde os girassóis ondulantes rivalizavam com os trigais, entremeados, aqui e acolá, por uma ou outra choupana pobre, habitada pelo mujique russo e os seus.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Juventudes pelo Brasil: fórum juvenil promete um 2013 de lutas e vitórias!

Uma data por si histórica, o sete de novembro de 2012, 95º aniversário da Revolução Socialista na Rússia, acolheu um evento que pode marcar época também no Brasil. Refiro-me ao fato de a Juventude da CTB ter participado naquele dia de uma importante reunião das juventudes sociais, sindicais, estudantis e políticas na sede da UNE e da UBES em São Paulo. A reunião JUVENTUDE PELO BRASIL. 


O encontro chamou atenção pela representatividade e os propósitos ousados que o motivaram. Se a Coordenação dos Movimentos Sociais sempre se viu limitada ao aspecto gremial, pelas organizações que a congregam, o fórum juvenil se fortaleceu por ser fruto de uma mobilização que, liderada pelas entidades estudantis e o MST, tem a presença de juventudes como a União da Juventude Socialista, a Juventude do PT e a Juventude Pátria Livre. Mas não apenas: Consulta Popular, Juventude da CUT, ANPG, Levante da Juventude, UBM e MMM, o Barão de Itararé, a Nação Hip Hop Brasil, jovens ecumênicos, um amplo espectro de organizações que lembra o exitoso Fórum Nacional de Lutas que existiu até começo dos anos 2000 e que tanto contribuiu para a presente situação de avanços sociais e políticos no Brasil. 


O que querem as juventudes? Muita coisa, é óbvio! Veja-se a identidade que marcou o encontro quando foi tomando nome o horizonte de mudanças que aspiram. Naturalmente, mesmo sem definição prévia, logo, logo, surgiu na boca dos representantes a palavra secular que ainda fala ao coração: socialismo. É certo que um socialismo com as esperanças e a face da juventude de hoje. Não um socialismo de cátedra, não um socialismo de passado, mas um socialismo feito das bandeiras do passado e do presente, compreendido na luta para avançar os processos de mudança no Brasil e na América Latina, reconhecendo os limites atuais e propondo que, a partir da luta do povo se avancem para as conquistas que governos não podem dar, mas que a mobilização unitária pode atingir.


Deter-se-ão os e as jovens aonde param os governos? Poderão imprimir uma salutar e rebelde pressão para acelerar as mudanças em curso ou serão apenas mais do mesmo? Exercerão seu viés crítico e próprio, ou se manterão nos marcos existentes da mudança que, de tão negociada, é marcada por inaceitáveis continuidades? Não está definido, e a presença de organizações políticas é decisiva para esse tipo de reflexão e para a abrangência final que terá o espaço. Não há dúvidas que foi convocado sob o signo da luta. A juventude tem pressa.

Concretamente, é a defesa da juventude abandonada, sobretudo, o que caracteriza essa união. Uma grande preocupação com a situação da juventude oprimida pela miséria, pelo racismo, pela homofobia, pela super exploração no trabalho, pelo acesso desigual e elitista à educação, pelo machismo e a violência sexista contra as mulheres, pela propagação da intolerância, inclusive religiosa e as ameaças ao Estado laico, pela manipulação das grandes empresas de mídia, pela poluição nas cidades e o abandono das populações do campo que se soma à ausência de uma reforma agrária e a um modelo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente e garanta nossa soberania. Como reflexão dos trabalhadores e trabalhadoras, a Juventude da CTB propôs que as organizações ali reunidas incorporassem à sua reflexão a Agenda Nacional da Classe Trabalhadora aprovada por milhares de trabalhadores e trabalhadoras em São Paulo no ano de 2010.


As juventudes reunidas passaram a limpo em poucas horas os principais problemas do desenvolvimento no Brasil e problematizaram como atuar num sentido unitário, como aprender juntas, como ampliar a sua capacidade de intervir na realidade atual. Indignante e ilustrativa da necessidade de uma Reforma Política é o descaso com a a situação da juventude expresso na decisão da Câmara que na noite anterior rejeitara a aplicação de 100% dos royalties do Pré-Sal na Educação. E entre todas as organizações ali presentes não havia qualquer dúvida que a educação é uma bandeira de todos, pilar importantíssimo da emancipação e do resgate da juventude brasileira. Também o encontro foi marcado pela indignação ante os preocupantes dados de assassinatos de jovens negros e da periferia, em especial em São Paulo. 


O cenário político é marcado também pela tentativa da direita, desesperada com seu declínio eleitoral, de judicializar a cena política e de criar condições para intervir na cena política sem o mandato das urnas, situação perigosa, como demonstraram acontecimentos semelhantes recentes em Honduras e no Paraguai. Chama atenção sobretudo pela virulência, expressa no intento de atingir o Ex-Presidente Lula, como observou André Tokarski, pela UJS. Assim, a união do povo e da juventude para ocupar as ruas pode assumir aspecto decisivo num futuro próximo, na defesa da democracia e dos avanços conquistados.


Foi ainda um primeiro encontro. E, que decidiram os jovens ali reunidos? Primeiro, seguir juntos. Um calendário próprio permitirá ampliar a integração das agendas e das ideias dessa juventude que buscará superar as especificidades nas pautas em busca de um sentido geral emancipador para sua luta na sociedade brasileira. Nesse sentido, orientou-se que os Estados reproduzissem durante novembro e dezembro essa reunião. A 19 de dezembro está previsto um outro encontro nacional em São Paulo. No dia 20 de fevereiro a esperança é uma Plenária Nacional. E o objetivo inicial é a unificação de grande e variada uma jornada de lutas da juventude brasileira para o mês de março de 2013 com atos de rua e conscientização para sacudir o país.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Direção Nacional da UJS se Reúne em São Paulo

                               






A nova Direção Nacional da União da Juventude Socialista (UJS) realizou nesta quarta (31) e quinta-feira (01/02) sua primeira reunião.


Crise do capitalismo

No primeiro dia da reunião o tema em pauta foi à conjuntura internacional e nacional. A avaliação é de que ainda é muito grave a situação na Europa, entre diversos fatores, é preocupante o fato de não haver mais uma coordenação da crise pela dupla França/Alemanha. Diferente do seu antecessor, François Hollande não tem conduzido junto à Alemanha – maior potência europeia – uma coordenação da crise. Sem um acordo entorno de medidas a serem adotados pelo Banco Central europeu entre as duas maiores potências do continente a crise pode se agravar ainda mais.

Nos EUA, embora haja uma leve recuperação da economia, não é certa a vitória de Obama, o que representaria um grave retrocesso para o mundo, seu adversário Mitt Romney, encarnaria a velha política estadunidense de dominação mundial.

Do outro lado do mundo, na China, os sinais também não são positivos, embora a previsão de crescimento do gigante asiático seja de 7%, representa uma redução de 2% em relação ao ano passado, esta pequena redução diminui o nível de exportações no mundo, atingindo diretamente o Brasil.

Os trabalhadores e a juventude seguem pagando o preço da crise, entretanto, é importante ressaltar que embora novas formas de mobilização tenham surgido em meio ao caos econômico, observa-se que as grandes mobilizações tem sido lideradas pelas organizações tradicionais, como os sindicatos, que levam duzentas mil pessoas as ruas e fazem constates greves gerais no velho continente.

Brasil

O governo da presidenta Dilma tem aplicado muitas medidas positivas no campo econômico, com destaque para a baixa dos juros, entretanto, estas medidas não tem surtido efeito, a projeção de crescimento do PIB para este ano está na casa de 1,5%, o que significa um crescimento pífio, incapaz de dar conta das demandas de geração de emprego e distribuição de renda.

Mesmo com as medidas adotadas a economia brasileira não manteve um crescimento de longo prazo, esta realidade é consequência direta da limitação de projeto político e ousadia do governo Dilma. Embora os juros tenham baixado isto não representou mais dinheiro no bolso do trabalhador ou mais recursos a serem investidos na economia.

Para a UJS, a política de condomínio – que aloja os banqueiros na cobertura – adotada pelo governo Dilma, que tenta conciliar os interesses dos trabalhadores de um lado e o dos banqueiros e da grande imprensa do outro, inviabiliza um maior avanço econômico e social.

Reforma Educacional

Passados 10 anos desde a primeira eleição do governo Lula e da presidenta Dilma, muitas mudanças ocorreram no ensino básico e no ensino superior, a escola técnica experimentou uma grande expansão de suas vagas e do seu orçamento, nas universidades públicas foram criadas 680 mil vagas, além de 1 milhão de vagas no ensino privado através do PROUNI, entretanto, a qualidade do ensino não acompanhou sua ampliação.

A UJS deve apresentar no 14º Conselho Nacional de Entidades de Base da UNE um novo projeto de reforma universitária, com destaque à luta pela qualidade da educação e pala assistência estudantil. Urge a necessidade de um projeto mais avançado e radical de reforma universitária.

Nas universidades privadas a situação da qualidade é dramática. A direção nacional da UJS acredita que não há justificativa para uma universidade que oficialmente não é pública, mas, é financiada em parte pelo setor público – seja através do Prouni ou do Fies –, não cumprir nenhum critério de qualidade e continuar sendo privada, em casos como estes o governo deve assumir sua direção, estatiza-la, abolindo de imediato o pagamento de mensalidades e estabelecendo um comitê de transição para torna-la oficialmente pública.

No ensino básico a situação ganha ares de catástrofe social, a combinação de má qualidade, professores mal remunerados, infraestrutura precária e aumento exponencial da violência preocupa a sociedade como um todo. Para resolver a situação do ensino básico brasileiro não basta preencher a escola de novas tecnologias sem que isto não seja acompanhado de uma mudança no conteúdo pedagógico.

Juventude protagonista das mudanças

A crise do capitalismo tem revelado mais uma vez o 
papel central da juventude nas grandes transformações. As conhecidas ocupações anticapitalistas como oOcupy Wall Street, os Indignados na Europa, às massivas mobilizações no Chile e no Canadá por uma educação gratuita, a jornada de lutas do movimento estudantil brasileiro no começo do ano, os esculachos da juventude contra os torturadores da ditadura militar e a greve das universidades federais demonstram nitidamente a sede da juventude por transformações mais profundas.

No Brasil é necessário intensificar e radicalizar ainda mais a luta por estas transformações. Este feito não será realizado sem uma reforma dos meios de comunicação, que assim como algumas universidades privadas, sobrevivem com dinheiro público, mas, não expressam as necessidades do povo brasileiro.

A UJS convoca a juventude para no 14º CONEB da UNE e na próxima jornada de lutas do movimento estudantil construir uma grande mobilização que busque desalojar os banqueiros e a grande imprensa do projeto transformista eleito em 2002, abrindo novas perspectivas de avanços econômicos e sociais para o povo brasileiro.

domingo, 19 de agosto de 2012

Visite nosso sítio na internet!


Gostaria de agradecer a todos os leitores e leitoras do "Blog do Mago" pelo apoio que sempre recebi. Esse blog é uma peça fundamental para nosso projeto de interferir, com opinião política, no futuro da nossa sociedade. Conto sempre com a continuidade desse apoio.

Vivemos hoje uma nova fase de nossas vidas. Quero pedir encarecidamente aos amigos e amigas que passem a acompanhar minhas opiniões e atividade, através do nosso sítio da internet. Acesse, dê sua opinião e contribua com nosso projeto! Ele é coletivo e tem a cara da Olinda que queremos! Firme na luta!


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Lançamento da candidatura de Matheus Lins carregado de emoção


Na última sexta-feira, 10/08, aconteceu a grande plenária de lançamento da candidatura de Matheus Lins a vereador de Olinda. Denominado 'Agora só falta você', o evento contou com a participação de militantes da UJS, lideranças comunitárias e representantes de diversos segmentos sociais. Foi uma grande festa no Senna Hall, localizado no Bairro Novo em Olinda. Passaram, no lançamento, cerca de 350 pessoas, jovens e adultos que foram levar seu apoio e compromisso com a candidatura de Matheus, liderança jovem no cenário político da Marim dos Caetés. 

Entre os presentes, destaque-se, especialmente, a Deputada Federal Luciana Santos, o presidente nacional da UJS, André Tokarski e o candidato à prefeitura de Olinda Renildo Calheiros, acompanhado do seu vice, Enildo Arantes. 

Iniciando os pronunciamentos, André Tokarski, ressaltou o papel da UJS nestas eleições municipais, especialmente em Olinda com a candidatura de Matheus. O protagonismo dos jovens, disse ele, poderá transformar a política do Brasil. Ousadia e compromisso devem ser palavras de ordem para a construção de cidades mais humanas. Logo depois, a ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos, enfatizou seu comprometimento na Câmara Federal, com a luta dos jovens por mais educação, acesso à cultura e ao primeiro emprego. Acrescentou que a candidatura de Matheus nascida dentro da UJS, preenche a carência de anos no município. É uma liderança jovem, com novas ideias, finalizou Luciana. 

O candidato a vice prefeito, Enildo Arantes, fez uma breve saudação afirmando o compromisso do governo municipal em melhorar a qualidade de vida das pessoas, e observou que a marca da campanha de Matheus - o chapéu - já está na mente dos eleitores. 


Na parte final da plenária, o candidato Matheus Lins, fez sua intervenção com muita firmeza e consistência. Falou da necessidade de eleger pessoas comprometidas com o projeto político em curso na cidade. E que era preciso renovar a maneira como a câmara faz política, elegendo vereadores que tenham novas ideias e novas ações. Na câmara, vou fazer diferente, disse Matheus, serei vereador de todos e de toda a cidade. Estarei comprometido com as pautas que interferem diretamente na vida das pessoas, como a saúde, educação, mobilidade urbana, defesa da cultura popular e segurança. Apoiarei os movimentos sociais, continuou o candidato, pois considero-os a expressão mais consisitênte do pensamento do povo. Finalizando, Matheus se comprometeu em exercer seu mandato mantendo-se em constante contato com os cidadãos e cidadãs de Olinda. As lideranças presentes, tomadas de entusiasmo, aplaudiram, de pé, as palavras do candidato. 

O último a falar foi Renildo Calheiros. O atual prefeito de Olinda fez um resgate dos problemas que a cidade acumulou ao longo de sua história e afirmou que Olinda transformou-se em um canteiro de obras com a unidade das forças progressistas e populares que ele conseguiu reunir. Para os proxímos quatro anos, disse Renildo, essa unidade terá que ser mantida para Olinda continuar no caminho certo, o caminho das mudanças. Visivelmente emocionado, o prefeito Renildo Calheiros, relembrando sua atuação na política estudantil, conclamou a plateia a invadir as ruas, levar o nome de Matheus 65.000 e elegê-lo vereador de Olinda, pela sua trajetória política, sua garra e qualificação para o trabalho parlamentar. 

Após o ato, a festa continuou com muita música e dança, comandadas por diversos jovens que levaram seus pen drives e ajudaram a abrilhantar a noite do lançamento de candidatura mais animado da cidade de Olinda.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Olinda lança livro sobre Plano Nacional de Cultura

A Prefeitura de Olinda lança nesta terça-feira (07), o livro As Metas do Plano Nacional de Cultura, em parceria com o Ministério da Cultura e o Fórum de Gestores Públicos de Cultura da Região Metropolitana do Recife.




A publicação é uma ferramenta de direcionamento estratégico das políticas públicas relacionadas ao setor, num prazo de 10 anos. Suas metas contribuem para a execução do Sistema Municipal de Cultura, que tem o objetivo de normatizar e organizar o planejamento e os investimentos culturais de uma cidade.

A consolidação de um Sistema Municipal é essencial para a integração ao Sistema Nacional de Cultura, um modelo de gestão desenvolvido pelo MinC, que propõe a colaboração entre municípios, estados e União na aplicação de ações destinadas ao setor.

Desta forma, descentralizam-se os processos, que contam com a participação da sociedade civil, através de conselhos e conferências, garantindo a continuidade dos mesmos, em caso de alternância de governos.



“As Metas do Plano Nacional de Cultura” tem o objetivo de provocar a participação de todos os cidadãos e grupos envolvidos na cadeia produtiva da cultura, desde artistas a consumidores de culturais. O livro, que contém textos de apresentação da Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e do Secretário de Políticas Culturais, Sérgio Mamberti, guia o leitor através de perguntas como: “O que se Pretende Alterar na Situação Atual?” – seguidas por informações sobre a situação na área tratada pela meta e seu impacto – e O que é Preciso Para Alcançar Esta Meta? – que descreve algumas ações ou estratégias possíveis de serem feitas para cumpri-la.

O diretor de estudos e monitoramentos da secretaria de Políticas Culturais do ministério da Cultura, Américo Córdula, estará presente no evento e falará sobre o plano de metas nacional. O chefe da representação regional do Nordeste do ministério da Cultura, Fábio Lima, também estará presente no evento.

Serviço:

Lançamento do livro “As Metas do Plano Nacional de Cultura”
Quando: Terça-feira, 7 de agosto, às 19h
Onde: Palácio dos Governadores (Sede da Prefeitura de Olinda) – Rua de São Bento, 123 – Varadouro

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Educação de qualidade, garantia de um futuro promissor.


Falar em Educação é, sem dúvida, falar sobre o nosso futuro. Dela depende se seremos uma população justa e próspera ou se continuaremos a produzir desigualdades e miséria. Nos últimos 9 anos, a área educacional brasileira prosperou bastante. Foi iniciado um novo ciclo de investimentos, mesmo assim, ainda não foi o suficiente. Nossas escolas não preparam os jovens para a cidadania, nem para o mundo do trabalho, e isso é um retrocesso que precisamos enfrentar.

Pensamos a educação como um sistema nacional, que priorize a educação pública e gratuita, garantindo qualidade e caráter social. Um sistema universal, que erradique o analfabetismo, garanta acesso e permanência a todos e se relacione com o mercado de trabalho. Não podemos mais ver as mulheres abandonarem os estudos e empregos por não ter com quem deixar seus filhos. Temos que garantir creches em horário integral.

Nosso ensino básico precisa de mais investimentos e uma mudança profunda em sua matriz curricular. Que introduza noções teóricas sobre o mundo do trabalho e disciplinas praticas de aprendizado de oficios, como designer gráfico, marcenaria, contabilidade simples, etc. Queremos a inclusão imediata da disciplina de historia e cultura afro-brasileira, como regulamenta a lei 10.639/03.

Lutamos para que as escolas tenham infraestruturas arrojadas e que garanta a acessibilidade de pessoas com deficiência, com quadras poli esportivas, espaços de convivência, laboratórios, biblioteca, lousa digital, além de acesso as novas tecnologias e a banda larga. Acreditamos também que é necessário investir pesado na valorização dos professores e profissionais da educação (gestores, pedagogos e tecnicos administrativos), garantindo formação continuada, mais concursos públicos e aumento substancial da remuneração dos professores. Queremos gestões democraticas e transparentes, onde toda a comunidade escolar possa participar e opinar.

Em resumo, queremos uma escola que aprofunde os conhecimentos básicos, mas que apresente ás crianças e aos jovens, o uso da tecnologia e o mundo do trabalho, que tenha forte integração social com a comunidade, que pratique o desporto, incentive a cultura e as artes como parte da formação educacional. Para isso, um passo significativo é a ampliação da jornada diária de aula para no mínimo 7 horas diárias.

Temos ciência que nosso município tem poucas condições financeiras para implementar tudo isso. Somos uma das cidades que menos arrecada na região metropolitana do Recife e temos a 5ª maior densidade demográfica do país. Mas não podemos nos apequenar diante dos desafios. Muitas conquistas do nosso povo se deram por acreditar na superação dos obstaculos. Lutamos para que 10% do PIB brasileiro fosse destinado a educação. E agora, temos que lutar para que o governo federal, junto com o governo estadual invista na educação básica, que é de responsabilidade dos municípios. Assim, conseguiremos garantir mais conquistas para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Fruto de muitas lutas do movimento estudantil e da União da Juventude Socialista (UJS), conseguimos garantir esse ano, a construção de duas escolas técnicas em Olinda. Uma federal (IFPE) e outra estadual (ETE). Que vão mudar a cara de nossa cidade. Com essas escolas tecnicas, poderemos dar uma oportunidade aos nossos jovens e trabalhadores de se qualificar para mercado de trabalho. Lá serão ofertados cursos que melhorarão a qualificação profissional de nosso povo, garantindo assim, melhores empregos e melhores salários. Um futuro melhor está por vir.

Além do ensino técnico, precisamos garantir que nossos jovens consigam acessar a Universidade. Para isso, precisamos melhorar a qualidade do ensino básico e criar programas municipais que invistam nos estudantes mais destacados. Cursinhos públicos e populares que intensifiquem o empenho e dedicação de vários jovens que sonham em entrar na Universidade. Além disso, precisamos fortalecer as faculdades privadas do municipio com programas de extensão que levem seus conhecimentos as comunidades que as cercam, garantindo assim a popularização da conhecimento e a melhora da qualidade de vida dessas comunidades.

Precisariamos de várias páginas para fazer uma radiografia da nossa Educação. Sabemos que estamos diante de um grande desafio, mas iremos para o embate. Lutamos para ter uma câmara dos vereadores que discuta com a sociedade os principais temas que afetam cotidianamente nossa vida. Para nós a Educação é um tema transversal que influencia em tantos outros, como os esportes, a cultura, a saúde, a segurança pública. Sem educação de qualidade, jogamos nossas crianças e jovens na marginalidade. Para eles, o que sobre é o mundo das drogas e da violência. Acreditamos que podemos ajudar a encaminhar mudanças significativas para nossa cidade, para isso temos que ouvir e defender as mais diversas opiniões para conquistar um novo tempo.

Olinda precisa pensar no futuro. Pensando nele, lançamos nossa candidatura para defender o projeto iniciado por Luciana Santos e hoje continuado pelo prefeito Renildo Calheiros. Vamos seguir na luta para melhorar a qualidade de vida da população. E a educação será uma prioridade, pois com ela, conseguiremos avançar rumo a um futuro promisso e sem desigualdades.


Por Matheus Lins

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Voto obrigatório?



A última ditadura no Brasil durou 21 anos. Passamos anos sem votar para que pudéssemos alcançar o retorno da liberdade de expressão, muitos jovens lutaram, foram torturados e assassinados. Essa é a verdade. Graças a eles e a outros guerreiros, estudantes, professores, operários, intelectuais, artistas e tantos e tantos é que, agora, podemos votar. Vejam a diferença, “podemos”; antes era: é “proibido” votar.

Na verdade, o ato de votar não deve estar elencado como Dever do cidadão e da cidade, e sim, como Direito. Direito de escolha, porque escolher não é, de forma alguma, uma obrigação e sim, a expressão livre da vontade.

É naquele gesto simples, de segundos, que o(a), eleitor(a) decide, para si e a comunidade, o município, o país, aquilo que deseja no período de quatro anos: compromissos acordados e realizados em beneficio da qualidade de vida das pessoas ou a omissão, a negligência, o desrespeito.

Os anos de plena democracia, no Brasil, como a conhecemos, foram tão poucos, que votar deve ser feito com satisfação e alegria. Agora, em quem votar é outra conversa. Tem que perguntar, tem que escutar, tem que ler, tem que investigar.

A eleição é no dia 7 de outubro. Os candidatos já estão aparecendo. Há tempo para escolher. Dar crédito a quem realizou.Confiar em quem chega para renovar, para avançar.

O voto deixa, assim, de ser obrigatório. Obrigatório é ser livre para escolher o melhor!